Saúde elabora plano contra chegada da gripe suína

Saúde elabora plano contra chegada da gripe suína

Apesar de ainda não ter contabilizado casos suspeitos de gripe suína, Pernambuco saiu na frente e montou um esquema para barrar a entrada do vírus no Estado. Uma reunião técnica realizada, na manhã desta terça-feira (28), no Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) da Secretaria Estadual de Saúde, definiu as estratégias de ação para prevenção da doença, diagnóstico e assistência ao paciente.

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A ocasião reuniu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Pernambucana de Vigilância Ambiental (Apevisa), Laboratório Central de Pernambuco (Lacen), Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro), Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) e o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), definido como hospital de referência para tratamento da doença.

Segundo a secretária-executiva de Vigilância em Saúde, Inês Costa, o plano de contingência elaborado para barrar a gripe suína é uma adaptação do Plano de Influenza Aviária. “Nós estamos fazendo adaptação do plano de gripe aviária para a realidade atual, levando em consideração o risco de contágio entre seres humanos. As cartilhas produzidas pela Apevisa para a gripe aviária serão adaptadas para essa nova modalidade de gripe, para ser distribuída à população e aos profissionais de saúde”, explicou.

Inês Costa afirmou ainda que a população precisa saber que não há motivos para pânico, pois não há casos suspeitos em Pernambuco. “Estão no grupo de risco apenas pessoas que estiveram recentemente no México, em alguns locais dos Estados Unidos e no Canadá, ou seja, se uma pessoa se sentir gripada ela não deve pensar que está com gripe suína se não tiver estado em um desses lugares”, disse.

Durante a reunião foram definidos os papéis de cada órgão envolvido para evitar que a doença se alastre. Todos os passageiros dos vôos vindos do México e dos Estados Unidos já estão sendo monitorados pela Anvisa. Segundo a coordenadora do órgão em Pernambuco, Milka Adegas, o órgão, em parceria com a Infraero, já está entregando materiais informativos sobre a doença, veiculando nos autofalantes dentro do aeroporto e das aeronaves informações necessárias sobre a gripe suína.

“Nós monitoramos normalmente os passageiros dos vôos internacionais que chegam ao Aeroporto dos Guararapes, principalmente o vôo diário que vem de Miami, nos EUA, com escala em Salvador, antes de chegar ao Recife, outro que chega três vezes por semana de Atlanta, também nos EUA. Com os dados colhidos podemos ter o controle se a doença aparecer em alguns desses passageiros em até 10 dias após a viagem – que é o tempo máximo para a doença se manifestar no organismo”, disse.

De acordo com a diretora-geral de Controle de Doenças e Agravos, Jacira Ferreira, quem chegar ao aeroporto com os sintomas da doença, será avaliado pelos profissionais de saúde que lá trabalham. Caso haja a suspeita, a pessoas será levada para o setor de infectologia do HUOC.

“Nós estamos montando uma equipe volante treinada para coletar material orgânico do paciente para diagnosticar a doença. O material será enviado à Belém, do Pará, referência no país no diagnóstico da gripe suína. Os treinamentos acontecerão a partir de amanhã, no Hospital de Pediatria Maria Cravo Gama, que possui profissionais capacitados para esse tipo de coleta”, disse.

Dentro do plano de influenza suína, uma equipe do HUOC também será treinada para coletar material dos doentes suspeitos. “Além desse treinamento, também vamos capacitar os médicos e enfermeiros da Anvisa e da Infraero que atuam no Aeroporto Internacional dos Guararapes. Eles aprenderão a identificar os casos suspeitos de gripe suína e encaminhá-los para o HUOC. A capacitação vai acontecer no próximo dia 5 de maio”, explicou.

Segundo o infectologista do HUOC Vicente Vaz, a direção da unidade já disponibilizou dois leitos de isolamento e um de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Se a situação se agravar, e isso é pouco provável, teremos condições de reservar os leitos de enfermaria que eram do Procape e estão sendo reincorporados ao HUOC para esses pacientes”, disse.

Como apenas viajantes estão no grupo de risco da gripe suína, e em geral, o publico que costuma fazer viagens internacionais são pessoas de classe média e alta, que não costumam utilizar os serviços do SUS, a SES também estabeleceu contato com os núcleos de epidemiologia (NEPI) dos hospitais privados para que eles notifiquem os casos e encaminhem para o serviço de referência.

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