Suape pode sediar fábrica holandesa de guindastes

Suape pode sediar fábrica holandesa de guindastes

Empresa Huisman planeja investir US$ 120 milhões em uma unidade no Brasil, de olho nas descobertas na camada pré-sal
Micheline Batista // michelinebatista.pe@dabr.com.br

Pernambuco poderá sediar uma fábrica de guindastes de plataformas e torres de perfuração, para aplicação na indústria de petróleo e gás. De olho nas descobertas na camada pré-sal, a holandesa Huisman planeja a implantação de uma unidade no Brasil e estuda algumas possibilidades de localização. O investimento está estimado em US$ 120 milhões (cerca de R$ 208,8 milhões), com previsão de gerar até 500 empregos diretos. Além de Pernambuco, estão no páreo Espírito Santo, Paraná, talvez São Paulo e Rio de Janeiro.

A definição deve sair até o fim do ano, mas acredita-se que o estado sai na frente por causa dos incentivos fiscais e da facilidade na obtenção do licenciamento ambiental. “No momento tudo é incerto. Estamos avaliando custos e benefícios. Vamos decidir até o fim do ano para começar a produzir logo em 2010”, afirmou ontem o diretor da Huisman no Brasil, David Roodenburg, durante o Pernambuco Business, evento que continua hoje no JCPM Trade Center.

Segundoele, os estados do Sul e Sudeste têm a vantagem de serem próximos dos campos de exploração do pré-sal. Entretanto, a disponibilidade de área no Complexo Industrial Portuário de Suape e a promessa feita pelo governo do estado de agilizar o licenciamento ambiental no prazo de um ano fazem a empresa considerar a opção por Pernambuco. “Licenciamento é hoje a principal preocupação de qualquer empresa”, ponderou Roodenburg.

Na parte dos incentivos fiscais, pesam a favor de Pernambuco o desconto de até 75% no Imposto de Renda, viabilizado através da Sudene pelo período de dez anos, e de 75% de crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pelo prazo de 12 anos, podendo ser renovado por igual período.

A Huisman procura uma área de 24 hectares, com acesso direto ao mar, para instalar a nova fábrica. Como é a provável vencedora de um dos pacotes de 14 guindastes licitados pela Petrobras, tendo o prazo 18 meses para entregá-los, a empresa pretende arrendar uma área provisória, ao ladoda nova unidade, enquanto a estrutura não fica pronta.

Os guindastes encomendados pela Petrobras, de 15 a 25 toneladas, terão que ser construídos com um mínimo de 60% de conteúdo local, o que aumenta as chances de inserção das empresas pernambucanas. A Huisman não tem interesse de fabricar, no Brasil, navios ou plataformas. No mundo, a empresa mantém operações na Holanda, China, República Tcheca, Estados Unidos e Cingapura. Para se ter uma ideia, a planta chinesa tem capacidade para produzir mais de 20 superguindastes para plataformas por ano.

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