E Por Falar em Creche

E Por Falar em Creche

Por: Heraldo Ferraz

Pontezinha realmente não é alvo de muita sorte.Nem mesmo aos olhos do Atual Prefeito

Há muito anos existia uma creche – A creche Comunitária de Pontezinha, que por bom tempo serviu à comunidade fazendo seu papel, recebendo subvenções e apoio inclusive do exterior – Projeto financiado por uma entidade alemã que enviava recursos para administração da creche, recursos estes que foram alvo de questionamentos já que nessa época a creche já não cumpria seus objetivos.

As investigações realizadas pelo MP resultaram na extinção da Associação dos Moradores de Pontezinha, e nomeando como fiel depositário o Conselho Social dos Moradores de Pontezinha dirigido por mim (Heraldo Ferraz) e a Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho como litisconsorte ativo.

Passei a ser responsável pela creche que já não recebia subvenções e achei justo e honesto informar á entidade alemã tudo que se passava desde que assumi a direção do patrimônio (creche) o Conselho nunca recebeu subvenção ou doação de entidades nacionais ou internacionais.

Visto procurei inúmeras vezes o serviço social (Na época a secretária Edna Gomes) para juntos reativarmos a creche, a secretaria de ação social ainda chegou a enviar 20 cestas básicas mensalmente para ajudar na manutenção das famílias mais carentes ligadas à entidade mais como adotei um caráter apolítico da entidade, não me curvei as exigências, passei a ser alvo de retaliações.

A creche foi fechada por questão de segurança, sem muro, cercada pelo mato, até cobras foram encontradas tomei para mim a responsabilidade e determinei que só voltasse a receber crianças se houvesse segurança.

Muitos foram os pedidos para que a prefeitura reformasse, revitalizasse e reabrisse a creche tão necessária, nunca foi atendido, exceto uma vez quando fomos recebidos por Edna Gomes e Gilda para tratarem do assunto, a princípio a coisa dava impressão que se tornaria realidade mais a intenção delas era outra, quando percebi o tipo de jogo que estava sendo feito então falei para meu Vice- presidente na época, para que já que não poderiam reformar por ser uma entidade particular, a prefeitura alugasse o prédio e lá colocasse alguma coisa ligada como, CAC – CRAS – Posto médico etc., pois assim com o dinheiro do aluguel o Conselho construiria na área e faria melhorias em sua sede e começaria a construção do muro, visando no futuro voltar a oferecer o serviço tão carente em Pontezinha, de nada adiantaram as explicações e colocações do Conselho à única coisa que seus representantes ouviram foi: Se nós reformarmos tomaremos, (municipalizaremos), pois é lei, disse dona Gilda.

Como ficou mais claro que a intenção das secretarias era tomar o patrimônio do povo (já que a creche tem uma área invejável) Eu e meu vice-presidente batemos o martelo, se for para tomar  o patrimônio do povo de Pontezinha dispensamos qualquer conversa, sabendo que quando se esta no poder se passa por cima de tudo. Assim que chegamos a Pontezinha, convoquei uma sessão extraordinária e por unanimidade a creche passou a ser o Centro Social e Cultural Mestre Zezinho Varelo, em justa homenagem ao verdadeiro precursor do Coco de Roda em Pontezinha, esta simples medida tornou impossível à prefeitura usurpar o patrimônio do povo.

Hoje, ao ver o exemplo pelo que passa a creche da Charnequinha, achamos que agimos certo. O poder público usa estas entidades como palanques eleitorais e isso o Conselho não admite.

Mais para que todos tomem conhecimento, o patrimônio tem uma área de 1.600m² sendo 400m² de área construída. “próximo ao Condomínio de empresas”, portanto área nobre (industrializada) continua pertencendo ao povo e quem sabe com o atual aumento de empresas na área elas não se juntem reformem, ou construam um centro  profissionalizante que lhes proverá de ótimos profissionais e com isso mudem a face de Pontezinha oferecendo mais oportunidades aos seus jovens e construindo uma vizinhança parceira.

Te tudo isso tiramos apenas uma lição, o poder público só ajuda quando vê a possibilidade de retorno com números de votos, nunca pensa em prover a melhoria de vida e oportunidades para uma comunidade.

Sabemos que estamos mantendo o patrimônio e mesmo carregando o peso de não poder tornar todo este patrimônio útil ao povo nunca perderemos a esperança que alguma coisa mude e este espaço venha a servir a comunidade.

Estamos em alerta para evitar outro ataque deste, de qualquer outro governo, ou de quem como já foi tentado tente invadir esta propriedade da comunidade.

Ficamos todos que faziam dessa diretoria muitos chocados na época, com as provas que foram contundentes e expostas explicitamente, esta eram as verdadeiras intenções das secretárias.

Heraldo Ferraz

Comments
2 Responses to “E Por Falar em Creche”
  1. Com uma área destas sendo destruida pelo tempo e pela ação de vândalos empresários e a propria prefeitura poderia intervir buscando a ação do empresáriado junto com o conselho, ou a ACEC, fazer ver aos empresários o bom negócio que seria investir num centro de apredizado para jovens das redondezas.
    Um centro de excelência em soldas, eletroeletrônica, mecânica industrial ou de máquinas pesadas, espaço existe, falta vontade e comprometimento político para com a comunidade e com os jovens.
    Talvez, quem sabe o próprio governo do estado não se interesse em parceria com o conselho dar vida a um espaço tão bem localizado no contexto industrial.
    O importante que que se abram portas, busquem caminhos para que Pontezinha esteja preparada para o crescimento da necessidade de mão de obra qualificada que já bate à porta.
    Parabéns Heraldo por haver mantido o patrimônio do povo de Pontezinha à salvo, sua esperança não é vã, o futuro esta aí, e suas necessidades de adequação também.

  2. jose antonio disse:

    a prefeitura do cabo usa estes artificios,aqui na vila social o prefeito foi claro
    falou que so faria algumha coisa no predio da vila social se municipalizase, mas o predio da associaçao da vila social sempre pertenceu ao gremio esportivo cbense, na epoca presidido por seu luizinho, e que todos que jogaram no gremio tem conhecimento disso, la tinha sinuca, domino, um bar e danceteria, como as atividades esportivas pararam foi cedida a associaçao de moradores que por sinal
    parece que a prefeitura nao repassa a cota de participaçao por que diz que na vila so tem gente da oposiçao, isso e vergonhoso, e quando tem eleiçao parece um campo de guerra, vem varias chapas e vereadores ligados ao prefeito aparecem para
    apoiar uma chapa que e de pessoas ligadas ao prefeito que quando ganham a eleiçao sao abodonados pela gestao municipal e as pessoas ficam sem poder dar explicaçao por que a intençao e deixar parado mesmo.

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