Lanxess assume Petroflex

Fábrica de polímeros para produção de peças e acessórios para veículos
A Petroflex, empresa brasileira de borrachas sintéticas, teve o total de suas ações compradas pela alemã Lanxess


Colônia. Com faturamento anual de 6,94 bilhões de euros e presente em 21 países, incluindo o Brasil, a empresa química alemã Lanxess, um dos maiores fabricantes mundiais de especialidades químicas, plásticos, borrachas e químicos intermediários confirmou este mês, a aquisição total das ações ordinárias e preferenciais da brasileira Petroflex, passando a assumir o completo controle acionário da empresa fabricante de borrachas sintéticas.

A Lanxess já havia adquirido 70% das ações em dezembro passado, quando pagou cerca de US$ 400 milhões nas plantas fabris de Cabo de Santo Agostinho (PE), Duque de Caxias (RJ) e Triunfo (RS), onde produz mais de 400 mil toneladas de elastômeros, usados para a fabricação de pneus, gomas de mascar e sandálias de dedo. O valor do resgate dos 30% restantes das ações foi fechado em R$ 19,68, por ação.

O preço pago foi 7,6% maior do que a proposta inicial da Lanxess, de pagar R$ 18,29, por ação, conforme edital publicado em meados de setembro último. O investimento superou os R$ 120 milhões. Com a compra, a Petroflex, até então uma empresa de economia mista, passa a ser uma companhia fechada, pertencente em sua totalidade ao grupo germâmico Lanxess.

Aquisição estratégica

Segundo o presidente mundial da Lanxess, Acel Heitmann, o controle total sobre a Petroflex é parte da estratégia da empresa, para expandir a produção de polímeros para borrachas próprias à fabricação de pneus de alta performance e peças automotivas, — setores em franca expansão no Brasil, América Latina, Ásia e Europa, apesar da crise financeira global. “A Petroflex é um bom exemplo do tipo de aquisições que queremos fazer”, revelou o executivo, explicando que pretende desenvolver processos e novos produtos para a fabricação de borracha, sobretudo àqueles tipos destinados à produção de pneus de alta performance. Segundo ele, a proposta da Lanxess para a Petroflex é ampliar a participação da ex-estatal brasileira nos mercados interno e externo no segmento de polímeros. ´Petroflex e Lanxess tem uma integração perfeita”, exaltou, Werner Breuers, um dos quatro membros do Conselho de Administração da Lanxess.

Expansão mundial

Com o controle total da Petroflex, a empresa, que já produz quase um milhão toneladas de elastômeros, busca ampliar sua liderança mundial neste segmento e quadruplicar sua produção no Brasil. A Petroflex, sozinha, gera para o grupo faturamento de 500 milhões de euros, o equivalente a 7,6% do faturamento total de 6,6 bilhões da germânica Lanxess, em 2007.

O faturamento da empresa no segundo trimestre de 2008 na região das Américas cresceu 9,3%, passando de 430 milhões de euros para 470 milhões de euros, o que com os ajustes registrou crescimento de 12,3%. Segundo dados da empresa, “os negócios no Brasil tiveram contribuição decisiva para esta tendência de aumento. A exemplo do Brasil, a Lanxess alcançou taxas de crescimento de dois dígitos na china, Índia e Japão´, anunciou o conselheiro Werner Breuers.

COM MÉDIAS EMPRESAS
Estratégia global é de parcerias

Colônia. O presidente mundial da Lanxess, Acel Heitmann, esclarece que a estratégia de crescimento mundial da Lanxess está pautada na administração por excelência – sob critérios germânicos –, na diversidade de produtos, na pulverização de clientes e na aquisição e parceria com médias empresas, de forma regionalizada no mundo inteiro. O foco prioritário são empresas e mercados de países emergentes, sobretudo dos integrantes do Bric (Brasil, China, Índia e Rússia).

A Lanxess possui 13 unidades de negócios, onde fabrica 150 diferentes tipos de produtos, emprega 15.200 colaboradores mundialmente e atende a 1300 clientes em todo o mundo. Desse total, a Lanxess emprega no Brasil, 1.720 pessoas, sendo 1.300 somente na Petroflex e o restante em fábricas e laboratórios em São Paulo e Feliz, no Rio Grande do Sul.
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