Se não á segurança a oposição faz debate

Se não á segurança a oposição faz debate

Moradores da Cohab discutiram com representantes das polícias segurança pública

Por Rafael Negrão

Segurança na coab

A reunião que discutiu segurança pública ontem (05), na Vila da Cohab, foi muito proveitosa.  Participaram da discussão pais, alunos, professores e a direção do Educandário São Francisco de Assis. Na ocasião, a comunidade teve a oportunidade de expressar suas inquietações sobre os diversos problemas que afetam a localidade. A iniciativa da ação é do vereador Ricardinho (PPS).

“A segurança no nosso bairro precisa melhorar muito, porque a qualquer hora os bandidos. Além disso, o tráfico de drogas nas imediações da Associação de Moradores é algo que precisa ter uma ação urgente da polícia”, disse a moradora da Rua 57, Maria José da Silva.

O tenente-coronel Gadelha, comandante do 18º Batalhão, destacou a dificuldade de fazer segurança pública, devido ao número de policial, ainda insuficiente diante da extensão territorial do Cabo de Santo Agostinho.

Ele salienta que o 18º Batalhão tem se empenhado para garantir a segurança das pessoas. Mas, infelizmente, há moradores que passam trote através do número 190, atitude que tem prejudicado a atenção para quem realmente precisa.

“A população tem que entender que segurança não é algo que se faz sozinho, por isso é necessário que a população tenha consciência da importância do disque 190, porque esse trote faz com que alguém deixe de ser atendido”, afirmou o oficial.

De acordo com o delegado da 10º Seccional da Polícia Civil,  Cláudio Borba, o encontro teve grande importância, mas ele destaca que segurança pública é um direito de todo o cidadão e que o poder executivo necessita viabilizar mais investimentos na área social. “É preciso que o governo municipal trabalhe em conjunto com as polícias. Como, por exemplo, melhorando o acesso às ruas e a iluminação pública, promova cultura e esporte porque ações como essas inibem os bandidos”, destacou o delegado.

Para o vereador Ricardinho (PPS), é necessário discutir segurança pública com a juventude. “Estamos conscientizando os jovens para uma cultura de paz e também aproximamos as comunidades das polícias. Fico feliz com mais uma reunião, porque queremos uma cidade mais segura”, afirmou o parlamentar.

Este ano já foram realizados encontros nas comunidades de Vila Claudete, Loteamento Cidade Garapu, Gaibu, Bairro São Francisco e Vila Roca.

Da assessoria do vereador Ricardinho.

Comments
2 Responses to “Se não á segurança a oposição faz debate”
  1. Michel Masaichi Nishino disse:

    Rede Globo de Televisão coloca homem inocente na cadeia.
    Pai vem conhecer filha no Brasil, e acaba na cadeia.
     
    Estive no Brasil,em menos de um ano, 3vezes. Foram 3 viagens do Japão ao Brasil em menos de um ano.
    A primeira vez,vim em agosto de 2007,com objetivo de reatar meu relacionamento amoroso com a senhora Cristiana Yumi Kaneda. Como não obtive sucesso,retornei ao meu país(Japão).
    Retornei mais uma vez ao Brasil em novembro de 2007. Desta vez vim ainda para tentar reatar meu relacionamento amoroso,e para ver minha filha nascer,pois eu sabia que ela nasceria no final de dezembro de 2007,ou no começo de janeiro de 2008.A neném nasceu em 03/01/2008.
    Tentei de tudo para ver a neném. Telefonei várias vezes para a mãe da minha filha,implorando para que ela me deixasse ver a neném, mas ela me falava que eu nunca veria minha filha. Uma vez ela atendeu ao telefone,e a neném estava chorando.Fiquei muito emocionado. A mãe da minha neném me falou o seguinte:
    – “Está ouvindo o chorinho dela? Ela é a tua cara,mas você nunca vai ver a carinha dela”.
    Procurei o fórum de Ribeirão Pires,Conselho Tutelar para procurar ajuda,mas o problema é que eu dispunha de pouco tempo,tinha menos de uma semana para embarcar para o Japão.
    Meus superiores já haviam me dado ordem de embarque (o emprego me esperava).
    No dia do meu embarque,13 de fevereirode 2008,estive na casa da mãe da minha neném.Quando cheguei lá,telefonei do telefone público que fica em frente a casa da mãe da minha neném.Quando a mãe dela saiu falei:
    – “Dona Isabel, estou retornando para o Japão hoje. Por favor, me deixe conhecer minha filha…”
    A dona Isabel chamou os vizinhos,falou que eu queria machucá-las, e me expulsou de lá.
    Pedi ao taxista que me deixasse em Ribeirão Pires.
    De Ribeirão Pires ainda fui ao fórum,e ao conselho tutelar,mas foi inútil,meu embarque era para aquele dia.
    Fiquei muito depressivo. Quando entrei na aeronave,caí em sono profundo,só acordei em Londres.
    Chegando ao Japão não fiquei bem.Quando passava em frente a lojas de roupinhas para crianças,brinquedos etc,eu entrava em crise de choro.
    Em 19 de junho de 2008,retornei ao Brasil com um único objetivo:
    – Ver a minha filha.
    Chegando ao Brasil,foi difícil.Por quase uma semana ,eu pedia a amigos,e até mesmo desconhecidos para telefonar para a mãe da minha filha,para tentar convencê-la a me deixar ver a neném,mas ela se negava.
    Até que um dia eu mesmo telefonei, e a mãe da minha filha atendeu ao telefone.Ela falou o seguinte:
    – “Você quer ver a neném? Primeiro faça algo por ela que você nunca fez.”
    Eu achei estranho, pois estive aqui 3 vezes, e foi ela mesma que nunca aceitou nada. A única coisa que ela aceitou foi o carrinho da neném,e o bercinho que foram entregues pela loja na casa da mãe dela em agosto de 2007.
    Mesmo assim eu anotei todas as roupinhas que ela me pediu,e com a ajuda da dona da pensão onde eu estava hospedado,comprei tudo.Ela também me pediu um pouco de dinheiro para a neném,e eu respondi que seria dado. Depois foi o maior problema para entregar essas roupinhas ,e o dinheiro. Perguntei para ela se a mulher do Conselho Tutelar de Rio Grande da Serra, é pessoa de confiança,pois entregaria o dinheiro e as roupinhas no Conselho Tutelar. Como segunda opção, sugeri a delegacia de polícia de Rio Grande da Serra. A mãe da minha filha me pediu para pensar. Minutos depois a mãe da minha filha me telefonou, e falou que se eu fosse em Rio Grande da Serra,eu seria preso,pois quando estive na casa da mãe dela em 13 de fevereiro de 2008,implorando que me deixassem ver a neném,ela tinha aberto um boletim de ocorrência contra mim, e o delegado tinha um mandado de prisão contra mim (hoje sei que é mentira).
    Então sugeri Ribeirão Pires,no batalhão de polícia militar,e foi lá que a avó da minha filha(Isabel Kaneda),veio buscar as roupinhas,e o valor de 3.950 Reais.
    Falei para a dona Isabel a verdade. Falei que tinha trazido pouco dinheiro do Japão,e que eu precisava voltar o mais rápido possível. Falei também que para economizar, estava hospedado numa pensão(lugar cheio de criminosos,viciados em drogas ,etc),e que o local não combinava com o meu nível cultural.
    Do batalhão de polícia militar,fui com a dona Isabel (avó da minha filha),tomar um café, e comprar o restante das roupinhas que não encontrei em Santo André.
    No dia seguinte ,a Cristiana Yumi Kaneda(Mamãe da minha filha),marcou encontro comigo,e trouxe a neném para mim conhecer.Vieram também a dona Isabel,e a outra filha da Cristiana Yumi Kaneda.
    Fomos a uma pastelaria,e depois a um restaurante self-service. Fiquei com a neném umas duas horas apenas. Minha filha estava com sete meses. Ela é linda,fofinha,parece um ursinho de pelúcia. A neném começou a morder meu celular,fiquei fascinado.
    Expliquei a mãe da minha filha,que foram 3 viagens em menos de um ano do Japão ao Brasil,e que nos próximos 10 a 15 anos,ou talvez nunca mais eu retornaria ao Brasil.
    A mãe da minha filha perguntou,se todos os meses eu poderia enviar um pouco de dinheiro para a neném,e eu respondi que sim,que era por culpa dela mesmo que não atendia ao telefone,que eu não estava enviando dinheiro.
    A mãe da minha filha combinou comigo,que quando eu marcasse minha passagem para voltar ao Japão,para telefonar,que ela traria a neném para se despedir,e para que eu a registrasse em cartório.
    No dia seguinte fui ao Bairro da Liberdade,e remarquei minha passagem para o dia 22 de julho de 2008. Eu partiria ás 01:30 da madrugada,pela Emirates Air Lines.
    Telefonei para a mãe da minha filha como combinado, e ela me falou o seguinte:
    – “Marcou a passagem?Problema teu. Você vai não vai ver a neném porra nenhuma.”
    Foi a mesma história de fevereiro de 2008. Fui ao fórum, Conselho Tutelar,mas eu dispunha de pouco tempo.
    Fui no posto de polícia militar de Rio Grande da Serra, e pedi ajuda. Foram comigo a casa da senhora Isabel Kaneda,dois policiais militares.Chegando lá,um dos policiais desceu do carro, pegou minha passagem nas mãos, e foi converssar com a avó, e a mãe da minha neném ,mas elas se negaram a me mostrar a neném.
    Mais uma vez depressivo, chegou dia 22 de julho de 2008, e não tive condições de embarcar.
    No dia que fui conhecer a neném, levei uma máquina fotográfica com um filme de 25 poses. Como a mãe da neném falou que o tempo estava esfriando, só consegui tirar umas 5 fotografias da minha filha.
    Como falei, eu trouxe pouco dinheiro do meu país (Japão). Toda minha vida econômica e financeira, está no Japão, e daqui do Brasil não tenho como ter acesso as minhas contas bancárias, etc.
    Aos 33 anos de idade, com apenas um registro em carteira profissional brasileira, tive que procurar emprego ás pressas. Consegui emprego na Platume (empresa que trabalha dentro da Petroquímica União). Saí da pensão, e fui morar com um amigo em Mauá.
    Todos esses meses eu não procurei advogados pelo seguinte motivo:
    – Eu fiquei praticamente sem dinheiro, e com o dinheiro do meu salário, estava economizando para retornar ao meu país. Eu também não achava justo ter que pagar advogado para ver minha filha,já que as coisas tinham terminado bem.
    -Eu não tinha tempo para procurar advogado do estado,pois eu trabalhava até tarde da noite.
    Como creio que já entenderam,eu não tenho a menor simpatia pelo Brasil. Eu vim aqui apenas para conhecer(ver),uma linda garotinha chamada Harumi,minha filha. Queria apenas me despedir da minha filha para talvez nunca mais voltar.
    Nesse intervalo de tempo , eu telefonava todos os dias para saber da neném,mas nem a mãe da minha filha,nem a avó,atendiam ao telefone(elas viam o prefixo da cidade de Mauá,sabiam que se tratava da minha pessoa,e não atendiam ao telefone).
    Enviei várias menssagens pacíficas ,implorando que me deixassem ver a neném. Enviei também vários e-mails para emissoras de televisão,rádios,jornais etc,pedindo ajuda ,mas ninguém nunca entrou em contato comigo.
    Algumas vezes eu telefonava para o telefone público que fica em frente a casa da mãe dela, e pedia que chamassem a mãe da minha filha, ou a avó. A maioria das pessoas me xingavam,aumentando ainda mais a minha indignação.
    Algumas vezes algumas pessoas eram até gentis ,e me falavam que minha filha já estava quase andando,e que é uma linda neném.
    O mais revoltante ,é que eu morando em Mauá,cidade vizinha a Rio Grande da Serra, não podia ver a pequenina.
    Por volta do mês de outubro de 2008, eu telefonei ao telefone público que fica em frente a casa da avó da minha neném, e ela atendeu ao telefone, e a conversa foi a seguinte :

    – “ Porque você fez isso comigo Yumi? Porque me fez perder a minha passagem do dia 22 de julho de 2008? Eu vim só para conhecer nossa filhinha. Eu falei para você que nos próximos 10 a 15 anos não teria mais condições de retornar ou talvez nunca mais. Lembra que eu te amei, e ainda te amo. Você sabe muito bem que essa neném não foi acidente biológico, foi programada por nós.

