Cabral defende Ipojuca e esquece do Cabo de Santo Agostinho

Cabral defende Ipojuca e esquece do Cabo de Santo Agostinho

Por: Betinho Gomes

Na última semana se instalou em Pernambuco um interessante debate sobre a redistribuição do ICMS gerado no Complexo de Suape, o assunto suscitou profundas reflexões sobre a desigualdade regional, prioridades estratégicas, mobilização política, enfim é um tema acalorado e que pode mudar a realidade sócio-econômica das regiões de nosso Estado.

É preciso fazer uma primeira reflexão sobre assunto o que nos remete a fundação do Complexo de Suape, cerca de três décadas atrás. Durante todo esse tempo Pernambuco inteiro se mobilizou para que construir ali uma realidade, muitas outras políticas públicas e investimentos foram secundarizados para que o porto saísse do papel e se confirmasse como um pólo viável de desenvolvimento. Hoje o complexo industrial e portuário é uma realidade incontestável e devemos ter orgulho deste feito.

Suape cresceu, projetos estruturadores estão se concretizando e Pernambuco inteiro precisa ganhar com este crescimento, sobre tudoo chamado território estratégico, que envolve sete cidades, inclusive o Cabo de Santo Agostinho. Dito isto, é preciso fazer outra reflexão, que pode ser feita através de um questionamento. Quem foi que ganhou com a instalação do Complexo?  A resposta é óbvia, pela ordem: Pernambuco, Ipojuca e o Cabo de Santo Agostinho.

E aí vem a terceira reflexão, considerando apenas o contexto municipal, quem ganhou mais foi Ipojuca e bem lá trás nossa cidade, se considerarmos que o complexo está situado entre estes dois municípios, sendo que um terço em Ipojuca e dois terços no Cabo de Santo Agostinho.

Levando-se em conta que nosso município sempre disponibilizou sua infra-estrutura de água, estradas, serviços públicos de maneira geral e que a pressão populacional sempre foi maior do nosso lado gerando mais demandas, seria natural que o Cabo tivesse um tratamento no mínimo equilibrado em relação ao recebido por Ipojuca. Seria!

Ao longo dos tempos Ipojuca ficou com o bônus e nosso povo com o ônus, por isso, precisamos aproveitar este momento de debate para tentar corrigir esta distorção e garantir um tratamento equilibrado em relação ao nosso vizinho, deixemos de ter uma postura de acomodação por achar que do jeito que está nos serve, pois isto é posição de quem não tem coragem de lutar pelo povo e ao de invés de tratar de forma séria o debate prefere mistificar um assunto tão relevante, como tem feito o Prefeito do Cabo de Santo Agostinho.

Considerando que Ipojuca tem uma população de aproximadamente 75 mil habitantes e o Cabo de aproximadamente 172 mil habitantes e para jogar uma nova luz sobre o assunto, apresento alguns números que comprovam nossa desvantagem em relação ao nosso vizinho. Esses números nos ajudam a defender uma nova posição na divisão do bolo tributário, este estudo que apresento leva em consideração a evolução da população dos dois municípios e a partilha do ICMS durante os anos de 2000 a 2009 vejamos:

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