Cabo: Governo Oposição e o Povão?

Cabo: Governo, Oposição e o Povão?

Por: José Luis Sobrinho

O Cabo de Santo Agostinho está diante da melhor oportunidade de desenvolvimento da sua história. É possível, agora, mais do que nunca, encararmos de frente as grandes demandas do nosso povo: trabalho, saúde, educação, habitabilidade, cultura e uma gestão pública ética, democrática, eficiente com participação cidadã e controle social. Recursos financeiros existem, a receita do município não pára de crescer, são fortes os investimentos e incentivos, estaduais e federais, por meio de projetos, programas e linhas de créditos especiais através dos bancos públicos federais.

SUAPE está de vento em polpa, a partir de grandes projetos como: Refinaria de Petróleo, Estaleiro e o Pólo Petroquímico. O impacto desses empreendimentos se estende sobre o nosso município que tem a maior parte do território de SUAPE, onde estão estaladas e em funcionamento dezenas de empresas e outras tantas em processo de implementação, na parte de SUAPE e em torno das rodovias. É também constante a chegada de novas empresas na área de comércio e prestação de serviços em nossa cidade. Empresários locais arregaçaram as mangas e aos trancos e barrancos implantaram o Shopping Costa Dourada, do outro lado, está em andamento o Complexo Turístico e Imobiliário de Luxo na praia do Paiva. A movimentação é grande na BR 101 e na PE 60, o trânsito é intenso e não pára muita gente chegando para disputar um emprego de várias regiões do país e até do exterior. Já dá para ter uma idéia das mudanças que estão em andamento e dos impactos positivos e negativos deste crescimento deslocado do preparo atual da nossa população.

Por falar em população, acho que nos aproximamos de 200 mil habitantes, precisamos defender e promover com mais força e competência os interesses dessa gente, do nosso patrimônio natural, histórico e da nossa extraordinária riqueza cultural. SUAPE está concluindo um novo plano diretor intitulado SUAPE GLOBAL e o nosso “SUAPE GLOBAL” chama-se Cabo de Santo Agostinho. Imagine você em 2016, quando todos esses grandes empreendimentos estiverem operando e junto com eles uma teia imensa de outros empreendimentos gerando trabalho e construindo riquezas. Pernambuco atingirá um Produto Interno Bruto – PIB, de 70 bilhões de reais, segundo a economista Tânia Barcelar. Nosso Estado vai crescer mais do que o Brasil e a região estratégica de SUAPE, onde estamos, vai crescer mais do que Pernambuco. Desejamos que este crescimento fosse sustentável, com trabalho descente e que a riqueza possa ser compartilhada por todos, pois crescimento por si só não garante melhor qualidade de vida para a sociedade e é aí que entra em cena a Política, Governo, Oposição e nós, cidadãos, eleitores, eu, você.

Vamos refletir: diante de tudo isso qual é o nosso sonho?

Nosso projeto?

Vamos aceitar a indiferença em relação à maioria da população?

Será que para o povão qualquer coisa basta?

Qualquer projeto/programa?

Qualquer capacitação ou treinamento?

Para qualquer emprego?

Qualquer atendimento para nossa saúde será que basta?

Será que para o povão qualquer coisa serve para moradia?

Será que para nós, povão, qualquer coisa serve como cultura?

E a política? Há bom!  Na política pública não deve ser também qualquer coisa, qualquer político, qualquer prática de clientela. Na política pública nós somos os patrões, vamos exigir um grau mais elevado de compromisso, de competência, de honestidade e de prática democrática no trato da coisa pública, no atendimento das demandas do povão.

“Acho que é urgente a necessidade de construirmos um projeto de desenvolvimento da sociedade Cabense a altura das oportunidades e dos desafios que estão diante de nós.”

José Luiz Sobrinho

Ex-militante do PT Cabo

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Comments
6 Responses to “Cabo: Governo Oposição e o Povão?”
  1. ana Maria Leitão disse:

    Meu caro José Luis Sobrinho esta sua visão muito enobrece o Portal Cabo, quem vem trazendo este tipo de dialogo benéfico onde nos internautas e o povo do Cabo só tem a ganhar diante desta sua explanação

    O caminho é este mesmo “O QUE QUEREMOS È Á GRANDE SACADA”

    Vamos refletir: diante de tudo isso qual é o nosso sonho?
    Nosso projeto?
    Vamos aceitar a indiferença em relação à maioria da população?
    Será que para o povão qualquer coisa basta?
    Qualquer projeto/programa?
    Qualquer capacitação ou treinamento?
    Para qualquer emprego?
    Qualquer atendimento para nossa saúde será que basta?
    Será que para o povão qualquer coisa serve para moradia?
    Será que para nós, povão, qualquer coisa serve como cultura?

