Queres vida longa?

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Queres vida longa?

Acabei de ler sobre uma pesquisa que foi feita em São Paulo mas que serve para todos os brasileiros. Antes de dizer da pesquisa, e como sempre, preciso dar algumas voltas. Vou começar fazendo a você uma perguntinha cretina, de resposta óbvia. A pergunta é a seguinte: “Quando começamos a envelhecer?”.

Eu não disse que a pergunta era cretina? Você está certa, leitora, começamos a envelhecer no instante em que nascemos. E desta obviedade resulta uma outra, que envolve a vida: ninguém quer ser ou ficar velho, mas também é verdade que ninguém quer morrer.

E como é que se pode contornar essa contradição, como é que alguém pode desejar viver muito e não ficar velho?

É sobre a velhice a tal pesquisa de que falei e que nos chegou de São Paulo. São Paulo é a capital brasileira dos “tudos”. Tudo é São Paulo, se não for em São Paulo vai ser aonde uma pesquisa de boa amplitude?

Pois o IBGE andou-nos fazendo saber que os velhos em São Paulo vivem muito mal, de modo geral muito mal. Falta-lhes quase tudo em assistência social, em qualidade de vida.

Neste ponto, deixo a pesquisa de lado e vamos conversar um pouco sobre esse futuro potencial de todos nós, a velhice. Se a velhice começa no primeiro vagido do ser humano, deve também ali, nesse momento, começar o preparo para a velhice. Não é todavia o que fazemos.

Começamos a pensar na velhice quando ela já nos bate à porta. Vamos comendo e bebendo como bichos ao longo das primeiras décadas de vida, não exercitamos respeitosamente o corpo, não instruímos a mente para que ela nos seja boa companheira nos adiantados da vida, não fazemos poupança, nada. Vamos empurrando a vida com a barriga da desatenção. Chegada a velhice temos muito pouco, quase nada, nada. Saúde combalida por descuidos acumulados, filhos, não raro, indiferentes à sorte dos pais, aposentadoria que mal dá para o café da manhã, nada na poupança e doenças a tratar…

A velhice é como uma montanha especial que temos que subir. Vamos subindo e subindo, mas não podemos voltar atrás, descer. É subir e subir. No topo está a velhice. Vamos ter que viver nesse “topo” da vida apenas com o que de prudente tivermos produzido. Não se poderá voltar para buscar nada do que foi deixado em descuidos.

É bom pensar nisso agora. Não confiar nos filhos, não confiar na Previdência, a social, é claro, não confiar em nada. É bom que confiemos na prudência e no preparo dos essenciais de que vamos precisar para viver bem a velhice. E esse preparo já devia ter começado, quando nascemos…

Luis Carlos Prates

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