    – Yumi: “ O que você fez comigo no Japão ainda não foi descontado”.

    – “ Porque tanto ódio Yumi?”

    – Yumi: “ Estou acionando todos os meios de comunicações possíveis, enquanto eu não te ver atrás das grades não vou ficar tranqüila. O que você me fez no Japão ainda não foi descontado.”

    – “ Alô Yumi, alô! Eu ainda te amo…(ela desligou o telefone na minha cara)”.

    Ainda em outubro de 2008, telefonei para a delegacia de Rio Grande da Serra, e contei a minha história para o investigador de polícia Valtinho. Descobri que a mãe da minha filha abriu boletim de ocorrência contra mim, quando eu ainda estava no Japão. Expliquei ao investigador Valtinho, que com as economias que eu estava fazendo com o meu salário, estava quase conseguindo voltar para casa, e que pretendia fazer isso em dezembro de 2008, ou janeiro de 2009.
    Já de malas feitas, eu estava apenas esperando a indenização da empresa.
    No natal, telefonei mais uma vez ao policial Valtinho, para ver se ele conseguia convencer a mãe da minha filha a trazer a pequena Harumi para se despedir de mim.
    O policial telefonou para ela, mas ela não atendeu ao telefone.

    Antes do natal escrevi uma carta para a mãe da minha filha (Cristiana Yumi Kaneda), pedindo que me deixasse me despedir da Harumi. Expliquei também que os médicos brasileiros descobriram um pequeno tumor no meu estômago, e que eu tinha que fazer uma biópsia, e que por isso também minha pressa (urgência) em retornar ao meu país.
    A cópia dessa carta foi enviada para o investigador de polícia civil Valtinho, junto a outra carta que enviei para ela do Japão. Essas mesmas cartas enviei por E-MAIL a várias emissoras de televisão, rádios, jornais etc, mas a mídia não fez contato comigo.
    Eu não vim ao Brasil de férias. Eu não tenho simpatia pelo Brasil. Eu vim aqui para conhecer minha garotinha e retornar para talvez nunca mais voltar. A mãe da Harumi sempre vai ter ela. Eu não. Moro do outro lado do planeta, e depois de ir e vir em menos de um ano 3 vezes, mesmo que eu queira, não posso mais voltar.

    Em 15 de janeiro de 2009, telefonei a residência da avó da minha filha, e a converssa foi a seguinte:

    – “ Dona Isabel, que covardia! Desde julho estou aqui tentando falar com a senhora, e nem a senhora nem a Yumi me respondem. Era para mim embarcar em 22 de julho de 2008, porque me fizeram perder minha passagem?

    – Dona Isabel: “O que você quer?”

    -“ Quero ver a neném. Estou retornando ao Japão por esses dias. Por favor pare com essa ruindade”.

    – Dona Isabel: “Onde você está morando?”

    – “A senhora sabe que estou morando em Mauá, pelo prefixo telefônico a senhora sabe”.

    – Dona Isabel: “Eu sei que você está morando em Mauá”.

    – Dona Isabel: “Qual seu endereço? (Dei um endereço falso para ela)”.

    -“ Não é preciso a senhora ir na minha casa. A senhora pode marcar um encontro comigo no centro de Mauá, já que moro perto.

    – Dona Isabel: “Em qual lugar do centro de Mauá?”

    – “Prefiro na delegacia de polícia, pois depois de tudo o que a senhora fez comigo, eu perdi a confiança na senhora”.

    – Dona Isabel: “Amanhã lá pra 13:00 horas da tarde vou te ligar para ver se dá para levar a neném para se despedir de você”.

    Na mesma tarde do dia 15 de janeiro de 2009, uma agência de viagens do bairro da Liberdade me telefonou e tinha uma promoção onde a passagem ficaria 3% mais barata.
    Na manhã do dia 16 de janeiro de 2009, telefonei mais uma vez a avó da minha filha, e quem atendeu foi a Yumi. Conversamos o seguinte:

    – “ Conversei com sua mãe ontem, ela me falou que lá pelas 13: horas da tarde, me daria uma resposta se daria para me trazer a neném paras se despedir de mim ou não. Mas acho que não vai dar. Vou ao bairro da Liberdade hoje comprar a passagem para retornar ao Japão.”

    – Yumi: “Você está louco? O Japão está numa crise financeira ruim, o que você vai fazer lá?”

    – Todas as minhas economias estão no Japão , e daqui do Brasil não tenho acesso. Estou com câncer no estômago, e necessito de médicos com urgência. Pára de fazer maldade comigo, e me deixe ver a neném. ”

    – Yumi: “E se for mentira que você vai viajar?

    – “Escuta, o que você tem a haver com minha vida? Eu moro em Mauá, você em Rio Grande da Serra, e não te incomodo em nada. E se eu desejar, se eu quiser , tenho dupla nacionalidade, e posso ficar no país que escolher.
    Se eu desejar, posso morar no Japão, ou morar no Brasil. Você sabe que eu tenho dupla nacionalidade” .
    – Yumi: “Onde e quando você quer ver a neném? ”

    – “Prefiro nas delegacias de polícia, pois eu te amo, mas não confio mais em você.”
    – Yumi: Se você quiser hoje vou em Ribeirão Pires, e vou ficar até umas 17: horas com a neném lá.”
    – “Hoje acho que não vai dar. Tenho que comprar minha passagem hoje. Estou cheio de contas a pagar no Japão. Promete para mim que desta vez você vai atender ao telefone, e vai trazer a nossa neném para se despedir. Por favor, quero voltar em paz para meu país.”

    – Yumi: “Ah tem que ser o dia que você quer é?
    “E no sábado ou domingo?”

    – Yumi: “Sábado e domingo não dá. Eu também tenho meus compromissos”.
    – “Tudo bem. Vou ao bairro da Liberdade correndo e volto. Quando eu chegar em Ribeirão Pires te ligo”.
    Fui ao bairro da Liberdade, comprei minha passagem pela Emirates Air Lines, para o dia 28 de janeiro de 2009. Passei na casa de câmbio, e troquei o dinheiro por 5.000 Euros.
    Ao retornar, passei na minha casa para pegar um ursinho de pelúcia que comprei de presente para dar a minha filha. Quando entrei no portão da minha casa, a polícia civil de Rio Grande da Serra estava me esperando.Me algemaram.A chave da minha casa estava no meu bolso, e como o policial teve dificuldade em pegar a chave para revistar minha casa, me deu um soco na cabeça. Quando me jogaram no carro da polícia, vi que os policiais rateavam entre si o meu dinheiro (5.000 Euros).
    Quando cheguei na delegacia, o delegado de polícia me falou que a mãe da minha filha chamou a Rede Globo de Televisão e ele teve que me prender. Realmente era verdade, a imprensa estava na delegacia.
    Que injustiça! Como a mãe da minha filha não conseguia me prejudicar, pois a polícia de Rio Grande da Serra já sabia do meu problema, inventou um monte de mentiras para a imprensa, por esse motivo estou preso.
    Estou sendo acusado de ameaçar a mãe da minha filha 25 vezes, e de entrar na casa da mãe dela na noite de ano novo (01 de janeiro de 2008), e subtrai 01 agenda telefônica, um aparelho celular, e um aparelho identificador de chamadas.
    Eu moro (resido) no país dos eletrônicos. Eu que sou de uma família de poder aquisitivo superior ao dela, não tenho a menor necessidade de cometer furto. A mãe da minha filha não trabalho no Japão. Ela tinha vida de princesa. Amei muito e ainda amo a Yumi.
    A Cristiana Yumi Kaneda (mãe da minha filha), é uma pessoa de gênio forte. Se alguém faz algo que ela não goste ela pega verdadeiro ódio por este, nunca mais o perdoando. Sempre que possível, vai se vingar da pessoa que a magoou. É o que aconteceu comigo, ou seja:
    -Ela não me perdoa por um incidente que aconteceu há quase dois anos no Japão (motivo da nossa separação), e está, e sempre que possível, se vingará de mim.
    A mesma coisa está acontecendo com o investigador de polícia Valtinho. O investigador Valtinho apenas tentou me ajudar quando telefonou várias vezes para a mãe da minha filha pedindo que trouxesse a neném na delegacia para se despedir de mim. Ele brigou com ela, pois a mesma mentiu, quando em julho de 2008, me falou que se eu fosse em Rio Grande da Serra seria preso, pois o delegado de polícia tinha um mandado de prisão contra mim. A mãe da minha filha pegou profundo ódio pelo investigador de polícia Valtinho, e está se vingando dele também. Ela chamou a imprensa para prejudicá-lo, e hoje o policial Valtinho está sendo processado pela justiça.
    E eu, homem honesto, trabalhador, que falo dois idiomas fluentemente, encontro-me numa cela com 26 criminosos há quase 3 meses.
    A cada minuto, segundo, hora e dia, meu coração se enche de ódio.
    A mãe da minha filha inventou muitas mentiras sobre a minha pessoa. Ela falou para a imprensa que eu fui até a funerária, e enviei coroa de flores e caixão para ela e a mãe dela.
    – Nota a imprensa:
    -Gostariam de saber da história completa? Peço que leiam também uma carta que escrevi no Japão, mais a carta que enviei a mãe da minha filha junto a um cartão de natal, e segue em anexo a está.
    Tirei xerox dessas mesmas cartas, enviei ao investigador de polícia Valtinho.
    A rede globo de televisão foi irresponsável quando me expuseram, sem antes ouvir a minha versão. Se desejam trabalhar com jornalismo, aprendam a trabalhar com a verdade.
    Minha mãe, uma senhora de 60 anos está vindo me visitar aqui. Minha mãe, passa por humilhações terríveis para entrar aqui. Meu coração está negro de tanto ódio!
    A mãe da minha filha foi a delegacia de polícia,e retirou o albinho de fotografias que continham fotos minhas e dela, e o meu bem mais precioso:
    – as únicas 5 fotos que consegui tirar da minha filha (ainda bem que minha mãe tem os negativos).
    Dia 13 de Março fui levado ao fórum de Rio Grande da Serra para audiência. O transporte é um carro da polícia militar, que os presos chamam vulgarmente de “bonde”. O interior do carro é abafado e sem ar, e o cheiro de vômito é insuportável, escuro e sem ar. Desci do carro por volta de meio-dia, algemado como bandido. O juiz não me libertou. Fiquei do meio-dia ás 16:00 da tarde esperando a audiência numa celinha (não me deram nada para comer).  
    Já que a imprensa tirou duas fotografias minhas sem minha autorização, porque não fazem o seguinte:
    – Tirem uma fotografia da minha filhinha, e tragam aqui na prisão deixando um pai “feliz”.

