Presidente cospe no Prato que come e engole os 300 picaretas do congresso

“Presidente cospe no Prato que come e engole os 300 picaretas do congresso” Moura do Portal Cabo

“O Presidente Lula precisa olhar com mais respeito o povo e aqueles que o antecederam. Fica feio, todo dia ele cospe no prato em que está comendo. Chega”, disse FHC

“Na hora em que os movimentos sociais conseguiram colocá-lo lá onde ele está, na hora que ele alcançou o poder, ele dá as costas aos movimentos sociais, esquece os movimentos sociais. Eu diria que ele cospe no prato em que comeu”, afirmou O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio

Bom se um Bispo e um ex Presidente diz isto a muito temo, agora tenho minha maior prova disto, pois ele engoliu os 300 picaretas, lá atrás falou em outrora, o que contrariando tudo aquilo que foi construído pelo PT ao longo de décadas, onde o seu maior líder tem um surto de amnésia eleitoral, por isso tragos este artigo muito interessante do Jornalista Sérgio Montenegro se deleite em suas palavras nos relembrando o que é esta tal amnésia providencial

AUTO_heringerlula caricatura

Amnésia providencial

Por: Sergio Montenegro

A política, embora seja classificada como ciência, é feita no Brasil de forma empírica. Os políticos brasileiros se aproveitam da falta de memória do eleitor – desinteressado num assunto que foi tornado pouco atraente por eles próprios – para se ajustarem à conjuntura da hora, e dela tirarem o maior proveito possível.

Para quem ainda não associou os “nomes” às “pessoas”, vai a tradução: Luiz Inácio Lula da Silva e José Ribamar do Sarney.

Autor da célebre frase sobre os “300 picaretas” do Congresso, lá atrás, em 1993, Lula, agora, elogia a instituição em plena crise moral, deixando claro que precisa dos “picaretas” para defender os interesses do seu governo e do seu palanque em 2010.

Se não me falha a memória – graças aos arquivos de jornais e revistas – quando ainda engatinhava na política, Lula tinha como um dos seus esportes preferidos falar mal do então presidente acidental da Nova República. E não eram críticas veladas em frases elegantes. Ele batia pesado.

Hoje, diante da urgência em evitar que o PMDB – maior partido da sua base aliada – abandone o palanque da presidenciável petista Dilma Rousseff e caia no colo do tucano José Serra, Lula dá vários exemplos clássicos de como a política brasileira é flexível, ao ponto de permitir as “adaptações convenientes”.

Comecemos por examinar os partidos que lhe dão sustentação no Congresso, e alguns dos seus integrantes. Além do próprio PMDB – que abriga gente como Sarney, Renan Calheiros, Geddel Vieira Lima, Jader Barbalho e tantos outros antigos alvos do PT de outrora – Lula mantém sob suas longas asas ex-adversários da estirpe de Paulo Maluf (PP), Inocêncio Oliveira (PR) e ninguém menos que Fernando Collor de Mello (ex-PRN, hoje PTB).

Na semana passada, ficou novamente muito claro o exercício de “adaptação” do PT à conjuntura. Enquanto todos os possíveis defensores de Sarney pulavam do barco e defendiam sua renúncia para aplacar o clima escandaloso no Senado, Lula manobrou todo o seu exército petista – que já se preparava para pular na água – e o colocou à disposição do senador maranhense do Amapá. Para total constrangimento de alguns correligionários.

Puxando um pouco mais pela memória é possível relembrar o tratamento de arqui-inimigo dispensado por Lula a Sarney num passado que ambos convenientemente esqueceram. Algumas das frases mais diretas do petista:

‘‘Não há diferença entre o governo Sarney e o governo Figueiredo’’ (fevereiro de 1986);

‘‘Sarney não vai fazer reforma agrária coisa nenhuma, porque ele é grileiro no Maranhão e não vai querer entregar as terras que tomou dos posseiros’’ (julho de 1986);

‘‘Qualquer governo, comparado ao de Sarney, será socialista, tal a mediocridade de sua administração’’ (dezembro de 1986).

O ataque mais duro, porém, seria disparado por Lula em junho de 1989: “O Sarney é um grande ladrão”.

Exatos vinte anos depois, o presidente da República reformulou seu julgamento sobre o presidente do Senado. Empenhado em atender seus próprios interesses eleitorais, fez questão de defendê-lo das acusações. E saiu-se com esta: “”Sarney tem uma história suficiente para que não seja tratado como uma pessoa comum”.

Como resultado, garantiu alguma sobrevida ao ex-inimigo presidente do Senado, ao custo de uma “insatisfação contida” contra ele dentro do próprio PT. Que só em momentos como esses parece compreender seu real papel, de massa de manobra – para usar uma expressão que os petistas muito apreciavam, no passado que Lula esqueceu.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: