Gangue Fardada

Gangue Fardada

Por: Carlos Evangelista

Comando da Guarda

Qual diferença pode haver entre o terror de uma torcida organizada, nos moldes do que vemos hoje nos estádios de no nosso país, e a perversa sensação de medo e impotência que nos causa a guarda municipal de nossa cidade? Não há diferença! Pois entre os muitos rostos sem nome das uniformizadas torcidas dos clubes que se impõem pela violência e os vários rostos de uniformes azuis, brancos e pretos, e também agora verdes dos nossos guardas municipais existe uma similaridade mórbida para nós transeuntes e motoristas: o pavor de nos deparar com um desses grupos.

Sem tarjetas de identificação na sua grande maioria, os guardas municipais aparecem como sendo protetores do patrimônio público municipal e organizadores do nosso trânsito. Mas com suas canetas e bloquetes de anotações e até mesmo anotando em suas próprias mãos, as placas de nossos carros, dentro de uma cidade cujo trânsito está encharcado pelo aumento populacional. O que temos visto é uma a categoria que tem tido um reforço em seus contracheques na base da ameaça de multas sistemáticas e na moeda de troca de favores para com alguns comerciantes da cidade. Uns poucos abnegados respeitadores e defensores da ética no trato da coisa pública podem até ser encontrados, mas são tão raros que parecem em extinção no município.

É evidente que uma crítica dessas não surge do nada. Sou habilitado há cerca de vinte anos e meu prontuário do DETRAN-PE pode respaldar minha forma de conduzir, ainda assim fui multado nesta sexta feira 11.12.09, enquanto parado dentro do carro, pois não tinha como sair de onde estava, com um ônibus atrás de mim e um carro na minha frente, estacionado em frente à casa de seu proprietário, na Marques do Herval, próximo aquele trecho conturbado do Mauriti e do Bairro de São Francisco, na hora do rush (entre 11:00h e 12:00h) e com o agente municipal  vociferando que eu atrapalhava o trânsito. Ele anotou a placa do carro em que estava, na própria mão, informou ao motorista da viatura em que estava e sem me dar atenção para ao menos ver se eu estava estacionado ou não, ou saindo do local e/ou porque eu estava naquela incômoda situação de trânsito. Apareceu do nada, copiou a placa entrou no veículo e saiu em disparada pelo Mauriti em direção à cohab. Nem a placa da viatura deu tempo de anotar, pois pareciam bandidos fugindo com o fruto do roubo. Os moradores daquela localidade ficaram e estão ali indignados com esses elementos.  E se alguém consultá-los podem ter certeza que dirão o que se passa naquela verdadeira mina de dinheiro para esses guardas. Pois aquele pedaço de rua abriga também um mercadinho que eventualmente tem de ser abastecido por caminhões que fecham as entradas das casas e até de pequenas ruas paralelas a Marques do Herval, entre outros problemas que se vê entre outros pontos estratégicos de nossa cidade. Proximidade de bancos, comércios, casas lotéricas, são constantes.

Sempre presenciei cenas lamentáveis dessa despreparada guarda, amparada em uma pseudo autoridade imaginária, institucionalizada pelo prefeito e travestida nas suas fardas e viaturas que circulam em locais estratégicos da cidade com o único e infeliz propósito: o de usurpação. Já ouvi em rádios daqui e de Jaboatão algumas pessoas reclamando e criticando sobre essas verdadeiras gangues fardadas, mas o que ouvimos como contra-argumentação, são defesas insipientes e politiqueiras de alguns secretários ou de representantes dessa administração que tem demonstrado verdadeiro descaso ante essa insatisfação da população. Alegando apenas que o município capacitou os guardas e eles estão aí para servir.

Gostaria que os vereadores ou alguma ONG dessas pudesse fazer uma pesquisa para verificar como a população do cabo se sente com relação à nossa guarda municipal. Gostaria que a Prefeitura tivesse a transparência e a capacidade que só os justos têm, de fazer um mea culpa diante das arbitrariedades dessa corja institucionalizada e que abrisse canais de comunicação reais e efetivos e não uma corregedoria falaciana que só faz algo quando a mídia interfere como no caso recente de um sociólogo agredido.

Escrevo e me identifico em meu manifesto, pois desejo uma resposta plausível para uma pergunta simples: Quando um cidadão dirigindo um veículo automotivo nesta cidade, poderá se sentir seguro e poderá identificar em sua defesa, ao menos o nome, do agente municipal que tenta usurpá-lo do seu direito de ir e vir?

* Pesquisei na Internet e no site da prefeitura, o Estatuto da guarda Municipal, mas não encontrei disponibilizada a lei municipal nº. 1886-00 que trata da criação dessa guarda. Gostaria que os vereadores pudesse me enviar.

Agradecido Senhores vereadores se meu pedido for atendido, embora triste com essa cidade a que tanto amo.

Espero um contato de vossas excelências.

Carlos Evangelista.

Comments
2 Responses to “Gangue Fardada”
  1. Luna disse:

    Vamos andar na linha porque o trânsito do Cabo está caótico devido aos condutores imprudentes e negligentes fazendo parte da família da gangue automotiva.

  2. luiz disse:

    na rua 55 os pedestre tem que desviar dos carros que ficam em cima da calçada
    isto e uma vergonha se voçe anda de carro e pega uma rua do centro tem varios policiais conversando vamos dar uma olhada nos bairros pessoal

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