    Ás autoridades religiosas:

    – No natal de 2008 também telefonei para a paróquia de Rio Grande da Serra, e pedi ajuda para um padre que não me recordo do nome. Agradesço a ajuda que me deu,telefonou para mãe da minha filha, e tentou convencê-la a me deixar me despedir da neném.

    Nota a imprensa

    – estou sofrendo vai fazer dois anos agora em maio de 2009. Me separei da Yumi em maio de 2007.
    Ela não me perdoa pelo que fiz com ela no Japão. Estou sendo vítima de uma mulher vingativa e caprichosa.
    Eu fui enganado por ela, ou seja:
    – depois de dar dinheiro (3.950 Reais), de comprar roupinhas para a neném, ela combinou comigo de levar a neném para se despedir, e registrá-la em cartório.
    Quando eu telefonei ela me falou que eu não veria a neném “porra” nenhuma”.
    Eu não podia ir na casa da mãe dela, pois ela fazia escândalo e me expulsava com os vizinhos.
    Eu também enviei várias mensagens pacíficas e gentis. Eu telefonava mas não adiantava, pois quando ela via o meu número de celular, ou prefixo de Mauá, não atendia ao telefone.
    A minha situação não está boa aqui na prisão. Devido ao câncer que tenho no estômago, estou defecando sangue, e sinto muitas dores.
    Não vou agüentar muito tempo por aqui. Se é para sair “vitorioso” daqui, vou me suicidar, e sair daqui com um pouco mais de dignidade.
    A embaixada japonesa vai ser acionada, e vai saber que um cidadão japonês foi injustiçado.
    Agora talvez com a minha morte, a imprensa vai querer me ajudar (dá BOPE né).
    Se quiserem entrar em contato com parentes e amigos meus:
    – Valdelice da Silva Nishino (minha mãe):
    (81) 3524-0468 ou (81) 8135-4463

    Michelle Yoshico Nishino (minha irmã):
    (81)81 26 24 76

    – Cláudio Marino e Eunice Marino (padrinhos):
    (11)4972-1613

    – João Alves Fraga (vizinho que testemunhou a mãe da minha filha me ameaçando ao telefone):

    -Catarino (compadre/amigo):
    (11) 2818-1828

    Michel Masaichi Nishino

    Rio Claro 28/11/2008

    Cris:
    Espero que ao receber esta,não confunda as coisas. Eu amei muito você ,e apesar de ter passado mais de um ano,ainda continuo com você no meu coração.
    Acho que você já entendeu que não estou lutando mais por você. Mesmo que algo tocasse no seu coração,e você me desse uma segunda chance,eu é que não iria te querer mais.Já sofri o suficiente,e mesmo ainda te amando,ignoraria meu próprio coração,e lhe diria um não! Quando desembarquei em 19 de julho deste ano,vim apenas conhecer a pequena Harume,e nada mais
    .Foi difícil e passei quase um mês pedindo aos outros que ligasse para você,para que ao menos me desse uma foto da nenê. Quando com muita dificuldade consegui falar com você ao telefone, me disse que primeiro fizesse algo pela nenê. Eu estive aqui 2 vezes,quiz dar ajuda mas você não aceitou lembra?
    Mas mesmo assim,levei o dinheiro que você me pediu,e as roupinhas que comprei com muita dificuldade,pois nunca comprei roupinhas de criança. Depois foi o maior sacrifício para entregar . Eu sugeri a Delegacia De Polícia de Rio Grande Da Serra ou o Conselho Tutelar,mas você me falou que se eu fosse lá seria preso ,pois o delegado tinha um mandado de prisão contra minha pessoa.Então sugeri o posto da Polícia Militar de Ribeirão Pires(perto dos Correios),e foi lá que encontrei e entreguei o dinheiro e as coisas para sua mãe.
    Nou outro dia quando você e a dona Isabel me trouxeram a nenê para que eu a conhecesse,eu falei para você que eu partiria logo, e que vim com pouquíssimo dinheiro.Porque você me prometeu isso ,e no dia do meu embarque(22 de julho),começou a fazer maudade comigo? Porque fez com que eu perdesse minha passagem Yumi?
    Gostaria de partir o mais rápido possível ao Japão.Mas antes gostaria de ver a neném.Gostaria que você fosse mais humana,e considerasse o seguinte:
    – Estive no Brasil,em menos de um ano ,3 vezes, e nos próximos anos não terei condições de volta,pois fui a falência !Agora em fevereiro minha mãe tirou um empréstimo do INSS para que eu voltasse ao Japão. Estou devendo a minha mãe.

    -Que o dinheiro de pagar advogado seja dado a nenê.
    -Que você tenha piedade,e saiba que não ando bem de saúde.Eu pretendo nunca mais retornar ao Brasil. A neném sempre vai ser sua.
    Eu não tenho muito tempo de vida,e estou feliz por isso.
    Deixe-me ir embora em paz , e fique em paz !
    Sem mais :
    Michel M. N
     
