Servidores municipais aderem à Campanha do Laço Branco

Servidores municipais aderem à Campanha do Laço Branco

Por: Monaliza Brito



Servidores municipais aderem à Campanha do Laço Branco
Prefeito assinou a adesão em ato simbólico no Palácio da Batalha

O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes, assinou na manhã desta terça-feira (23/03) a adesão à Campanha do Laço Branco, uma iniciativa que tem como objetivo sensibilizar, envolver e mobilizar os homens em ações pelo fim de todas as formas de violência contra a mulher. O ato público marcou a adesão do Governo Municipal à campanha, e secretários e servidores também assinaram a adesão.

Representantes do Instituto PAPAI, que firmou parceria com a Prefeitura para esta atividade, estiveram presentes recolhendo as assinaturas e falando sobre a importância da participação masculina no combate à violência contra a mulher. “Este é mais passo importante na implantação de políticas públicas de combate à violência”, afirmou a secretária Especial da Mulher, Ana Selma dos Santos. A gestora assegurou que a campanha será levada para toda a população através das gerências regionais: “Esta luta é um compromisso que toda a cidade tem que assumir”, disse.

“Este é um momento muito especial porque nos reunimos para reafirmar um compromisso pela paz, pelo respeito às nossas mulheres e companheiras”, disse o prefeito Elias Gomes. “Quando homens assumem uma posição de respeito e não-violência no cotidiano, a questão deixa de ser apenas de gênero e torna-se um caso de humanização, de respeito à pessoa humana”, completou o gestor.

A Campanha do Laço Branco é uma mobilização mundial de homens pelo fim da violência contra as mulheres que surgiu após o Massacre de Montreal, um evento trágico que se tornou símbolo da injustiça contra as mulheres. Em 6 de dezembro de 1989, o estudante Marc Lépine entrou armado em uma sala de engenharia mecânica da Universidade de Montreal (Canadá) e matou 14 mulheres que estavam na aula. Lépine ainda prosseguiu com a chacina em outras partes da universidade, abrindo fogo sempre contra estudantes do sexo feminino e deixando outras 13 pessoas feridas.

Após a chacina, o estudante se suicidou. Em uma carta ele explicou que tomou esta atitude porque “não suportava a idéia de ver mulheres estudando engenharia, um curso, por tradição, dirigido exclusivamente aos homens”. De acordo com o coordenador do Instituto PAPAI, Ricardo Castro, desde 1999 o Brasil integra as ações do movimento.

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