Frei Caneca um verdadeiro Mártir da liberdade Politica

Nesta data 13 de janeiro de 1825 um homem de carater libertario que hoje chamamos de Democracia erá fuzilado por suas ideias e penssamentos que não podemos deixar em branco esta data .

Antes da proclamação da Independência, o Brasil sangrava em várias revoltas espalhadas pelas províncias diversas. Pernambuco era uma dessas províncias que se rebelava contra o desgastado império.


O maior mentor dessa revolta (que se chamou de Revolução Pernambucana), foi um religioso, Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo Caneca, mais conhecido como Frei Caneca. O apelido veio devido à profissçao do pai, fabricante de canecas.

Nascido no Recife em 20 de agosto de 1779, veio de família humilde, filho de Domingos da Silva Rabelo, e de Francisca Maria Alexandrina de Siqueira, fez seus votos no Convento do Carmo, em Pernambuco. Tornou-se o secretário do visitador da ordem. Era grande escritor e jornalista, autor de panfletos ao estilo filosófico de Montesquieu e Russeau.

Frei Caneca era idealista, seguidor do Iluminismo e conhecedor de política e defensor a justiça. Foi freqüentador de todos os centros de estudos políticos liberais, defendeu os ideais da província e foi preso em 1817 como revolucionário, cumprindo pena em Salvador até 1821. Liberto, voltou a Pernambuco onde lecionou filosofia, geometria e retórica. E sua atividade política não parou por aí. Nesse período, fundaria o jornal “Tifis Pernambucano”, para fazer frente oposionista ao governo conservador.

O religioso esteve envolvido no movimento emancipacionista denominado Goiana e ainda apoiou a formação da primeira Junta Governativa de Pernambuco, que teve como presidente Gervásio Pires Ferreira.

Uma trincheira liberal

Sua força moral dava-lhe uma liderança inconteste. Até que, em 1822, D. Pedro I instaura a monarquia. Porém, o monarca irritou os pernambucanos com sua Constituição que priorizava o conservadorismo, caracterizada principalmente após a dissolução da Assembléia Constituinte.

O grupo ligado á Frei Caneca se insurgiu e as lutas contra o poder do império ganharam grandes proporções em Pernambuco, até um rompimento total em 2 de julho de 1824.

Durante esse rompimento, surgiria a idéia de se formar uma nova república com o nome de Confederação do Equador. Os pernambucanos tentaram a adesão de outras províncias do Nordeste e do Norte e ainda apoio de países estrangeiros, mas esse apoio não veio.

Frei Caneca e os revolucionários subestimaram o poder de reação de D. Pedro I. Foi um erro fatal. O imperador separou imediatamente o lado esquerdo do Rio São Francisco (hoje parte da Bahia), e partiu para um bloqueio naval a Recife. No dia 12 de setembro de 1824, após ataque de canhões liderados pelo almirante Cochrane, recife foi invadida pelas tropas do brigadeiro Lima e Silva.

Enforcamento não!

As tropa legalistas cercaram a coluna pela qual lutava Frei Caneca. Assim, no dia 29 de novembro de 1824, todos foram presos e a rebelião estava sufocada. Onze revolucionários fora condenados.

Frei Caneca foi condenado à morte na forca, apesar dos muitos pedidos de clemência, manifestações religiosas e petições para que não fosse enforcado. Mas, de nada adiantaram as manifestações, e o condenado foi conduzido à forca no dia 13 de janeiro de 1825.

No entanto, surgiu um imprevisto: ninguém tinha a coragem de bancar o carrasco e enforcar o religioso. Mesmo sendo castigados, açoitados, os três carrascos escolhidos para enforcar o sentenciado não cederam.

Dessa forma, Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo Caneca teve a sua sentença cumprida através de fuzilamento diante do muro do Forte das Cinco Pontas, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi recolhido pelos padres do Convento das Carmelitas.

Quem bebe da minha “caneca” tem sede de liberdade!

Comments
2 Responses to “Frei Caneca um verdadeiro Mártir da liberdade Politica”
  1. Chega a ser heresia uma total falta de respeito ao herói Frei Caneca postar sob uma homenagem tão merecida a sua coragem e patriotismo um comentário desses mais pelo menos servirá para mostrar aos brasileiros a diferença entre os brasileiros de ontem e os de hoje.
    De: Beau Geste do SITE CRÍTICA POLÍTICA
    TRATA-SE DO MESMO GOVERNO QUE DEVOLVEU OS PUGILISTAS PARA FIDEL CASTRO.
    Brasil
    Quarta, 14 de janeiro de 2009, 23h55 Atualizada às 00h05
    Defesa: após asilo, Battisti deve viver nova fase
    Os advogados do ex-ativista italiano de extrema esquerda Cesare Battisti divulgaram nesta quarta-feira uma nota em que elogiam a decisão do governo brasileiro de conceder asilo político ao cliente. “Esperamos que Cesare Battisti possa retomar suas atividades de escritor e iniciar uma nova fase de sua vida. Doravante, sem receio de perseguições políticas”, disseram no texto.
    » OAB analisará legalidade de refúgio
    » Senador quer convocar Tarso
    » Ministro italiano: asilo ofende povo
    » Itália convoca embaixador do Brasil
    “Quem conhece o processo profundamente, tomando ciência de seus meandros e detalhes, sabe que a decisão de conceder refúgio político a Battisti é a única medida que preserva a Constituição brasileira e a tradição do Brasil em casos semelhantes”, afirmaram na nota.
    Battisti, ex-membro do grupo de esquerda Proletários Armados para o Comunismo (PAC), foi condenado em seu país à prisão perpétua por envolvimento em quatro assassinatos na década de 70. Ele foi preso em março de 2007 pela Polícia Federal brasileira no Rio de Janeiro. O italiano nega que tenha cometido os assassinatos e sustenta que não pôde exercer em sua plenitude o direito de defesa. Corre no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de extradição dele feito pelo governo italiano.
    Assinam a nota os advogados Luiz Eduardo Greenhalgh, Suzana Figuerêdo, Fábio Antinoro e Georghio Tomelin. Eles afirmam que o processo contra o Battisti é “fruto de motivação exclusivamente política”. Além disso, defendem que o italiano “não é autor de qualquer dos quatro assassinatos dos quais é acusado”.
    “Chegou-se ao cúmulo de condená-lo por dois homicídios ocorridos no mesmo dia, quase na mesma hora, em cidades separadas por centenas de km (Udine e Milão)”, afirmaram.
    Redação Terra
    O que se pode esperar, se todos os comunistas terroristas assassinos ladrões mensaleiros, são amparados pelo nosso governo porque estranhar quando se concede asilo político a um assassino terrorista.
    Se este pais tivesse vergonha na cara Tasso Genro, Genoino, Dilma (Estela), o presidente do supremo que de supremo agora só tem mesmo a suprema falta de vergonha em soltar ladrão, (So os ricos) todos estariam presos mais não, estão é mandando no país.
    O Brasil uma zona, tudo que não presta esta no poder.

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  1. […] defendeu os ideais da província e foi preso em 1817 como revolucionário … fique por dentro clique aqui. Fonte: […]



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