     
       Iwata 16/02/2008
    Cris:
    -Apesar de não acreditar mais em Deus,por força de expressão,peço-lhe “que pelo amor de Deus”,leia esta carta até o fim !
    Deixei de acreditar em Deus desde o dia 27 de agosto de 2007,quando eu estava voltando para o Japão, no Aeroporto Internacional de Guarulhos,e perdi as esperanças de voltar com a mulher que amo !
    Quando saimos de Irino que fomos morar em Iwata ,você se modificou muito.Você se irritava por tudo.Estávamos na dúvida se você estava grávida ou não.Ao ver teu comportamento eu também ficava estressado.Além do mais você havia me dito que se estivesse grávida,eu teria que “dar um jeito”,pois queria abortar.Você sabe que eu não concordo com aborto ,e tudo o que eu mais queria era ter um filho(a) com você!E você sabia que eu te amava muito!.Como você acha que andava minha cabeça Yumi?Cometi um erro que vou sofrer pelo resto da minha vida, que foi ter batido em você.Hoje você fala para os outros que me deu uma segunda chance,mas na verdade sabemos que não foi assim.Eu telefonei para a tua irmã Lilian,pedindo ajuda,e falei para ela que se você não voltasse para casa eu não te ajudaria em nada.Daí sob pressão você voltou.Mas voltou querendo me enganar.Voltou querendo regressar imediatamente ao Brasil.Realmente eu não menti.Eu falei para minha mãe enviar não só as passagens,mas também um dinheiro “extra”,pois estávamos sem dinheiro,e a empreiteira Iwarex não iria me fazer vale,pois devido ao meu desespero(sem você em casa),faltei 2 dias no trabalho depois do feriado.
    Depois mudei de idéia,e decidi não mexer na minha conta no Brasil.Arranjei um emprego que me pagaria bem,e segundo meus planos estariamos no Brasil em 1 mês ou 1 mês e meio.Menti para você falando que iriamos para a empreiteira Kosai (onde tua irmã Lumi trabalha). Foi outro erro meu!Você ficou braba,incontrolável na cidade deYamagata,e acabei por agredir você novamente.Destruí seu passaporte e sua carteira de estrangeira…
    Princesa,não quero me justificar,mas acho que se desde o início você tivesse jogado limpo comigo,sentado,converssado,nada disso teria acontecido.Lembra que eu implorava para você,cheguei até mesmo chorar perguntando para você o que estava acontecendo?Aos invés de converssar,você brigava e me humilhava!Teu mau Yumi,é que você não sabe converssar.Ao regressar de Yamagata,sem dinheiro para procurar outro emprego,foi difícil,mas conssegui 2 empregos.Foi o dia que você saiu de casa para nunca mais voltar!No final do dia,não fui porque fiquei esperando por você!Perdi meu emprego.Fiquei por quase duas semanas esperando por você naquele local.Você nem sequer levou as roupas íntimas. Fiquei moreno de tanto tomar sol dando voltas em redor do nosso apartamento.A empreiteira Iwarex mudou o código da porta,e tive que quebrar o vidro da janela de trás para poder entrar e dormir.O dinheiro que minha mãe enviou entrou na conta,mas só entrou 40mil ienes.Fui na lan house,e tua irmã Lumi me enganou,falando que você estava num abrigo para mulheres que sofrem maus tratos do marido em Guma-ken.Como louco,desesperado,fui de shinkansen até Guma(Oizumi).Andei muito procurando você por lá.Até que acabou o dinheiro.Fiquei sabendo que lá em Maebashi tinha um abrigo para mulheres,e pedi ao pessoal da estação que me deixassem viajar,pois eu estava sem dinheiro.Tinha um rapaz dentro do trem,com aparência de estrangeiro (era francês),viu que eu não passava bem(eu não comia há 2 dias),me deu umas moedinhas , e eu comprei pão.Na cidade de Maebashi,fui até o abrigo de mulheres,mas
    você não estava lá.Você sabe que durante o final do mês de maio já faz calor,mas a noite é frio.Dormi dentro de uma máquina de tirar fotos na estação de trem.Como estava frio!Eu estava tranquilo pois faltava dois dias para minha irmã Vanessa Akeme chegar ao Japão,e ela portava o dinheiro correspondente a minha passagem aérea e a sua.Mas a Vanessa estava ligando no antigo celular.Daí eu me dei mau!Aproveitei umas moedinhas que eu tinha ,e telefonei para a Igreja católica,e um rapaz me retornou no celular de cartão.Recebi abrigo por duas semanas na Igreja católica de Maebashi.Lá eu Recebia alimento e dormia,faltando apenas o banho.Pedi ao padre para ligar ao Brasil,e falei com minha mãe.Daí passei o número do celular correto,e uns dias depois a minha irmã fez contato.Mas a Vanessa com apenas 2 semanas no Japão,não sabia se locomover,pegar trem etc,não tendo como me entregar o dinheiro.Pedi ao padre o dinheiro emprestado para ir até minha irmã Vanessa,porém
    negado foi o pedido.Daí fui na igreja dos mormons e eles me emprestaram.Fui a casa da minha irmã Vanessa,e ela tomou um susto!
    Depois de 10 anos sem me ver,me viu todo encardido,cheirando mau(um verdadeiro mendingo)! Nos abraçamos e choramos muito.Ela estava dividindo residência com outra moça,e não pude ficar lá.
    Como a companhia telefonica me enviou o endereço onde você estava,peguei um shinkansen,e fui até Aino Higashi.Chegando lá toquei várias vezes a campanhia,mas você olhava pela fechadura e não atendia.Toquei fogo nun papel para ver se você saia…
    Que palhaçada Yumi! Ninguém é obrigado a viver com ninguém!Mas custava você sentar e converssar comigo como gente civilizada faz?
    Resultado disso foi mais sofrimento!Você grávida,perdeu o emprego,e eu no outro dia inventei de comprar uma motinha 50cc,porque estava gastando muito com passagem(procurando você),e fui preso !Logo eu que morei 10 anos direto no Japão,apenas juntando meu dinheiro,e nunca fiz nada de errado!Sempre critiquei quem dirigia sem habilitação!Passei 9 dias preso.A noite na delegacia de Iwata,os policiais falaram para ligar para algum amigo ou parente, mas como não tenho lá “amigos”,liguei para a pessoa que mais amo nesse mundo : você!E você na maior frieza do mundo,falou para mim seguir minha vida,e que tinha tirado nosso bebê!No outro dia saiu a ordem de prisão e fui algemado como bandido!Fiquei com 2 japoneses na cela:um ladrão,e outro drogado!Cigarro só 2 por dia.Arroz branco e misoshiro!Passei 9 dias lá,e tive que pagar 180mil de fiança para sair.Procurei você em Daito,no Leo Palace, e quase fui preso mais uma vez!Daí fui te procurar em Mie-ken Suzuka-shi,eu desconfiava que você estava em uma creche,pois ouvia ao telefone barulho de crianças.
    Depois fui a Toyohashi,pois tinha certeza que você estava em Aichi-ken.
    Quando fui me apresentar em Kakegawa,fui preso por invadir uma igreja te procurando(7de julho),um dia depois do seu aniverssário!Foi a igreja Assembléia de Deus em Takaoka(irmã Edna).Os policiais queriam saber como eu sem trabalhar quase 2 meses,tinha 200mil na conta bancária,e até eles converssarem com minha mãe no Brasil, e ela provar que tinha transferido esse dinheiro para minha conta,fiquei mais 15 dias preso!Paguei mais 180mil de fiança,ficando apenas com 20mil,tendo que pedir a minha mãe outra remessa!Fiquei dormindo nos banquinhos da piscina(perto da casa da tua irmã Lumi).A noite tem muito pernilongo,daí eu ia dormir no banco de madeira do supermercado Okano.Passei 2 semanas nessa situação.Pedi ajuda dos outro(pedi esmolas),pois sujo,sem tomar banho,apesar de falar japonês,nessa situação nem arubaito(bico) eu consseguia!
    Foi quando combinei com a Lumi de dar o dinheiro da tua passagem para ela.Dei aquele cartão do correio ,que agente usava para as despesas de casa para ela.Mas quando recebi o dinheiro,mudei de idéia.Eu pensei o seguinte:
    -Eu amava você,queria ter a oportunidade de pedir perdão pessoalmente(coisa que você não me deu),e queria entregar o dinheiro pessoalmente para você!
    OBS:
    -Quando o dinheiro entrou na minha conta,era dia3de agosto de 2007.
    Você estava chegando ao Brasil,e eu dormindo nos banquinhos do Okano!
    Você mentiu para a Igreja,falou que eu tinha te abandonado grávida,e fugi para o Brasil!
    Viajei ao Brasil dia 04 de agosto.Antes de ir,fui a casa do vizinho que morava no andar de cima,onde guardei alguns objetos de valor meu e seu,inclusive meu computador. O sem vergonha do vizinho fugiu para o Brasil levando tudo !Eu trabalhei por quase 10 anos no Japão e nunca fiquei sem emprego!Quitei quase toda tua passagem aérea.Compreendi você,como nenhuma das tuas irmãs te compreenderam,pois elas acham que
    você é preguiçosa! Eu sei que você é trabalhadeira.O problema é que você não se adaptou ao trabalho no Japão.Por isso fiz você dona de casa,e te dava vida de princesa!Tua vida era na IPC TV e no computador!Que gênio ruim você tem!Saiu de casa sem dinheiro,e sem mesmo levar as roupas íntimas.Cheguei no Brasil em 06/08/2007,dormi num hotel em Guarulhos,e no dia seguinte fui a tua cidade(Rio Grande da Serra).Por ironia do destino peguei o mesmo taxista que foi te pegar no aeroporto 2 dias antes(Carlinhos).Encontrei você no meio do caminho,quando você colocava a Rebeca na perua escolar,e a Mayumi acompnhava você.Depois de quase 2meses e meio,vi você por menos de 5 minutos.Você fez a maior confusão,e ameaçou jogar uma pedra em cima de mim.O taxista me levou para um lugar chamado Trevo,onde me hospedei(pousada de caminhoneiro).No dia seguinte comprei o carrinho do bebê e mandei entregar na casa da tua mãe(tua casa).Feito isso fui a Pernambuco na casa da minha mãe,onde fiquei uns 19 dias.Em um dos telefonemas que te fiz você me falou que se eu quizesse enviar o dinheiro da ultrassonografia eu poderia enviar.Como vi que seria impossível uma reconciliação com você,resolvi retomar minha vida no Japão.Dia 27/08/2007peguei um vôo domèstico para Guarulhos,e de la partiria para o Japão.Como teria muito tempo no aeroporto,umas 6 horas de espera mais ou menos,liguei para você e falei que estava no aeroporto,e que poderia entregar o dinheiro da ultrassonografia pessoalmente.
    Mas você ficou irritada e falou que não queria ver minha cara de jeito nenhum.E que pegasse o dinheiro da ultrassonografia e enfiasse naquele lugar!Você sabe que eu te amo,e que sempre desejei muito esse neném,que sabemos muito bem que não foi acidente biológico,foi programadopor nós!Você  pedia que eu te engravidasse lembra?Era importante para mim ver a tua barriguinha saber como estava tua gravidez…Yumi,ninguém é obrigado a viver com ninguém.Mas eu tinha muito a te falar.Foram quase 3 meses te procurando no Japão.Eu ligava,e você desligava o telefone na minha cara,não me dando a chance de falar,de pedir perdão pelo que te fiz.Sei que errei,mas tudo o que eu queria é que você esquecesse esse maldito mês de maio de 2007,e olhasse para trás ou seja?
    -Quem eu fui para você,como eu tratava você,como eu cuidava de você!
    Eu nunca fui um homem violento.Não uso drogas e praticamente não tomo bebidas alcoólicas.Eu estava me esforçando para voltar ao Brasil em agosto com você de cabeça erguida.Apenas gostaria que você analizasse o “porque”,nossas vidas mudaram em apenas uma semana!Viviamos bem,eu te amava(ainda te amo muito).
    Por ironia do destino ,voltei para Iwata,lugar onde perdi você,onde muito penei.Não fiquei bem.Trabalhei menos de 3meses,e retornei ao Brasil dia 18/11/2007.Ganhei um bom dinheiro e compraria a passagem ida e volta.Mas como estava devendo imposto residencial,a prefeitura de Anjo tirou dinheiro da minha conta.Só comprei passagem de ida e cheguei ao Brasil com pouquíssimo dinheiro.Dessa vez fui para ver minha filha que nasceria entre o final mês de dezembro,ou começo de janeiro.Ao chegar no Brasil,fiquei na casa de um amigo meu por uma semana.Eu estava pensando em uma forma de ver você.Fui a casa da minha madrinha em Santo André (24/11/2007),no caminho comprei um buquê de rosas vermelhas para ver se agradava tua mãe(dona Isabel),e enviei.Faltava um mês para o natal,quando tomei coragem de ir na casa da tua mãe.Minha madrinha ficou orando em casa para ver se dava tudo certo…Em Rio Grande da Serra peguei novamente o taxista que foi pegar você no aeroporto(Carlinhos).Quando o taxi parou na porta da casa da tua mãe,fiquei emocionado!Vi você pelo vidro fumê do taxi.Você estava linda!Um barrigão…Pedi ao taxista que chamasse você,mas você veio fazendo briga,abriu a porta do carro ,e por pouco não me machucou com uma enxada.Você gritou para sua mãe chamar a polícia (viatura),e eu falei para o taxista tocar para Ribeirão Pires…Regressei para a casa da minha madrinha onde fiquei até o natal.Justamente o natal que é uma data onde as pessoas se reveêm,se perdoam,e que eu tinha esperança de você ao menos converssar comigo,novamente fui machucado.Meu dinheiro acabou e tive que pedir ajuda da minha mãe.Minha mãe veio a casa da minha madrinha em 07de janeiro de 2008.Ela me deu 2 opções?
       -Ou eu voltava para Pernambuco com ela,ou voltava para o Japão.
    Preferi a opção de voltar para o Japão,pois no Japão faço dinheiro rápido né!Com a ajuda da Silvia Hirano(que enviou você ao Japão),deixei a passagem entre aberta por um mês.Mamãe penssou que eu tinha embarcado logo(risos).No dia que fui levar minha mãe para o aeroporto ,na volta ,acessei a internet no subsolo da estação de Santo André,entrei no Okurt ,e tua irmã Lumi deixou a seguinte menssagem no Okurt da minha irmã Michelly?
    ”Fiquei sabendo que tua mãe esteve em São Paulo,e ela nem veio ver a neta.Nasceu dia 03de janeiro.È a cara do canalha,mas não vai levar o nome dele!O nome é Regina Harume Kaneda.”
    Apesar da menssagem ofenssiva ,fiquei emocionado,e queria ver minha filha de todo jeito.Fui até a Mecanel ,onde teu compadre Catarino trabalha ,e ele também não estava sabendo.De Guapituba tentei telefonar várias vezes mas você não atendia!Foi num telefone público de Santo André que você atendeu! Ouvi o chorinho dela ao telefone.Mas você falou pra mim procurar meus direitos,e que não deixaria eu ver minha neném.Saí da casa do meu padrinho,e fui para uma pensão no centro de Santo André.Como sofri.Passava em frente a lojas de roupinhas para bebês e tinha vontade de comprar coisas para minha filha.Passei em frente a casaTokyo e tinha brinquinhos para recém nascidas.Eu tinha vontade de comprar,mas não tinha como entregar.Tinha medo também,porque você falou para umas das pessoas (entre tantas) que paguei para tentar converssar com você,que tocaria fogo em qualquer presente meu que chegasse em tua casa!
    Procurei vários advogados,mas todos me deram um prazo mínimo de 4a6meses para consseguir uma liminar que me desse direito a ver e registrar a neném.Eu só tinha um mês para viajar,ou perderia a passagem aérea para o Japão.Pedi ajuda para um monte de gente entre elas?Maria Padilha (Conselho Tutelar de Rio Grande da Serra),Maria do Carmo(aquela senhora de 62 anos de idade,esposa do japonês que você maltratou).Amulher do Conselho Tutelar de Ribeirão Pires,propôs a você,que se você tivesse medo de mim,que marcasse um encontro comigo e elas na delegacia de polícia,mas que não deixasse eu viajar sem ver a neném e você se negou!
    Lutei até o dia 13 de fevereiro de 2008(dia do meu embarque).Fui até a tua casa,05?30da manhã,paguei taxi,e sua mãe me chotou de lá como se eu fosse marginal!
    Sem dinheiro (torrei tudo que eu tinha,amando uma pessoa que não merece),voltei ao Japão.
    Mas não pense que desisti de ver minha neném.Ela tem pai,e um pai que a ama muito. Voltarei o mais rápido possível para resolver.
    Peço a voce Yumi que tenha piedade de mim.Eu cometi um erro.
    Machuquei você,mas você já se vingou.Me derrubou no chão.O que você quer mais Cris?Eu perdi a mulher que mais amei na minha vida.Uma mulher honesta,boa filha,boa mãe…
    Eu fui mau,errado,perdi todas as minhas economias correndo atrás de você.Economias que eu pretendia,como você sabe,construir uma família você,Mayumi,Rebeca,Harume.
    Peço-lhe Cris,que ao regressar ao Brasil,não me deixe gastar dinheiro a toa com advogado.O dinheiro de gastar com advogado,que seja dado a neném.Peço a você o meu direito de pai. Já fui derrotado.Não judie mais de mim.
    Fala pra dona Isabel,Lilian e Lumi,que peço perdão por todas as ofensas que cometi.
    Sei que não é importante para você…Mas eu ainda te amo muito!
     