    Agora diante de tudo isso só resta concordar, e quero aqui dizer que só com pessoas novas, um movimento novo, uma política nova, poderemos conduzir o Cabo de Santo Agostinho a este patamar que tanto o povo do cabo merece

    Espero que possamos colocar em pratica estes questionamentos através do MDC ao qual o Portal Cabo vem trabalhando para que isso ocorra.

  2. Viveane Araujo de Pontezinha cabo disse:

    No Cabo, delineia-se um quadro de traição explícita contra o Povo, com a divisão dos grupos político que esteve no poder nos últimos quatros governos municipal, se os mesmo até agora só pleiteia o mesmo fim, que é estar no poder, temos que atinar que é nossa a responsabilidades destas cabeças pensantes fazer esta conscientização da sociedade Cabence, como um todo, através de um movimento novo do qual li a proposta apresentado pelo nosso amigo Moura acha muito interessante a proposta em si do MDC

    E foi através deste dialogo proposto aqui no Portal Cabo, que me deparo com este questionamento de José Luis Sobrinho, que foi muito feliz no seus questionamento, abeirando-se da mais pura realidade do que queremos para o Cabo.

    Sei que a luta pode ser grande, mas a batalha é nobre e já começa a balancear as bases deste dois grupo que existem em nosso Município falo isso pois já via vários comentários sobre este movimento que esta acontecendo neste espaço Democrático chamado Portal Cabo um nome bem escolhido estrategicamente que até a oposição buscou criar um semelhante mas o que vemos lá são só firulas de uma oposição que quer aparecer e não construir espero que diante deste questionamentos os mesmo comecem a criar algo de concreto e o MDC estará de braços aberto para receber a todos desde que respeite um único principio básico “Amar ao próximo como a ti mesmo” não preciso dizer mais.

  3. biro de Pirapama disse:

    O amigo luis esta certo em seus questionamento mas faltou algo primordial que trago para voceis analizar

    “Basta de corrupção!”: nota da CNBB
    Nós, bispos membros do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSEP), reunidos em Brasília, na sede da CNBB, em 10 de dezembro de 2009, em vista de nossa missão de promover a ética e a fraternidade no concerto social, exigimos que seja dado um basta à vergonhosa situação de corrupção em nosso país.

    O Dia Mundial de Luta contra a Corrupção, comemorado ontem, nos faz olhar para o Brasil, onde grande número de cidadãos eleitores tem sido traído por aqueles que foram eleitos, dadas as suas atitudes ilícitas no trato da coisa pública. Nas esferas nacional, estadual e municipal, bem como nas três instâncias dos poderes do Estado Brasileiro, os Executivos, Legislativos e Judiciários, o que temos continuamente são as escandalosas situações de corrupção, como se vê hoje no Distrito Federal, em que agentes públicos, eleitos para promover o bem comum, são descobertos repartindo o fruto de seu crime. Causa-nos repulsa ainda mais quando tais pessoas unem-se numa blasfêmia em forma de oração como a pedir que Deus lhes seja companheiro no roubo praticado.

    A consciência cidadã não permite calar e deixar a corrupção corroer e minar as estruturas sociais. A impunidade causa desânimo e ao mesmo tempo torna-se agente provocador de grandes injustiças. Por isso mesmo, consideramos pertinente toda manifestação dessa mesma consciência, desde que feita na ordem e no respeito ao patrimônio público, e repudiamos qualquer violência do Estado sobre ela.

    Os que buscam o exercício de cargos públicos, eleitos ou não, devem fazê-lo com uma profunda consciência cidadã, para a qual o exercício do poder, qualquer que seja, deve se traduzir num real serviço ao bem comum. A corrupção deturpa a democracia que tem no povo o princípio do Poder. E não nos esqueçamos dos que promovem os atos de corrupção através do poder econômico. Daí se exigirem providências enérgicas, medidas saneadoras, e uma legislação que puna exemplarmente todos os implicados em tais atos. Como nos diz o profeta, “sem punição não te posso deixar” (Jr 16,28).

    Para acabar com a impunidade, uma das ações eficazes é o aprimoramento da legislação. E o momento presente pede urgência! Por isso mesmo, lembramos os mais de 1.500.000 eleitores que protocolaram no Congresso Nacional o Projeto de Lei popularmente denominado “Ficha Limpa”. Através deste exigem a mudança na legislação a fim de que seja impossibilitada a eleição dos condenados em primeira instância por crimes graves, e de tornar inelegível a quem renuncia ao cargo para não ser cassado. Insistimos na urgência para a votação do citado Projeto de Lei pelo Congresso.

