Educação no Cabo Nota 0

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Alunos do Cabo de Santo Agostinho estudam em escola improvisada

Escola do Barranco

Do Site

NE TV

Uma escola no bairro de São Francisco, no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife, funciona em uma casa alugada, onde as salas de aulas são do tamanho de um quarto de solteiro.

A Prefeitura da cidade precisou fazer a mudança dos alunos no início deste ano, porque o prédio onde a escola funcionava estava preste a desabar. “No primeiro dia de aula, a diretora disse que a escola estava desabando. Tinha uns 300 alunos estudando aqui. Agora estão em uma casa alugada”, comenta a mãe de um dos alunos Creuza Maria da Silva.

As crianças reclamam que as salas de aulas são muito apertadas. Os pais dos alunos não estão satisfeitos com a situação. “O Prefeito deveria alugar uma casa melhor. Eu vejo a hora de um desabamento”, reclama Benedito Onório de Lima Filho, pai de um dos estudantes.

Os professores reivindicam mais espaço para as salas de aula. Segundo os docentes, o aperto dificulta o aprendizado, porque impede uma maior atenção dos alunos. “A questão maior é a concentração dos alunos. A aula não acontece. Eu só não fico desestimulada porque essa foi a profissão que escolhi e gosto de fazer. Mas as aulas não fluem tão bem quanto deveriam”, comenta a professora da terceira série Dionísia Maria Gomes.

Os pais dos estudantes temem o risco de desabamento da casa alugada. “Já tá terminando o ano, acho que agora não vai cair. O inverno já passou. Mas o risco ainda existe”, afirma a mãe de um dos alunos.

A casa alugada pela Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho tinha seis quartos que foram transformados em salas de aula. 300 alunos da primeira a quarta série estudam no local pela manhã e a tarde.

“O espaço é pouco. Se a gente escrever no quadro e permanecer no local, os alunos não enxergar. É preciso escrever e sair da sala”, comenta a professora da segunda série Elite Nascimento.

De acordo com a secretária de Educação do Cabo de Santo Agostinho, Gildineide Fialho, os problemas de espaço não dificultam o aprendizado dos alunos. “Eles aprendem sim, porque não depende apenas do espaço físico, mas da qualidade dos professores. Sabemos que o espaço é ruim, mas era o único disponível na comunidade”, afirma a secretária.

Ainda de acordo com a secretária, a casa alugada foi escolhida porque era o único imóvel disponível do Cabo de Santo Agostino. “Se houvesse espaço dentro da própria comunidade faríamos a mudança, mas como não tem. É melhor que eles fiquem nessa situação, do que ficar em casa e comprometer o ano letivo dele”.

Segundo o secretário de Infraestrutura da cidade, Oswlado Vieira Mello, não é fácil encontrar um imóvel para transformar em escola. “É um sacrifício imposto aos alunos e professore, mas a dificuldade de imóveis no Cabo nos obriga a isso”, explica.

A Prefeitura se comprometeu a recuperar o imóvel onde funcionava a escola. “É essencial entender o ritual de uma contratação pública .  Foi feita uma licitação a mais de quatro meses, mas não logrou êxito. Dentro de 15 dias lançaremos uma nova licitação para contratação de uma nova empresa. As obras devem começar em setembro de 2010”, afirma o secretário de Infraestrutura.

ISTO È UMA AFRONTA AO NOSSO RACIOCINIO


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