       Michel Masaichi Nishino
       29/032008
       Irino

  2. Michel Masaichi Nishino disse:

    O juiz Gustavo Sauaia Romero Fernandes tentou me extorquir em 350 Mil Reais.

    Rede Globo de Televisão coloca homem inocente na cadeia.

    Pai vem conhecer filha no Brasil, e acaba na cadeia.

    Estive no Brasil,em menos de um ano, 3vezes. Foram 3 viagens do Japão ao Brasil em menos de um ano.
    A primeira vez,vim em agosto de 2007,com objetivo de reatar meu relacionamento amoroso com a senhora Cristiana Yumi Kaneda. Como não obtive sucesso,retornei ao meu país(Japão).
    Retornei mais uma vez ao Brasil em novembro de 2007. Desta vez vim ainda para tentar reatar meu relacionamento amoroso,e para ver minha filha nascer,pois eu sabia que ela nasceria no final de dezembro de 2007,ou no começo de janeiro de 2008.A neném nasceu em 03/01/2008.
    Tentei de tudo para ver a neném. Telefonei várias vezes para a mãe da minha filha,implorando para que ela me deixasse ver a neném, mas ela me falava que eu nunca veria minha filha. Uma vez ela atendeu ao telefone,e a neném estava chorando.Fiquei muito emocionado. A mãe da minha neném me falou o seguinte:
    – “Está ouvindo o chorinho dela? Ela é a tua cara,mas você nunca vai ver a carinha dela”.
    Procurei o fórum de Ribeirão Pires,Conselho Tutelar para procurar ajuda,mas o problema é que eu dispunha de pouco tempo,tinha menos de uma semana para embarcar para o Japão.
    Meus superiores já haviam me dado ordem de embarque (o emprego me esperava).
    No dia do meu embarque,13 de fevereirode 2008,estive na casa da mãe da minha neném.Quando cheguei lá,telefonei do telefone público que fica em frente a casa da mãe da minha neném.Quando a mãe dela saiu falei:
    – “Dona Isabel, estou retornando para o Japão hoje. Por favor, me deixe conhecer minha filha…”
    A dona Isabel chamou os vizinhos,falou que eu queria machucá-las, e me expulsou de lá.
    Pedi ao taxista que me deixasse em Ribeirão Pires.
    De Ribeirão Pires ainda fui ao fórum,e ao conselho tutelar,mas foi inútil,meu embarque era para aquele dia.
    Fiquei muito depressivo. Quando entrei na aeronave,caí em sono profundo,só acordei em Londres.
    Chegando ao Japão não fiquei bem.Quando passava em frente a lojas de roupinhas para crianças,brinquedos etc,eu entrava em crise de choro.
    Em 19 de junho de 2008,retornei ao Brasil com um único objetivo:
    – Ver a minha filha.
    Chegando ao Brasil,foi difícil.Por quase uma semana ,eu pedia a amigos,e até mesmo desconhecidos para telefonar para a mãe da minha filha,para tentar convencê-la a me deixar ver a neném,mas ela se negava.
    Até que um dia eu mesmo telefonei, e a mãe da minha filha atendeu ao telefone.Ela falou o seguinte:
    – “Você quer ver a neném? Primeiro faça algo por ela que você nunca fez.”
    Eu achei estranho, pois estive aqui 3 vezes, e foi ela mesma que nunca aceitou nada. A única coisa que ela aceitou foi o carrinho da neném,e o bercinho que foram entregues pela loja na casa da mãe dela em agosto de 2007.
    Mesmo assim eu anotei todas as roupinhas que ela me pediu,e com a ajuda da dona da pensão onde eu estava hospedado,comprei tudo.Ela também me pediu um pouco de dinheiro para a neném,e eu respondi que seria dado. Depois foi o maior problema para entregar essas roupinhas ,e o dinheiro. Perguntei para ela se a mulher do Conselho Tutelar de Rio Grande da Serra, é pessoa de confiança,pois entregaria o dinheiro e as roupinhas no Conselho Tutelar. Como segunda opção, sugeri a delegacia de polícia de Rio Grande da Serra. A mãe da minha filha me pediu para pensar. Minutos depois a mãe da minha filha me telefonou, e falou que se eu fosse em Rio Grande da Serra,eu seria preso,pois quando estive na casa da mãe dela em 13 de fevereiro de 2008,implorando que me deixassem ver a neném,ela tinha aberto um boletim de ocorrência contra mim, e o delegado tinha um mandado de prisão contra mim (hoje sei que é mentira).
    Então sugeri Ribeirão Pires,no batalhão de polícia militar,e foi lá que a avó da minha filha(Isabel Kaneda),veio buscar as roupinhas,e o valor de 3.950 Reais.
    Falei para a dona Isabel a verdade. Falei que tinha trazido pouco dinheiro do Japão,e que eu precisava voltar o mais rápido possível. Falei também que para economizar, estava hospedado numa pensão(lugar cheio de criminosos,viciados em drogas ,etc),e que o local não combinava com o meu nível cultural.
    Do batalhão de polícia militar,fui com a dona Isabel (avó da minha filha),tomar um café, e comprar o restante das roupinhas que não encontrei em Santo André.
    No dia seguinte ,a Cristiana Yumi Kaneda(Mamãe da minha filha),marcou encontro comigo,e trouxe a neném para mim conhecer.Vieram também a dona Isabel,e a outra filha da Cristiana Yumi Kaneda.
    Fomos a uma pastelaria,e depois a um restaurante self-service. Fiquei com a neném umas duas horas apenas. Minha filha estava com sete meses. Ela é linda,fofinha,parece um ursinho de pelúcia. A neném começou a morder meu celular,fiquei fascinado.
    Expliquei a mãe da minha filha,que foram 3 viagens em menos de um ano do Japão ao Brasil,e que nos próximos 10 a 15 anos,ou talvez nunca mais eu retornaria ao Brasil.
    A mãe da minha filha perguntou,se todos os meses eu poderia enviar um pouco de dinheiro para a neném,e eu respondi que sim,que era por culpa dela mesmo que não atendia ao telefone,que eu não estava enviando dinheiro.
    A mãe da minha filha combinou comigo,que quando eu marcasse minha passagem para voltar ao Japão,para telefonar,que ela traria a neném para se despedir,e para que eu a registrasse em cartório.
    No dia seguinte fui ao Bairro da Liberdade,e remarquei minha passagem para o dia 22 de julho de 2008. Eu partiria ás 01:30 da madrugada,pela Emirates Air Lines.
    Telefonei para a mãe da minha filha como combinado, e ela me falou o seguinte:
    – “Marcou a passagem?Problema teu. Você vai não vai ver a neném porra nenhuma.”
    Foi a mesma história de fevereiro de 2008. Fui ao fórum, Conselho Tutelar,mas eu dispunha de pouco tempo.
    Fui no posto de polícia militar de Rio Grande da Serra, e pedi ajuda. Foram comigo a casa da senhora Isabel Kaneda,dois policiais militares.Chegando lá,um dos policiais desceu do carro, pegou minha passagem nas mãos, e foi converssar com a avó, e a mãe da minha neném ,mas elas se negaram a me mostrar a neném.
    Mais uma vez depressivo, chegou dia 22 de julho de 2008, e não tive condições de embarcar.
    No dia que fui conhecer a neném, levei uma máquina fotográfica com um filme de 25 poses. Como a mãe da neném falou que o tempo estava esfriando, só consegui tirar umas 5 fotografias da minha filha.
    Como falei, eu trouxe pouco dinheiro do meu país (Japão). Toda minha vida econômica e financeira, está no Japão, e daqui do Brasil não tenho como ter acesso as minhas contas bancárias, etc.
    Aos 33 anos de idade, com apenas um registro em carteira profissional brasileira, tive que procurar emprego ás pressas. Consegui emprego na Platume (empresa que trabalha dentro da Petroquímica União). Saí da pensão, e fui morar com um amigo em Mauá.
    Todos esses meses eu não procurei advogados pelo seguinte motivo:
    – Eu fiquei praticamente sem dinheiro, e com o dinheiro do meu salário, estava economizando para retornar ao meu país. Eu também não achava justo ter que pagar advogado para ver minha filha,já que as coisas tinham terminado bem.
    -Eu não tinha tempo para procurar advogado do estado,pois eu trabalhava até tarde da noite.
    Como creio que já entenderam,eu não tenho a menor simpatia pelo Brasil. Eu vim aqui apenas para conhecer(ver),uma linda garotinha chamada Harumi,minha filha. Queria apenas me despedir da minha filha para talvez nunca mais voltar.
    Nesse intervalo de tempo , eu telefonava todos os dias para saber da neném,mas nem a mãe da minha filha,nem a avó,atendiam ao telefone(elas viam o prefixo da cidade de Mauá,sabiam que se tratava da minha pessoa,e não atendiam ao telefone).
    Enviei várias menssagens pacíficas ,implorando que me deixassem ver a neném. Enviei também vários e-mails para emissoras de televisão,rádios,jornais etc,pedindo ajuda ,mas ninguém nunca entrou em contato comigo.
    Algumas vezes eu telefonava para o telefone público que fica em frente a casa da mãe dela, e pedia que chamassem a mãe da minha filha, ou a avó. A maioria das pessoas me xingavam,aumentando ainda mais a minha indignação.
    Algumas vezes algumas pessoas eram até gentis ,e me falavam que minha filha já estava quase andando,e que é uma linda neném.
    O mais revoltante ,é que eu morando em Mauá,cidade vizinha a Rio Grande da Serra, não podia ver a pequenina.
    Por volta do mês de outubro de 2008, eu telefonei ao telefone público que fica em frente a casa da avó da minha neném, e ela atendeu ao telefone, e a conversa foi a seguinte :

    – “ Porque você fez isso comigo Yumi? Porque me fez perder a minha passagem do dia 22 de julho de 2008? Eu vim só para conhecer nossa filhinha. Eu falei para você que nos próximos 10 a 15 anos não teria mais condições de retornar ou talvez nunca mais. Lembra que eu te amei, e ainda te amo. Você sabe muito bem que essa neném não foi acidente biológico, foi programada por nós.

