Todos podemos

Luiz Carlos prates-Uma das vozes mais polêmicas do grupo RBS em versão blog: confira a opinião de Luiz Carlos Prates sobre os mais variados assuntos da atualidade.

Todos podemos

Walter Cronkite

Semana passada faleceu, nos Estados Unidos, um apresentador e comentarista de televisão chamado Walter Cronkite. Esse sujeito foi respeitadíssimo por todos, dos presidentes aos mais simples operários das calçadas americanas. Em vida, Cronkite foi considerado a voz de maior credibilidade da América. O que ele dizia era lei para suas audiências.

Ele morreu e fiquei pensando. Aí está, Cronkite construiu, ao longo de sua vida profissional, uma credencial que qualquer pessoa, qualquer, pode construir. E não há, não pode haver, maior patrimônio do que ter um nome limpo, admirado, de crédito. Uma possibilidade de todos, uma verdade de poucos.

As grandes empresas, as grandes marcas, sempre alicerçaram seu prestígio sobre a qualidade, transformando esse nome num mantra de confiança para os clientes.

Recolho dos jornais manchetes e reportagens especiais, valho-me delas em muitos momentos, são para mim como que os autos do processo num tribunal. Ali está a verdade, a verdade do caso.
E nessas reportagens é enfadonha a repetição de uma mesma manchete: Empresas procuram por profissionais éticos. Mas sacrossanto, ética não é mais do que decência, honestidade. Uma pessoa honesta é ética, ponto. Nada mais precisa ser dito. Devia ser assim que o Walter Cronkite, o telecomentarista americano, agiu durante a vida: contar a verdade, falar sem interesses de outro tipo senão os da verdade, chegar aos seus ouvintes como alguém que só faz e diz do que tem certeza, da verdade que é para o bem de todos. Bah, tão simples, tão fácil.

Por que isso não é tão comum entre nós, em todas as áreas, no parlamento, de modo especial e atual? Entrar em qualquer sala com o nariz alteado para o horizonte, sem medo de dever, de dever verdades a alguém, essa é uma riqueza que não apenas eleva quem a possui como engrandece a família toda. Tão simples, mas Santo Deus, por que tão poucos ostentam essa faixa sobre o peito?

É preciso que digamos aos nossos filhos que sejam corretos, só isso, corretos. Serão confiáveis e terão a melhor reputação. Que melhor herança podem os pais deixar? Ah, e, é claro, não basta ensinar os filhos pelas palavras, pai e mãe devem ser exemplares. E todos podem, todos, pois decência e honestidade não depende de diplomas ou saldo bancário, depende do pudor.

Quem bom quando alguém ouve falar do nome de alguém, melhor ainda se for o nosso, e diz para quem fala:

— Pelo fulano, pela fulana, eu ponho a minha mão no fogo!

Santo Deus, quanto custa isso? Custa apenas a vida inteira…

Comments
One Response to “Todos podemos”
  1. babafisa disse:

    Thank you very much for that astonishing article

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