Falando em carnaval!

Falando em carnaval!

Por: Alberto Figueiredo

Moura visto o julgamento do carnaval do Cabo neste site que leva informação de primeira (sem partidarismos), pois é assim que deve ser a imprensa e informar, elogiar ou criticar quando é o caso e não apadrinhar A ou B, comungo da opinião de Carlos e peço ao amigo que mesmo depois de passado o período carnavalesco que a medida do possível abra espaço para que os blocos que heroicamente foram às ruas e levaram a animação ao povo cabense possam mostrar como foram seus desfiles e a força que cada um tem em suas comunidades, quem sabe as autoridades culturais passem a ver sem vendas.

Fui a uma reunião onde estavam vários presidentes de blocos, o secretário Fernando Muniz, Rinaldo, e o Coronel Gadelha, da PMPE, a quem o Cabo e Pernambuco devem os maiores elogios.

Nesta reunião ouvi um questionamento do Dr. Fernando sobre o Cabo não ter produtos para vender compartilho seu pensamento mais uma coisa é certa, para se vender alguma coisa antes se tem que comprar ou criar e mesmo o artista que cria, gasta tinta e tela.

Ele informou que ano passado uma empresa X financiou R$40.000,00 para o carnaval de Olinda e neste, cinco ou vezes este valor, sabem por quê? Perguntou ele; Olinda tem o que vender.

Para se chegar a ter o que vender todo carnaval e todas as festas do Cabo têm que ser repensadas, estruturadas e receber investimento, começando por uma rígida identificação de grupos, entidades que possam receber apoio e dar resultados.

Há vinte e cinco anos quando cheguei a Pontezinha o São João era maravilhoso, mesmo visto por olhos conhecedores (pois já havia brincado São João em Carpina, Garanhuns, Caruaru, Maceió e outros “e por incrível que pareça o melhor deles vivi em Araçoiaba, quando o pessoal da cultura do lugar espalhou dezenas de palhoções em pontos estratégicos, nada de luxo palhoções, uma sanfona, um triângulo e zabumba”), e deixando mesmo com algumas deficiências era de uma animação contagiante.

Em vários pontos quadrilhas eram ensaiadas dando início a uma rivalidade construtiva e na festa saiam em dias alternados pelas ruas terminando sempre no palanque do coco, mais por onde passavam onde ensaiavam movimentavam a comunidade e dava um ar de interior ao lugar, isto atraia muita gente, para ver além de tudo o Coco de Roda de Pontezinha hoje tão morto e falso como o palanque do Coco, hoje Centro Cultural Mestre Goitá.
Mesmo que o amor ao Coco de roda ainda leve homens a permanecer lutado por sua sobrevivência.

A mesma coisa é o carnaval, nessa época existiam em Pontezinha a Escola de Samba Verde e Branco a de Edo na Rua da Esperança, outros blocos que traziam como destaques filhos da terra que vinham do sul para abrilhantar o carnaval de Pontezinha, morto como o do Cabo por falta de uma estrutura e parcerias. Estas devem começar por quem quando começar a dar frutos encherá as gavetas com dinheiro de impostos deixados pelos visitantes, pela rotatividade comercial, taxas e subsídios, e propagação do nome mais para chegar a isso tem que haver um planejamento a longo prazo, temos quatro meses para o São João boa hora para começar a por em prática um plano de desenvolvimento cultural com apoio das entidades reconhecidamente organizadas e aval financeiro das empresas, que para isto desejarão ver um plano de trabalho eficaz e possível, não apenas há um mês das festas se chegar em suas portas estendendo mãos em busca de esmolas.

A palavra chave Sr. Fernando é parceria, o povo entra com a alegria e o esforço, as empresas que venderão seus produtos e os órgãos governamentais planos de ação e dinheiro em troca o nome de qualquer um dizendo que sua cidade fez a melhor festa de todos os tempos.

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