EDUARDO CAMPOS, PEIXINHO DE LULA

EDUARDO CAMPOS, PEIXINHO DE LULA

Por: Anatólio Julião
Grandes tubarões não dispensam a presença, aderidos ao seu ventre, das rêmoras ou peixes-piolho que são uma espécie diferenciada de peixes que vivem em simbiose com o seu hospedeiro, porquanto sem parasitar diretamente o animal a que se aderem através de um disco elipsoidal de fortes ventosas, situado na parte posterior da cabeça, dependem para sobreviver dos restos deixados pelos grandes predadores após o seu frenesi alimentício, durante o qual não apenas suprem as suas carências alimentares, mas satisfazem a sua descontrolada ânsia de submissão e destruição das presas, num ato de ensandecida demonstração de poder. Em troca, além de companhia, assumem algumas tarefas de asseio e vigilância do amo. Algo assim como uma barbatana lava a outra.


Desgrude-se Eduardo Campos de Lula, o seu enorme tubarão branco com barbas, e o que teremos será um desprotegido peixe-piolho, ventosas a sugar água salgada pura, sem fonte certa de alimentos, desnorteado e entregue ao seu próprio destino.


Só adquire alguma majestade quando rebocado pelo Grande Branco barbudo de afiada dentadura.


Declarado em plena era do conhecimento, pelos mestres pernambucanos, como governador inimigo da educação, um dos títulos mais vexatórios que um gestor possa receber, e em confronto direto com os servidores estaduais das nevrálgicas áreas de educação, segurança e fazenda, que ameaçam entrar simultaneamente em greve, o nosso peixe-piolho deve estar pedindo a gritos uma nova visita de Lula ao Estado para, nem que seja por algumas horas, novamente acomodar-se placidamente em seu ventre e deixar-se arrastar por águas plácidas e piscosas.


Tome-se qualquer área da gestão pública da Província e ver-se-á que a administração de Eduardo Campos tem sido um verdadeiro fiasco. Sobrevive alimentando-se de projetos do governo federal que por aqui aportariam mesmo que o Estado de Pernambuco fosse governado pela perna cabeluda ou o chupa-cabras.


Desprovidas dos restos do banquete federal, as ações governamentais de cunho nitidamente estadual, seja no campo dos investimentos, seja no das boas práticas administrativas, são de uma pobreza franciscana.


Sua excelência tem-se revelado um administrador incapaz, rodeado por uma equipe de secretários, salvo raríssimas exceções, medíocres e inoperantes, que a cada dia deixa a opinião pública perplexa com a emergência de sérias deficiências e claros sinais de anomia, particularmente em áreas como as citadas anteriormente, em que a presença enérgica e dinâmica do Governo é absolutamente indispensável.


Não só de Suape e PAC vive o Estado de Pernambuco. Se o governo que aí está não é capaz de promover avanços no campo da educação, da segurança, da saúde pública, enfim, se não é capaz de promover o desenvolvimento integral do Estado, juntemos, já, as nossas forças para promover as mudanças de rumo necessárias à procura de um destino melhor para Pernambuco.


Anatólio Julião
Sociólogo

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