    – Yumi: “ O que você fez comigo no Japão ainda não foi descontado”.

    – “ Porque tanto ódio Yumi?”

    – Yumi: “ Estou acionando todos os meios de comunicações possíveis, enquanto eu não te ver atrás das grades não vou ficar tranqüila. O que você me fez no Japão ainda não foi descontado.”

    – “ Alô Yumi, alô! Eu ainda te amo…(ela desligou o telefone na minha cara)”.

    Ainda em outubro de 2008, telefonei para a delegacia de Rio Grande da Serra, e contei a minha história para o investigador de polícia Valtinho. Descobri que a mãe da minha filha abriu boletim de ocorrência contra mim, quando eu ainda estava no Japão. Expliquei ao investigador Valtinho, que com as economias que eu estava fazendo com o meu salário, estava quase conseguindo voltar para casa, e que pretendia fazer isso em dezembro de 2008, ou janeiro de 2009.
    Já de malas feitas, eu estava apenas esperando a indenização da empresa.
    No natal, telefonei mais uma vez ao policial Valtinho, para ver se ele conseguia convencer a mãe da minha filha a trazer a pequena Harumi para se despedir de mim.
    O policial telefonou para ela, mas ela não atendeu ao telefone.

    Antes do natal escrevi uma carta para a mãe da minha filha (Cristiana Yumi Kaneda), pedindo que me deixasse me despedir da Harumi. Expliquei também que os médicos brasileiros descobriram um pequeno tumor no meu estômago, e que eu tinha que fazer uma biópsia, e que por isso também minha pressa (urgência) em retornar ao meu país.
    A cópia dessa carta foi enviada para o investigador de polícia civil Valtinho, junto a outra carta que enviei para ela do Japão. Essas mesmas cartas enviei por E-MAIL a várias emissoras de televisão, rádios, jornais etc, mas a mídia não fez contato comigo.
    Eu não vim ao Brasil de férias. Eu não tenho simpatia pelo Brasil. Eu vim aqui para conhecer minha garotinha e retornar para talvez nunca mais voltar. A mãe da Harumi sempre vai ter ela. Eu não. Moro do outro lado do planeta, e depois de ir e vir em menos de um ano 3 vezes, mesmo que eu queira, não posso mais voltar.

    Em 15 de janeiro de 2009, telefonei a residência da avó da minha filha, e a converssa foi a seguinte:

    – “ Dona Isabel, que covardia! Desde julho estou aqui tentando falar com a senhora, e nem a senhora nem a Yumi me respondem. Era para mim embarcar em 22 de julho de 2008, porque me fizeram perder minha passagem?

    – Dona Isabel: “O que você quer?”

    -“ Quero ver a neném. Estou retornando ao Japão por esses dias. Por favor pare com essa ruindade”.

    – Dona Isabel: “Onde você está morando?”

    – “A senhora sabe que estou morando em Mauá, pelo prefixo telefônico a senhora sabe”.

    – Dona Isabel: “Eu sei que você está morando em Mauá”.

    – Dona Isabel: “Qual seu endereço? (Dei um endereço falso para ela)”.

    -“ Não é preciso a senhora ir na minha casa. A senhora pode marcar um encontro comigo no centro de Mauá, já que moro perto.

    – Dona Isabel: “Em qual lugar do centro de Mauá?”

    – “Prefiro na delegacia de polícia, pois depois de tudo o que a senhora fez comigo, eu perdi a confiança na senhora”.

    – Dona Isabel: “Amanhã lá pra 13:00 horas da tarde vou te ligar para ver se dá para levar a neném para se despedir de você”.

    Na mesma tarde do dia 15 de janeiro de 2009, uma agência de viagens do bairro da Liberdade me telefonou e tinha uma promoção onde a passagem ficaria 3% mais barata.
    Na manhã do dia 16 de janeiro de 2009, telefonei mais uma vez a avó da minha filha, e quem atendeu foi a Yumi. Conversamos o seguinte:

    – “ Conversei com sua mãe ontem, ela me falou que lá pelas 13: horas da tarde, me daria uma resposta se daria para me trazer a neném paras se despedir de mim ou não. Mas acho que não vai dar. Vou ao bairro da Liberdade hoje comprar a passagem para retornar ao Japão.”

    – Yumi: “Você está louco? O Japão está numa crise financeira ruim, o que você vai fazer lá?”

    – Todas as minhas economias estão no Japão , e daqui do Brasil não tenho acesso. Estou com câncer no estômago, e necessito de médicos com urgência. Pára de fazer maldade comigo, e me deixe ver a neném. ”

    – Yumi: “E se for mentira que você vai viajar?

    – “Escuta, o que você tem a haver com minha vida? Eu moro em Mauá, você em Rio Grande da Serra, e não te incomodo em nada. E se eu desejar, se eu quiser , tenho dupla nacionalidade, e posso ficar no país que escolher.
    Se eu desejar, posso morar no Japão, ou morar no Brasil. Você sabe que eu tenho dupla nacionalidade” .
    – Yumi: “Onde e quando você quer ver a neném? ”

    – “Prefiro nas delegacias de polícia, pois eu te amo, mas não confio mais em você.”
    – Yumi: Se você quiser hoje vou em Ribeirão Pires, e vou ficar até umas 17: horas com a neném lá.”
    – “Hoje acho que não vai dar. Tenho que comprar minha passagem hoje. Estou cheio de contas a pagar no Japão. Promete para mim que desta vez você vai atender ao telefone, e vai trazer a nossa neném para se despedir. Por favor, quero voltar em paz para meu país.”

    – Yumi: “Ah tem que ser o dia que você quer é?
    “E no sábado ou domingo?”

    – Yumi: “Sábado e domingo não dá. Eu também tenho meus compromissos”.
    – “Tudo bem. Vou ao bairro da Liberdade correndo e volto. Quando eu chegar em Ribeirão Pires te ligo”.
    Fui ao bairro da Liberdade, comprei minha passagem pela Emirates Air Lines, para o dia 28 de janeiro de 2009. Passei na casa de câmbio, e troquei o dinheiro por 5.000 Euros.
    Ao retornar, passei na minha casa para pegar um ursinho de pelúcia que comprei de presente para dar a minha filha. Quando entrei no portão da minha casa, a polícia civil de Rio Grande da Serra estava me esperando.Me algemaram.A chave da minha casa estava no meu bolso, e como o policial teve dificuldade em pegar a chave para revistar minha casa, me deu um soco na cabeça. Quando me jogaram no carro da polícia, vi que os policiais rateavam entre si o meu dinheiro (5.000 Euros).
    Quando cheguei na delegacia, o delegado de polícia me falou que a mãe da minha filha chamou a Rede Globo de Televisão e ele teve que me prender. Realmente era verdade, a imprensa estava na delegacia.
    Que injustiça! Como a mãe da minha filha não conseguia me prejudicar, pois a polícia de Rio Grande da Serra já sabia do meu problema, inventou um monte de mentiras para a imprensa, por esse motivo estou preso.
    Estou sendo acusado de ameaçar a mãe da minha filha 25 vezes, e de entrar na casa da mãe dela na noite de ano novo (01 de janeiro de 2008), e subtrai 01 agenda telefônica, um aparelho celular, e um aparelho identificador de chamadas.
    Eu moro (resido) no país dos eletrônicos. Eu que sou de uma família de poder aquisitivo superior ao dela, não tenho a menor necessidade de cometer furto. A mãe da minha filha não trabalho no Japão. Ela tinha vida de princesa. Amei muito e ainda amo a Yumi.
    A Cristiana Yumi Kaneda (mãe da minha filha), é uma pessoa de gênio forte. Se alguém faz algo que ela não goste ela pega verdadeiro ódio por este, nunca mais o perdoando. Sempre que possível, vai se vingar da pessoa que a magoou. É o que aconteceu comigo, ou seja:
    -Ela não me perdoa por um incidente que aconteceu há quase dois anos no Japão (motivo da nossa separação), e está, e sempre que possível, se vingará de mim.
    A mesma coisa está acontecendo com o investigador de polícia Valtinho. O investigador Valtinho apenas tentou me ajudar quando telefonou várias vezes para a mãe da minha filha pedindo que trouxesse a neném na delegacia para se despedir de mim. Ele brigou com ela, pois a mesma mentiu, quando em julho de 2008, me falou que se eu fosse em Rio Grande da Serra seria preso, pois o delegado de polícia tinha um mandado de prisão contra mim. A mãe da minha filha pegou profundo ódio pelo investigador de polícia Valtinho, e está se vingando dele também. Ela chamou a imprensa para prejudicá-lo, e hoje o policial Valtinho está sendo processado pela justiça.
    E eu, homem honesto, trabalhador, que falo dois idiomas fluentemente, encontro-me numa cela com 26 criminosos há quase 3 meses.
    A cada minuto, segundo, hora e dia, meu coração se enche de ódio.
    A mãe da minha filha inventou muitas mentiras sobre a minha pessoa. Ela falou para a imprensa que eu fui até a funerária, e enviei coroa de flores e caixão para ela e a mãe dela.
    – Nota a imprensa:
    -Gostariam de saber da história completa? Peço que leiam também uma carta que escrevi no Japão, mais a carta que enviei a mãe da minha filha junto a um cartão de natal, e segue em anexo a está.
    Tirei xerox dessas mesmas cartas, enviei ao investigador de polícia Valtinho.
    A rede globo de televisão foi irresponsável quando me expuseram, sem antes ouvir a minha versão. Se desejam trabalhar com jornalismo, aprendam a trabalhar com a verdade.
    Minha mãe, uma senhora de 60 anos está vindo me visitar aqui. Minha mãe, passa por humilhações terríveis para entrar aqui. Meu coração está negro de tanto ódio!
    A mãe da minha filha foi a delegacia de polícia,e retirou o albinho de fotografias que continham fotos minhas e dela, e o meu bem mais precioso:
    – as únicas 5 fotos que consegui tirar da minha filha (ainda bem que minha mãe tem os negativos).
    Dia 13 de Março fui levado ao fórum de Rio Grande da Serra para audiência. O transporte é um carro da polícia militar, que os presos chamam vulgarmente de “bonde”. O interior do carro é abafado e sem ar, e o cheiro de vômito é insuportável, escuro e sem ar. Desci do carro por volta de meio-dia, algemado como bandido. O juiz não me libertou. Fiquei do meio-dia ás 16:00 da tarde esperando a audiência numa celinha (não me deram nada para comer). O juiz foi na cela onde aguardava a audiêcia, e me falou o seguinte:

    – “sei que você é inocente, e sua mulher está mentindo. Mas se você não me der 350 mil Reais, vou te condenar”.
    Já que a imprensa tirou duas fotografias minhas sem minha autorização, porque não fazem o seguinte:
    – Tirem uma fotografia da minha filhinha, e tragam aqui na prisão deixando um pai “feliz”.

    Ás autoridades religiosas:

    – No natal de 2008 também telefonei para a paróquia de Rio Grande da Serra, e pedi ajuda para um padre que não me recordo do nome. Agradesço a ajuda que me deu,telefonou para mãe da minha filha, e tentou convencê-la a me deixar me despedir da neném.

