Presidente da Câmara do Cabo defende discussão sobre ICMS de Suape

Presidente da Câmara do Cabo defende discussão sobre ICMS de Suape

Redação do Tribuna Popular

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Após ter acesso aos dados apresentados pelo prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes, o presidente da Câmara do Cabo de Santo Agostinho, Gessé Valério (PTB), defendeu a discussão sobre a redistribuição dos recursos do Pólo Industrial de Suape.

“Eu acho de grande importância não somente para o Cabo de Santo Agostinho como para todos os municípios que precisam de uma melhor qualidade de vida. Acredito que só basta termos uma discussão mais ampla. Independente de ser capitaneada por Elias Gomes, Lula Cabral ou Pedro Serafim, mas que venha realmente a ser feita para distribuir uma renda melhor para as cidades que realmente precisam”, defendeu o parlamentar, após a sessão plenária desta quarta-feira, 30, na “sala fria” da Casa Vicente Mendes.

Ele acredita que sua posição é partilhada pela maioria dos vereadores cabenses, que já aprovaram a idéia de uma audiência pública a ser realizada no próximo dia 14 de novembro, no plenário da Câmara Municipal, para a qual devem ser convidados os prefeitos Elias Gomes (Jaboatão), Lula Cabral (Cabo de Santo Agostinho) e Pedro Serafim (Ipojuca).

“A Câmara, eu tenho certeza, se os dados forem desse jeito, vai apoiar a idéia. Nós queremos não somente o melhor para o Cabo, para Ipojuca e também para Pernambuco. Afinal nós somos, além de ser cidadãos cabenses, pernambucanos”, explicou o vereador.

Gessé Valério ficou especialmente impressionado com os dados de ICMS per capita. O município de Ipojuca, em 2008, arrecadou cerca de R$ 2.050,00, por cidadão, enquanto que em Manari esse imposto gerou apenas R$ 21,88 por pessoa.

“A gente não pode querer crescer demais e os outros não crescerem. Aí é importante para as cidades vizinhas e outras cidades que precisam de um maior investimento, que essa partilha seja melhor distribuída, melhor direcionada. A exemplo de Manari que vive numa situação realmente de calamidade pública”.

Os vereadores estudam uma proposta para apresentar durante a audiência pública, que acontece no dia 14 de outubro, às 10h, na Câmara de Vereadores do Cabo de Santo Agostinho.

Comments
One Response to “Presidente da Câmara do Cabo defende discussão sobre ICMS de Suape”
  1. Com um aumento de arrecadação de 1.400% e mesmo querendo Ipojuca não conseguirá absorver os impactos iniciais, habitação, escolas, segurança, saúde infra-estrutura serviços básicos, o que ocorrerá se visto com olhos livres dos direcionamentos políticos pode ser facilmente previsto.
    Buscando por elas correrão para o Cabo (coisa que já ocorre pois, os hospitais do Cabo computam em média 25% dos atendimentos a moradores de municípios vizinhos, isso já sobrecarrega nossos hospitais e prejudica a qualidade no atendimento. Com um aumento de 240% em sua arrecadação portanto muito inferior ao de Ipojuca o Cabo mesmo que o prefeito e toda população cabense se esforce, não conseguirá absorver com a rapidez necessária a explosão causada pela imigração às cidades das oportunidades isso exatamente por não estar preparado, e não ter verba para isso.
    Ipojuca vai morrer afogada em dinheiro o Cabo pela invasão dos que desejam uma oportunidade, o cidadão cabense não terá (mesmo que Lula Cabral seja mágico) direito aos serviços básicos de qualidade ou pelo menos sofrível, pois, o número de habitantes nestas duas cidades duplicará ou triplicará nos próximos cinco anos.
    Então, apesar dos esforços do prefeito já moramos às portas do inferno, mudaremos definitivamente para dentro dele, com grande possibilidade de chegarmos ao fundo do quintal.
    O governo do estado deveria sim, reunir os dois municípios e levá-los a um consorcio e uma parceria para juntos enfrentarem a verdadeira revolução que vem pela frente.
    Como isso é possível?
    Se deixarmos os anseios políticos de lado e pensarmos realmente em crescimento e dignidade das populações afetadas podemos traçar de comum acordo a estratégia para enfrentar este problema que não esta longe, já bate às portas de ambos, o ICMS arrecadado em SUAPE, seria nesses primeiros cinco anos dividido igualitariamente entre os dois, com um programa supervisionado por uma comissão mista de ambos os governos, mais o estado, o TCE, o MP e representantes de entidades civis qualificados.
    Depois desta fase inicial (cinco anos) os dois poderão repassar aos municípios vizinhos por ordem de proximidade (e de estudo feito por esta força tarefa bilateral) um percentual que será aumentado cada ano beneficiando cada vez mais municípios até 50% do total arrecadado que continuaria sendo dividido entre ambos igualitariamente.
    Esta medida visa o bem comum, a vida nos mostra que mesmo que se invistam bilhões em saúde, educação, segurança, nada adiantará se estivermos cercados de municípios desestruturados. Tudo cairá nas mãos dos primos ricos e apesar de bem estruturados, não conseguirão “nunca” atingir um patamar de serviços de primeira qualidade.

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