Chuvas enchem mais de 40 barragens do Estado

Chuvas enchem mais de 40 barragens do Estado

As chuvas ocorridas em Pernambuco já representaram impacto significativo na acumulação de água em boa parte das barragens. Entre os maiores reservatórios, 46 já estão vertendo (sangrando). Destes, a maioria – 23 – está localizada no sertão do estado. No Agreste, são 14 reservatórios vertendo. Entre as barragens utilizadas para contenção de cheias na Bacia do Capibaribe, apenas a de Jucazinho, localizada em Surubim, já atingiu sua capacidade máxima e está vertendo desde o último sábado (30.05). Outros 20 reservatórios já atingiram mais de 80% de sua capacidade de acumulação.

barragem

Para diminuir os riscos de enchentes durante o período das chuvas, a Secretaria de Recursos Hídricos de Pernambuco (SRH/PE) coordena o monitoramento diário de cerca de 90 reservatórios – todos com capacidade de acumulação de mais de 1 milhão de metros cúbicos. O monitoramento é feito continuamente e intensificado durante o período chuvoso, com atenção especial à Bacia do Capibaribe, onde enchentes ocorridas no passado afetaram parte da população. Até aqui, a acumulação dos reservatórios é considerada satisfatória, principalmente no sertão.

Em relação a enchentes, não existe até um momento nenhum reservatório que indique perigo iminente para a população. O gerente geral de planejamento da SRH/PE, Marcelo Asfora, explica que na maioria das vezes os problemas de enchentes não são decorrentes de problemas estruturais nos reservatórios. “Uma barragem verter é normal, não significa problemas na estrutura, mas, às vezes, esse vertimento gera problemas porque as pessoas ocuparam a calha do rio quando ele estava seco e quando vem a chuva, ele enche e inunda algumas áreas”, esclareceu.

De qualquer forma, o governo do estado mantém o trabalho constante numa ação que visa prevenir e minimizar impactos devido a ocorrência de eventos críticos, como as cheias. “É importante ficar atento às recomendações da Defesa Civil, no caso de ser necessário desocupar alguma área, por precaução, para evitar maiores prejuízos”, acrescentou Asfora.

O trabalho de monitoramento das barragens dá atenção especial para as barragens de Tapacurá (São Lourenço da Mata), Jucazinho (Surubim/Cumaru), Carpina (Carpina) e Goitá (Glória do Goitá), que são utilizadas tanto para o abastecimento, quanto para a contenção de cheias na RMR.

Atualmente, a barragem de Carpina é a que apresenta volume mais baixo, com apenas 22% da capacidade, o que de acordo com o secretário executivo de Recursos Hídricos, José Almir Cirilo, é planejado para evitar problemas. “Como a barragem de Carpina é uma das utilizadas para contenção de cheias, nós deixamos ela mais seca para que possa acumular bem a água em função das chuvas que ainda virão”, explica.

Para avaliar os dados do monitoramento, um grupo de controle de enchentes foi formado e vai se reunir durante todo o inverno. Participam das reuniões técnicos de órgãos estaduais, como a Coordenadoria de Defesa Civil (Codecipe), o Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe) e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), entre outros. A formação do grupo agiliza a troca de informações e o recebimento de alertas em caso de previsão de chuvas intensas.

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