    Rogamos a Deus que ilumine os políticos para que sejam fiéis ao mandato, na firmeza da atuação pela causa do bem comum, a serviço da Nação brasileira.

    Brasília-DF, 10 de dezembro de 2009

    Dom Geraldo Lyrio Rocha

    Arcebispo de Mariana Presidente da CNBB

    Dom Luiz Soares Vieira

    Arcebispo de Manaus Vice-Presidente da CNBB

    Dom Dimas Lara Barbosa

    Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro Secretário-Geral da CNBB

  4. biro de Pirapama disse:

    Vereadores desprezam o combate à corrupção isto é so para lembrar

    Instituições de controle dos gastos públicos estimulam o aumento da fiscalização

    O Dia Internacional de Combate à Corrupção foi lembrado ontem no estado, com uma proposta audaciosa do Fórum Permanente de Combate à Corrupção (FPCC): fazer dos vereadores, juntamente com membros da sociedade organizada, agentes fiscalizadores da administração pública.

    Como representantes do povo em contato direto com a população, os parlamentares municipais podem se tornar fontes de informação sobre a aplicação do dinheiro público. De olho nisso, o Fórum abriu os eventos do dia com um seminário voltado especialmente para os vereadores de 50 câmaras convidadas de todas as regiões do estado. Porém, entre as cerca de 50 pessoas que participaram do evento, menos de 20 eram parlamentares, a maioria dirigentes da União de Vereadores de Pernambuco.

    Da Câmara Municipal do Recife, apenas o policial civil licenciado Estéfano Barbosa Menudo (PHS), eleito este ano para seu primeiro mandato de vereador, assinou a ata de presenças. Menudo responde a processos nas esferas administrativa e criminal, acusado de formação de quadrilha, abuso de autoridade e extorsão.

    As ausências não foram só de recifenses. Os parlamentares do Cabo de Santo Agostinho e de Ipojuca, que ganharam destaque nos últimos dias com suspeitas de uso de dinheiro público em viagem luxuosa e loteamento de cargos comissionados, respectivamente, não enviaram nenhum representante.

    Isto demonstra quem são e o que querem

    Agora tem que aver uma nova pergunta a ser feita

    Que tipo de Vereadores que nos queremos?

  5. O maior desafio hoje no Brasil é tirar a população da letargia que se encontra quando o foco é a atual situação política.
    Primeiro porque a maioria que se dispunha a ir às ruas protestar, está devidamente domesticada pelas bolsas, a classe estudantil que sempre foi linha de frente nos atos de protesto esta amordaçada por sua instituição maior a UNE, outrora um baluarte em defesa da cidadania, hoje apenas mais um na folha de pagamento do governo, as instituições fiscalizadoras e mantenedoras dos preceitos institucionais, estão inoperantes pelo fato de; sempre haver num ponto mais alto da escala um empregado bem pago pelo governo.
    Nossa justiça (diga-se de passagem, vergonha de muitos magistrados que se vêm de mãos amarradas pela obrigação de cumprir as leis) muitas distorcidas pelos altos escalões em benefício dos mais bastados ou detentores do poder é incapaz de iniciar e findar o julgamento por corrupção de muitos ladrões (os grandes, claro! “inclusos os políticos resguardados pelo vergonhoso direito a imunidade parlamentar” Os pequenos e pobres, tem passagem de primeira classe em dez minutos para uma penitenciária)
    Mobilizar esta parcela da população que tem conhecimento dos rumos que toma nosso país é tarefa das mais difíceis.
    José Luiz tem razão, temos que nos mobilizar exigir respeito na medida do tamanho de nossa cidade, e de imediato iniciar projeto visando a fiscalização dos recursos públicos e das ações dos que hoje estão no poder.
    Adianto ainda, de imediato, pois os que lá estão vendo que suas vidas políticas estão com os dias contados, pois na próxima campanha a vigilância e o poder arregimentador e divulgador da internete vai promover uma verdadeira caça aos bruxos para não dizer aos ratos e vendo-se em risco procurarão prover seus bolsos muito mais ainda (fazer o pezinho de meião. Quando político rouba não dá nas meias).
    Iniciar mobilizações e esclarecimento em massa para execrar do nosso mundo político (nosso, do Cabo) todos os políticos envolvidos em maracuatáias, e começar a discutir um plano pró Cabo nas áreas de segurança. Infraestrutura, política, educação, transporte e saúde para colocação em prática a médio e longo prazos tendo como ponto de partida a fiscalização dos recursos públicos e a conclusão dos processos em curso contra todos os políticos envolvidos e constante divulgação de seus nomes e razões dos processos.
    O Futuro do Cabo depende exclusivamente das ações postas em prática por seus cidadãos hoje, principalmente visando a limpeza política.

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