    Nota a imprensa

    – estou sofrendo vai fazer dois anos agora em maio de 2009. Me separei da Yumi em maio de 2007.
    Ela não me perdoa pelo que fiz com ela no Japão. Estou sendo vítima de uma mulher vingativa e caprichosa.
    Eu fui enganado por ela, ou seja:
    – depois de dar dinheiro (3.950 Reais), de comprar roupinhas para a neném, ela combinou comigo de levar a neném para se despedir, e registrá-la em cartório.
    Quando eu telefonei ela me falou que eu não veria a neném “porra” nenhuma”.
    Eu não podia ir na casa da mãe dela, pois ela fazia escândalo e me expulsava com os vizinhos.
    Eu também enviei várias mensagens pacíficas e gentis. Eu telefonava mas não adiantava, pois quando ela via o meu número de celular, ou prefixo de Mauá, não atendia ao telefone.
    A minha situação não está boa aqui na prisão. Devido ao câncer que tenho no estômago, estou defecando sangue, e sinto muitas dores.
    Não vou agüentar muito tempo por aqui. Se é para sair “vitorioso” daqui, vou me suicidar, e sair daqui com um pouco mais de dignidade.
    A embaixada japonesa vai ser acionada, e vai saber que um cidadão japonês foi injustiçado.
    Agora talvez com a minha morte, a imprensa vai querer me ajudar (dá BOPE né).
    Se quiserem entrar em contato com parentes e amigos meus:
    – Valdelice da Silva Nishino (minha mãe):
    (81) 3524-0468 ou (81) 8135-4463

    Michelle Yoshico Nishino (minha irmã):
    (81)81 26 24 76

    – Cláudio Marino e Eunice Marino (padrinhos):
    (11)4972-1613

    – João Alves Fraga (vizinho que testemunhou a mãe da minha filha me ameaçando ao telefone):

    -Catarino (compadre/amigo):
    (11) 2818-1828

    Michel Masaichi Nishino

    Rio Claro 28/11/2008

    Cris:
    Espero que ao receber esta,não confunda as coisas. Eu amei muito você ,e apesar de ter passado mais de um ano,ainda continuo com você no meu coração.
    Acho que você já entendeu que não estou lutando mais por você. Mesmo que algo tocasse no seu coração,e você me desse uma segunda chance,eu é que não iria te querer mais.Já sofri o suficiente,e mesmo ainda te amando,ignoraria meu próprio coração,e lhe diria um não! Quando desembarquei em 19 de julho deste ano,vim apenas conhecer a pequena Harume,e nada mais
    .Foi difícil e passei quase um mês pedindo aos outros que ligasse para você,para que ao menos me desse uma foto da nenê. Quando com muita dificuldade consegui falar com você ao telefone, me disse que primeiro fizesse algo pela nenê. Eu estive aqui 2 vezes,quiz dar ajuda mas você não aceitou lembra?
    Mas mesmo assim,levei o dinheiro que você me pediu,e as roupinhas que comprei com muita dificuldade,pois nunca comprei roupinhas de criança. Depois foi o maior sacrifício para entregar . Eu sugeri a Delegacia De Polícia de Rio Grande Da Serra ou o Conselho Tutelar,mas você me falou que se eu fosse lá seria preso ,pois o delegado tinha um mandado de prisão contra minha pessoa.Então sugeri o posto da Polícia Militar de Ribeirão Pires(perto dos Correios),e foi lá que encontrei e entreguei o dinheiro e as coisas para sua mãe.
    Nou outro dia quando você e a dona Isabel me trouxeram a nenê para que eu a conhecesse,eu falei para você que eu partiria logo, e que vim com pouquíssimo dinheiro.Porque você me prometeu isso ,e no dia do meu embarque(22 de julho),começou a fazer maudade comigo? Porque fez com que eu perdesse minha passagem Yumi?
    Gostaria de partir o mais rápido possível ao Japão.Mas antes gostaria de ver a neném.Gostaria que você fosse mais humana,e considerasse o seguinte:
    – Estive no Brasil,em menos de um ano ,3 vezes, e nos próximos anos não terei condições de volta,pois fui a falência !Agora em fevereiro minha mãe tirou um empréstimo do INSS para que eu voltasse ao Japão. Estou devendo a minha mãe.

    -Que o dinheiro de pagar advogado seja dado a nenê.
    -Que você tenha piedade,e saiba que não ando bem de saúde.Eu pretendo nunca mais retornar ao Brasil. A neném sempre vai ser sua.
    Eu não tenho muito tempo de vida,e estou feliz por isso.
    Deixe-me ir embora em paz , e fique em paz !
    Sem mais :
    Michel M. N

    Iwata 16/02/2008

    Cris:

    -Apesar de não acreditar mais em Deus,por força de expressão,peço-lhe “que pelo amor de Deus”,leia esta carta até o fim !

    Deixei de acreditar em Deus desde o dia 27 de agosto de 2007,quando eu estava voltando para o Japão, no Aeroporto Internacional de Guarulhos,e perdi as esperanças de voltar com a mulher que amo !

    Quando saimos de Irino que fomos morar em Iwata ,você se modificou muito.Você se irritava por tudo.Estávamos na dúvida se você estava grávida ou não.Ao ver teu comportamento eu também ficava estressado.Além do mais você havia me dito que se estivesse grávida,eu teria que “dar um jeito”,pois queria abortar.Você sabe que eu não concordo com aborto ,e tudo o que eu mais queria era ter um filho(a) com você!E você sabia que eu te amava muito!.Como você acha que andava minha cabeça Yumi?Cometi um erro que vou sofrer pelo resto da minha vida, que foi ter batido em você.Hoje você fala para os outros que me deu uma segunda chance,mas na verdade sabemos que não foi assim.Eu telefonei para a tua irmã Lilian,pedindo ajuda,e falei para ela que se você não voltasse para casa eu não te ajudaria em nada.Daí sob pressão você voltou.Mas voltou querendo me enganar.Voltou querendo regressar imediatamente ao Brasil.Realmente eu não menti.Eu falei para minha mãe enviar não só as passagens,mas também um dinheiro “extra”,pois estávamos sem dinheiro,e a empreiteira Iwarex não iria me fazer vale,pois devido ao meu desespero(sem você em casa),faltei 2 dias no trabalho depois do feriado.

    Depois mudei de idéia,e decidi não mexer na minha conta no Brasil.Arranjei um emprego que me pagaria bem,e segundo meus planos estariamos no Brasil em 1 mês ou 1 mês e meio.Menti para você falando que iriamos para a empreiteira Kosai (onde tua irmã Lumi trabalha). Foi outro erro meu!Você ficou braba,incontrolável na cidade deYamagata,e acabei por agredir você novamente.Destruí seu passaporte e sua carteira de estrangeira…

    Princesa,não quero me justificar,mas acho que se desde o início você tivesse jogado limpo comigo,sentado,converssado,nada disso teria acontecido.Lembra que eu implorava para você,cheguei até mesmo chorar perguntando para você o que estava acontecendo?Aos invés de converssar,você brigava e me humilhava!Teu mau Yumi,é que você não sabe converssar.Ao regressar de Yamagata,sem dinheiro para procurar outro emprego,foi difícil,mas conssegui 2 empregos.Foi o dia que você saiu de casa para nunca mais voltar!No final do dia,não fui porque fiquei esperando por você!Perdi meu emprego.Fiquei por quase duas semanas esperando por você naquele local.Você nem sequer levou as roupas íntimas. Fiquei moreno de tanto tomar sol dando voltas em redor do nosso apartamento.A empreiteira Iwarex mudou o código da porta,e tive que quebrar o vidro da janela de trás para poder entrar e dormir.O dinheiro que minha mãe enviou entrou na conta,mas só entrou 40mil ienes.Fui na lan house,e tua irmã Lumi me enganou,falando que você estava num abrigo para mulheres que sofrem maus tratos do marido em Guma-ken.Como louco,desesperado,fui de shinkansen até Guma(Oizumi).Andei muito procurando você por lá.Até que acabou o dinheiro.Fiquei sabendo que lá em Maebashi tinha um abrigo para mulheres,e pedi ao pessoal da estação que me deixassem viajar,pois eu estava sem dinheiro.Tinha um rapaz dentro do trem,com aparência de estrangeiro (era francês),viu que eu não passava bem(eu não comia há 2 dias),me deu umas moedinhas , e eu comprei pão.Na cidade de Maebashi,fui até o abrigo de mulheres,mas

    você não estava lá.Você sabe que durante o final do mês de maio já faz calor,mas a noite é frio.Dormi dentro de uma máquina de tirar fotos na estação de trem.Como estava frio!Eu estava tranquilo pois faltava dois dias para minha irmã Vanessa Akeme chegar ao Japão,e ela portava o dinheiro correspondente a minha passagem aérea e a sua.Mas a Vanessa estava ligando no antigo celular.Daí eu me dei mau!Aproveitei umas moedinhas que eu tinha ,e telefonei para a Igreja católica,e um rapaz me retornou no celular de cartão.Recebi abrigo por duas semanas na Igreja católica de Maebashi.Lá eu Recebia alimento e dormia,faltando apenas o banho.Pedi ao padre para ligar ao Brasil,e falei com minha mãe.Daí passei o número do celular correto,e uns dias depois a minha irmã fez contato.Mas a Vanessa com apenas 2 semanas no Japão,não sabia se locomover,pegar trem etc,não tendo como me entregar o dinheiro.Pedi ao padre o dinheiro emprestado para ir até minha irmã Vanessa,porém

    negado foi o pedido.Daí fui na igreja dos mormons e eles me emprestaram.Fui a casa da minha irmã Vanessa,e ela tomou um susto!

    Depois de 10 anos sem me ver,me viu todo encardido,cheirando mau(um verdadeiro mendingo)! Nos abraçamos e choramos muito.Ela estava dividindo residência com outra moça,e não pude ficar lá.

    Como a companhia telefonica me enviou o endereço onde você estava,peguei um shinkansen,e fui até Aino Higashi.Chegando lá toquei várias vezes a campanhia,mas você olhava pela fechadura e não atendia.Toquei fogo nun papel para ver se você saia…

    Que palhaçada Yumi! Ninguém é obrigado a viver com ninguém!Mas custava você sentar e converssar comigo como gente civilizada faz?

    Resultado disso foi mais sofrimento!Você grávida,perdeu o emprego,e eu no outro dia inventei de comprar uma motinha 50cc,porque estava gastando muito com passagem(procurando você),e fui preso !Logo eu que morei 10 anos direto no Japão,apenas juntando meu dinheiro,e nunca fiz nada de errado!Sempre critiquei quem dirigia sem habilitação!Passei 9 dias preso.A noite na delegacia de Iwata,os policiais falaram para ligar para algum amigo ou parente, mas como não tenho lá “amigos”,liguei para a pessoa que mais amo nesse mundo : você!E você na maior frieza do mundo,falou para mim seguir minha vida,e que tinha tirado nosso bebê!No outro dia saiu a ordem de prisão e fui algemado como bandido!Fiquei com 2 japoneses na cela:um ladrão,e outro drogado!Cigarro só 2 por dia.Arroz branco e misoshiro!Passei 9 dias lá,e tive que pagar 180mil de fiança para sair.Procurei você em Daito,no Leo Palace, e quase fui preso mais uma vez!Daí fui te procurar em Mie-ken Suzuka-shi,eu desconfiava que você estava em uma creche,pois ouvia ao telefone barulho de crianças.

