Com o sol a brilhar no infinito

QUEM NÃO TEM PASSADO, NÃO TEM FUTURO

VULTOS DA NOSSA HISTORIA

Com o sol a brilhar no infinito

O grito de “terra à vista” quebrou a monotonia da viagem e abafou o silvo constante do vento no cordame do navio trazendo alegria à tripulação.Finalmente iriam pisar em terra firme.

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Na ponte de comando, orgulhoso, o navegante espanhol Vicente Yafiez Pinzon.
Era fevereiro de 1500 e os marinheiros, que saíram três meses antes da Europa,
avistavam as terras que depois de um batismo espanhol, tornar-se-iam conhecidas como cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.

Preparando-se para a aproximação em terras até então completamente desconhecidas, o capitão tomava seus cuidados de escolher uma boa praia, que não causasse danos nas embarcações, nem escondessem em seu interior nativos hostis.

Preocupado com os deveres da navegação, Pinzon, que antes acompanhara, como piloto, Cristóvão Colombo em sua viagem de descobrimento da América, em 1492, não tratou de se empossar da terra, nem de registrar o feito como um descobrimento. Obedecia ao sinal vermelho do Tratado de TordesiLhas.

Talvez não perseguisse a glória da descoberta -afinal esse título já o tinha ao lado de Colombo – mas o reconhecimento como um bom piloto, cuja excelencia no trabalho o destacava aos olhos dos poderosos financiadores de expedições marítimas nas difíceis tarefas de guiar navios pela imensidão do oceano Atlântico, no final de século XV e início do século XVI.

Terra baixa com muito alvoredo junto ao mar

Saindo de Palos, no Mediterrâneo, em dezembro de 1499, no comando de uma frota de quatrocaravelas, Pinzon viu, em pleno mar, os primeiros raios de sol de 1500 para, em seguida, ultrapassara linha do Equador.

Os marujos buscavam sem que sequer o perce-bessem, o sol a brilhar no infinito, da imagemhoje cantada, com ufanismo, no Hino de Pernambuco. Assim, percorreram 240 léguas até, em fevereirode 1500, avistarem os sinais de terra:

…à proporção que avançava o navio,(a terra) se
manifestava esplêndida aos olhos dos ousados
navegantes, perplexos do mais indízel contentamento.
Era o Brasil!
Tinha em frente um promontório elevado, que
deixava ver em seus flancos imensas, que
se perdiam de vista.
Era Pernambuco!…

No promotório avistado, o navegante espanhol colocou o nome de Santa Maria de Ia Consolación, mais tarde, chamado pelos portugueses de cabo de Santo Agostinho, como está nas cartas náuticas do século XVI. Estava o navegador diante de Pernambuco, como o descreveu, em seu poema épico Caramuru, o frei José de Santa Rita Durão (1722-1784):

A oito graus do equinócio se dilata
Pernambuco, província deliciosa:
A pingue caça, a pesca, a fruta grata,
A madeira entre as outras a mais preciosa;
O prospécto, que os olhos arrebata
Na verdura das árvores frondosa,
Faz que o erro se escuse a meu juízo,
Pensando que ali foi o paraíso.

O litoral de Pernambuco apresentava-se como sendo de “terra baixa, com muito arvoredo junto ao mar e parecendo alguns campos sem árvores”, como disse o cartógrafo Luís Teixeiraentre 1582-85, para quem o cabo de Santo Agostinho era o primeiro ponto na costa brasileira avistado pelo navegador procedente da Europa:

…Virei corrrendo a costa para o norte e terei a aviso
que se vir algumas barrreiras ao longo do mar em
demanda ao Cabo de Santo Agostinho, vê-
lo-ei cortado e lança-se ao mar e faz um focinho
como de baleia, em cima dele o monte, redondo
de alvoredo, como cerca.

“Um focinho de baleia”, foi a imagem que ficou nas retinas daquele experiente cartógrafo, que esteve no Brasil entre 1573 e 1578, ao ver de seu navio a costa pernambucana.

Cabo Brasil 500 anos
¨De Cabo de Santa Maria de Lá Consolacíon à Cabo de Santo Agostinho

Velas brancas ao vento
Caravelas no mar a navegar
Elas que nos troxeram
Heróis viajantes, navegantes
Desbravadores de mar azul verdejante
Mar de águas mornas, claras e calmas
O teu litoral é um cartão postal, natural
Com suas praias nativas
Oh,! belas praias
Que nos encantam, apaixonam fascinam…
Começo da nossa história
Pedacinho do nosso amado Brasil!!!
Não és uma baía, geograficamente és um cabo
Aquela faixa de terra que avança para o mar
A qual vai distante encontrar-se e mostrar
Aos mirantes, os grandes vigilantes marítimos
As suas Belezas naturais; sua flóra tropical atlântica,
Suas praias, rios, córregos, canais e manguezais
És um pólo industrial, ascendente e crescente
Os teus canaviais e engenhos
Retratam o início da nossa história indústrial
Econômica, política e social
Oh! terra abençoada e honrrada
És patrimônio histórico, nossa baluarte
Berço de tantos filhos ilústres
Tens o Engenho Massangana
Onde viveu o grande abolicionista
O inesquecível Joaquim Nabuco!
És o meu, o teu, o nosso Cabo de Santo Agostinho!!!
És o começo da nossa história
Terra de tantas conquistas e de muitas vitórias
Fôra aqui no passado o qual o chamo de outrora
Que ancoraram as caravelas do intrépido navegador espanhol
Vicente Yañez Pinzón, que maravilhado
Com a beleza e a grandeza da terra descoberta
À batizou de Cabo de Santa Maria de La Consolacion
Na qual um marco fincou, fôra em Nazaré!
Triunfante e agradescido a Deus
Êle sorriu ou talvez chorou…
Até parece que foi ontem, cinco séculos se passaram
Foi no dia 26 de janeiro de 1500 que se suscedeu
Mas as neblinas do tempo encobriram
Nosso brilhante e reverente passado de glórias
E hoje, muito mais do que antes
Permanece viva e acêssa
A chama em nossas memórias
A nossa maior proeza, esta parte oculta da história
Oh! amado e adorado Cabo de Santo Agostinho
És o primeiro e o verdadeiro
Berço da nossa História!!!

Autor

joao savio dos santos lima


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