Tecendo cidadania

Tecendo cidadania

Especial Dia da Mulher

Por: Ana Selma dos Santos

Marco histórico na luta pelos direitos e cidadania plena das mulheres, o 8 de março referenciado no movimento empreendido pelas operárias têxteis em 1857 na cidade de Nova York e reprimido com truculência pelos patrões, resultou na morte de aproximadamente 130 mulheres. Carregada de simbolismos essa data foi, em 1910, na Dinamarca, durante a realização do II Congresso Internacional das Mulheres Socialistas, escolhida para homenagear aquelas operárias, representando assim toda luta das mulheres por igualdade de direitos.

Numa incansável luta que atravessa séculos, buscando desconstruir uma cultura de valores patriarcais, que se fundamenta, sobretudo na valorização do poder do homem e da subjugação feminina, vemos, ainda, esses arraigados valores desaguarem na contemporaneidade revelando uma sociedade onde as relações e os papéis sociais estão profundamente marcados pelas desigualdades de gênero. É nesse ambiente que as mulheres foram, fio a fio tecendo a construção dos direitos, que lhes foram historicamente negados, mas que alicerçam a base para uma vida cidadã.

Muitas são as conquistas que nutrem as lutas e impulsionam a emancipação e autonomia das mulheres, tornando-as protagonistas de suas próprias histórias. Dentre os direitos conquistados pelas mulheres tomamos, como exemplo, a participação política, conquistada com o direito de votar e ser votada (1932); a educação; inserção no mercado de trabalho e garantias trabalhistas, direitos sexuais e reprodutivos, mecanismos legais de combate a violência contra a mulher (delegacias, juizados e
promotorias especializadas, a lei 11.340/06 – Lei Maria da Penha.),tradução do êxito das lutas empreendidas.

Avançamos, mas a realidade continua a nos convocar para continuar vencendo desafios como: a sub-representação política, a dupla jornada/invisibilidade do trabalho doméstico, direito a uma vida livre de violência, fortalecimento dos organismos de mulheres, garantindo autonomia e vinculação orçamentária, entre outros.

Sobre o enfrentamento ao fenômeno da violência de gênero, em suas diversas formas, espera-se do Estado enquanto responsável e promotor de políticas públicas, bem como da sociedade um esforço coletivo e urgente para erradicar a violência contra a mulher balizados no tripé prevenção-atenção-promoção, buscando assegurar o mais importante de todos os direitos : a vida.

Salve a luta de todas as mulheres em todos os tempos!

*Ana Selma dos Santos é professora, ex-vereadora do Cabo de Santo Agostinho e atual Secretária Especial da Mulher de Jaboatão dos Guararapes.

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