    Depois fui a Toyohashi,pois tinha certeza que você estava em Aichi-ken.

    Quando fui me apresentar em Kakegawa,fui preso por invadir uma igreja te procurando(7de julho),um dia depois do seu aniverssário!Foi a igreja Assembléia de Deus em Takaoka(irmã Edna).Os policiais queriam saber como eu sem trabalhar quase 2 meses,tinha 200mil na conta bancária,e até eles converssarem com minha mãe no Brasil, e ela provar que tinha transferido esse dinheiro para minha conta,fiquei mais 15 dias preso!Paguei mais 180mil de fiança,ficando apenas com 20mil,tendo que pedir a minha mãe outra remessa!Fiquei dormindo nos banquinhos da piscina(perto da casa da tua irmã Lumi).A noite tem muito pernilongo,daí eu ia dormir no banco de madeira do supermercado Okano.Passei 2 semanas nessa situação.Pedi ajuda dos outro(pedi esmolas),pois sujo,sem tomar banho,apesar de falar japonês,nessa situação nem arubaito(bico) eu consseguia!

    Foi quando combinei com a Lumi de dar o dinheiro da tua passagem para ela.Dei aquele cartão do correio ,que agente usava para as despesas de casa para ela.Mas quando recebi o dinheiro,mudei de idéia.Eu pensei o seguinte:

    -Eu amava você,queria ter a oportunidade de pedir perdão pessoalmente(coisa que você não me deu),e queria entregar o dinheiro pessoalmente para você!

    OBS:

    -Quando o dinheiro entrou na minha conta,era dia3de agosto de 2007.

    Você estava chegando ao Brasil,e eu dormindo nos banquinhos do Okano!

    Você mentiu para a Igreja,falou que eu tinha te abandonado grávida,e fugi para o Brasil!

    Viajei ao Brasil dia 04 de agosto.Antes de ir,fui a casa do vizinho que morava no andar de cima,onde guardei alguns objetos de valor meu e seu,inclusive meu computador. O sem vergonha do vizinho fugiu para o Brasil levando tudo !Eu trabalhei por quase 10 anos no Japão e nunca fiquei sem emprego!Quitei quase toda tua passagem aérea.Compreendi você,como nenhuma das tuas irmãs te compreenderam,pois elas acham que

    você é preguiçosa! Eu sei que você é trabalhadeira.O problema é que você não se adaptou ao trabalho no Japão.Por isso fiz você dona de casa,e te dava vida de princesa!Tua vida era na IPC TV e no computador!Que gênio ruim você tem!Saiu de casa sem dinheiro,e sem mesmo levar as roupas íntimas.Cheguei no Brasil em 06/08/2007,dormi num hotel em Guarulhos,e no dia seguinte fui a tua cidade(Rio Grande da Serra).Por ironia do destino peguei o mesmo taxista que foi te pegar no aeroporto 2 dias antes(Carlinhos).Encontrei você no meio do caminho,quando você colocava a Rebeca na perua escolar,e a Mayumi acompnhava você.Depois de quase 2meses e meio,vi você por menos de 5 minutos.Você fez a maior confusão,e ameaçou jogar uma pedra em cima de mim.O taxista me levou para um lugar chamado Trevo,onde me hospedei(pousada de caminhoneiro).No dia seguinte comprei o carrinho do bebê e mandei entregar na casa da tua mãe(tua casa).Feito isso fui a Pernambuco na casa da minha mãe,onde fiquei uns 19 dias.Em um dos telefonemas que te fiz você me falou que se eu quizesse enviar o dinheiro da ultrassonografia eu poderia enviar.Como vi que seria impossível uma reconciliação com você,resolvi retomar minha vida no Japão.Dia 27/08/2007peguei um vôo domèstico para Guarulhos,e de la partiria para o Japão.Como teria muito tempo no aeroporto,umas 6 horas de espera mais ou menos,liguei para você e falei que estava no aeroporto,e que poderia entregar o dinheiro da ultrassonografia pessoalmente.

    Mas você ficou irritada e falou que não queria ver minha cara de jeito nenhum.E que pegasse o dinheiro da ultrassonografia e enfiasse naquele lugar!Você sabe que eu te amo,e que sempre desejei muito esse neném,que sabemos muito bem que não foi acidente biológico,foi programadopor nós!Você pedia que eu te engravidasse lembra?Era importante para mim ver a tua barriguinha saber como estava tua gravidez…Yumi,ninguém é obrigado a viver com ninguém.Mas eu tinha muito a te falar.Foram quase 3 meses te procurando no Japão.Eu ligava,e você desligava o telefone na minha cara,não me dando a chance de falar,de pedir perdão pelo que te fiz.Sei que errei,mas tudo o que eu queria é que você esquecesse esse maldito mês de maio de 2007,e olhasse para trás ou seja?

    -Quem eu fui para você,como eu tratava você,como eu cuidava de você!

    Eu nunca fui um homem violento.Não uso drogas e praticamente não tomo bebidas alcoólicas.Eu estava me esforçando para voltar ao Brasil em agosto com você de cabeça erguida.Apenas gostaria que você analizasse o “porque”,nossas vidas mudaram em apenas uma semana!Viviamos bem,eu te amava(ainda te amo muito).

    Por ironia do destino ,voltei para Iwata,lugar onde perdi você,onde muito penei.Não fiquei bem.Trabalhei menos de 3meses,e retornei ao Brasil dia 18/11/2007.Ganhei um bom dinheiro e compraria a passagem ida e volta.Mas como estava devendo imposto residencial,a prefeitura de Anjo tirou dinheiro da minha conta.Só comprei passagem de ida e cheguei ao Brasil com pouquíssimo dinheiro.Dessa vez fui para ver minha filha que nasceria entre o final mês de dezembro,ou começo de janeiro.Ao chegar no Brasil,fiquei na casa de um amigo meu por uma semana.Eu estava pensando em uma forma de ver você.Fui a casa da minha madrinha em Santo André (24/11/2007),no caminho comprei um buquê de rosas vermelhas para ver se agradava tua mãe(dona Isabel),e enviei.Faltava um mês para o natal,quando tomei coragem de ir na casa da tua mãe.Minha madrinha ficou orando em casa para ver se dava tudo certo…Em Rio Grande da Serra peguei novamente o taxista que foi pegar você no aeroporto(Carlinhos).Quando o taxi parou na porta da casa da tua mãe,fiquei emocionado!Vi você pelo vidro fumê do taxi.Você estava linda!Um barrigão…Pedi ao taxista que chamasse você,mas você veio fazendo briga,abriu a porta do carro ,e por pouco não me machucou com uma enxada.Você gritou para sua mãe chamar a polícia (viatura),e eu falei para o taxista tocar para Ribeirão Pires…Regressei para a casa da minha madrinha onde fiquei até o natal.Justamente o natal que é uma data onde as pessoas se reveêm,se perdoam,e que eu tinha esperança de você ao menos converssar comigo,novamente fui machucado.Meu dinheiro acabou e tive que pedir ajuda da minha mãe.Minha mãe veio a casa da minha madrinha em 07de janeiro de 2008.Ela me deu 2 opções?

    -Ou eu voltava para Pernambuco com ela,ou voltava para o Japão.

    Preferi a opção de voltar para o Japão,pois no Japão faço dinheiro rápido né!Com a ajuda da Silvia Hirano(que enviou você ao Japão),deixei a passagem entre aberta por um mês.Mamãe penssou que eu tinha embarcado logo(risos).No dia que fui levar minha mãe para o aeroporto ,na volta ,acessei a internet no subsolo da estação de Santo André,entrei no Okurt ,e tua irmã Lumi deixou a seguinte menssagem no Okurt da minha irmã Michelly?

    ”Fiquei sabendo que tua mãe esteve em São Paulo,e ela nem veio ver a neta.Nasceu dia 03de janeiro.È a cara do canalha,mas não vai levar o nome dele!O nome é Regina Harume Kaneda.”

    Apesar da menssagem ofenssiva ,fiquei emocionado,e queria ver minha filha de todo jeito.Fui até a Mecanel ,onde teu compadre Catarino trabalha ,e ele também não estava sabendo.De Guapituba tentei telefonar várias vezes mas você não atendia!Foi num telefone público de Santo André que você atendeu! Ouvi o chorinho dela ao telefone.Mas você falou pra mim procurar meus direitos,e que não deixaria eu ver minha neném.Saí da casa do meu padrinho,e fui para uma pensão no centro de Santo André.Como sofri.Passava em frente a lojas de roupinhas para bebês e tinha vontade de comprar coisas para minha filha.Passei em frente a casaTokyo e tinha brinquinhos para recém nascidas.Eu tinha vontade de comprar,mas não tinha como entregar.Tinha medo também,porque você falou para umas das pessoas (entre tantas) que paguei para tentar converssar com você,que tocaria fogo em qualquer presente meu que chegasse em tua casa!

    Procurei vários advogados,mas todos me deram um prazo mínimo de 4a6meses para consseguir uma liminar que me desse direito a ver e registrar a neném.Eu só tinha um mês para viajar,ou perderia a passagem aérea para o Japão.Pedi ajuda para um monte de gente entre elas?Maria Padilha (Conselho Tutelar de Rio Grande da Serra),Maria do Carmo(aquela senhora de 62 anos de idade,esposa do japonês que você maltratou).Amulher do Conselho Tutelar de Ribeirão Pires,propôs a você,que se você tivesse medo de mim,que marcasse um encontro comigo e elas na delegacia de polícia,mas que não deixasse eu viajar sem ver a neném e você se negou!

    Lutei até o dia 13 de fevereiro de 2008(dia do meu embarque).Fui até a tua casa,05?30da manhã,paguei taxi,e sua mãe me chotou de lá como se eu fosse marginal!

    Sem dinheiro (torrei tudo que eu tinha,amando uma pessoa que não merece),voltei ao Japão.

    Mas não pense que desisti de ver minha neném.Ela tem pai,e um pai que a ama muito. Voltarei o mais rápido possível para resolver.

    Peço a voce Yumi que tenha piedade de mim.Eu cometi um erro.

    Machuquei você,mas você já se vingou.Me derrubou no chão.O que você quer mais Cris?Eu perdi a mulher que mais amei na minha vida.Uma mulher honesta,boa filha,boa mãe…

    Eu fui mau,errado,perdi todas as minhas economias correndo atrás de você.Economias que eu pretendia,como você sabe,construir uma família você,Mayumi,Rebeca,Harume.

    Peço-lhe Cris,que ao regressar ao Brasil,não me deixe gastar dinheiro a toa com advogado.O dinheiro de gastar com advogado,que seja dado a neném.Peço a você o meu direito de pai. Já fui derrotado.Não judie mais de mim.

    Fala pra dona Isabel,Lilian e Lumi,que peço perdão por todas as ofensas que cometi.

    Sei que não é importante para você…Mas eu ainda te amo muito!

    Michel Masaichi Nishino

    29/032008

    Irino

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