Plataforma de petróleo made in PE

Plataforma de petróleo made in PE


Pernambuco vai produzir a primeira plataforma para exploração de petróleo no pré-sal. O consórcio Schahin-Tomé irá construir no Complexo Industrial Portuário de Suape o navio-plataforma (FPSO) arrendado pela Petrobras ao consórcio Modec-Schahin para operar no campo de Guará, na Bacia de Santos (SP).
A Modec-Schahin tem um prazo de 24 meses para entregar o navio-plataforma (FPSO). A previsão é a de que as obras já comecem em julho.

O contrato, assinado em janeiro, é de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 2,71 bilhões) e viabiliza a implantação de um segundo estaleiro no estado. A Schahin-Tomé pretende investir R$ 300 milhões no empreendimento, gerando 1,7 mil empregos diretos.

Ontem, no Palácio do Campo das Princesas, o consórcio Schahin-Tomé assinou um memorando de entendimento com o governo do estado para concessão de uma área de 40 hectares em Suape. Além de Pernambuco, estavam no páreo São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo. A previsão é a de que as obras comecem já no mês de julho, com conclusão em setembro de 2011. A Modec-Schahin tem um prazo de 24 meses para entregar a encomenda,a partir de novembro deste ano.

Em Guará, a Petrobras estima a existência de até dois bilhões de barris de óleo leve e gás natural. “Essa é a primeira plataforma que vai operar os recursos do pré-sal. É um sinal de que surge em Suape, de maneira irreversível, um polo de petróleo, gás, naval e offshore que deve ser comemorado por todos os pernambucanos”, disse o governador Eduardo Campos. A Schahin Engenharia, com mais de 40 anos no mercado, já atua em Pernambuco construindo o Hospital Metropolitano Sul Dom Hélder Câmara, no Cabo de Santo Agostinho. A Tomé tem tradição na área de transportes e atua no segmento de óleo e gás desde 2002.

O presidente da Tomé, Carlos Alberto de Oliveira e Silva, e o diretor da Schahin, José Antônio Schwartz deixaram o Palácio sem falar com a imprensa. Em discurso, Schwartz limitou-se a dizer que o consórcio foi bastante assediado por outros estados e que encontrou em Pernambuco o apoio necessário. O empreendimento está sendo beneficiado com os incentivos fiscais do Prodepe (75% de crédito presumido do ICMS por 12 anos, podendo ser renovado por igual período) e do Prodinpe (isenção do ICMS, diferimento do recolhimento do tributo e dispensa de cobrança antecipada do imposto na aquisição de mercadorias, bens e serviços por estaleiros).

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, ressaltou que esse estaleiro não é virtual e, sim, real, uma vez que a encomenda já está contratada. “Estamos caminhando para nos tornarmos o mais importante centro naval do Brasil. Até o final de março outros estaleiros devem anunciar sua opção do Pernambuco, independentemente do resultado da licitação da Petrobras”, disse o secretário. A Petrobras está licitando 28 sondas de perfuração. Pelo menos dois outros estaleiros estariam engatilhados aguardando esse resultado – um do consórcio Alusa/Galvão e outro do grupo paulista Construcap.

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