Lixo no Cabo de Santo Agostinho vai virar Energia ou um agravante ambiental?

Lixo no Cabo de Santo Agostinho vai virar Energia ou um agravante ambiental?


USINA CTDR NO CABO VAI GERAR LUCRO NA QUESTÃO

AMBIENTAL?

Por: Moura

No sentido da preocupação ecológica aqui no Cabo, Jogar o lixo à natureza para que ela o decomponha em milhões de anos é no mínimo irresponsável. Por isto, a coleta seletiva, primeira etapa da reciclagem, tornou-se o meio mais adequado e consciente para destinar materiais dispensáveis. Aterrar o lixo urbano, solução mais comum apesar do baixo custo, esconde conseqüências incalculáveis. A contaminação de águas e da atmosfera, a disseminação de doenças e de problemas sociais são transtornos atuais provenientes da questão.


O tratamento e a disposição dos resíduos urbanos no Brasil parecem estar galgando um novo patamar, uma nova fase promissora, tanto no aspecto ambiental quanto no econômico. Segundo plano do Ministério de Minas e Energia, o lixo das 300 maiores cidades brasileiras pode significar 15% da energia elétrica consumida no país. Esse cálculo é feito sobre todo o lixo, que pode ser transformado em energia pelas usinas termoelétricas.

De olho nesse novo nicho de mercado, empresas que atuam nas áreas de resíduos, limpeza pública e saneamento começam a projetar e implantar empreendimentos que utilizem políticas já aprovadas e regulamentadas no país, que podem ser ecologicamente seguras e sustentáveis.

Embora no Brasil não exista em funcionamento nenhum sistema similar, Recife e outras cidades brasileiras estão investindo nesta tecnologia para tratar os resíduos produzidos por seus cidadãos. A cidade de Montes Claros, em Minas Gerais, e Curitiba, Paraná, estão processando e licitando a contratação de sistema similar com aproveitamento energético dos resíduos urbanos e recuperação de passivos existentes e, São Paulo, vem estudando profundamente o assunto para implantação de várias unidades

Já o Cabo e o Recife vão ter centrais de tratamento e destinação de resíduos vão ocupar uma área total de cerca de 80 mil metros quadrados (55 mil no Recife e 25 mil no Cabo de Santo Agostinho), numa estimativa de criação de 320 empregos diretos e 240 indiretos. A expectativa é de tratamento de 2.8 mil toneladas de lixo por dia.

Empreendimentos desta natureza já operam normalmente na Europa, Ásia e Estados Unidos. A unidade de Brescia, na Itália, fornece cerca de 43MW/hora de energia por cada 1,1 tonelada de resíduo sólido tratado. O consórcio Recife Energia espera tratar parte do lixo produzido na Região Metropolitana, considerando o crescimento da produção de resíduos nos próximos 20 anos, período da concessão.

Agora analisando a RIMA verifiquei que a maior parte poluente ficará aqui no Cabo de Santo de Santo Agostinho na (Unidade de Cogeração) em uma região: Local: Pólo Industrial, Condomínio Alcoolquímica Bairro: Engenho Novo Cidade: Cabo de Santo Agostinho/PE Área aproximada: 25.416,03m

E neste contexto verifiquei que alguns fatos particulares desta Rima onde o empreendimento foi dimensionado para atender a Região Metropolitana  do  Recife considerando o crescimento da produção de resíduos urbanos nos próximos 20 anos, período da concessão.

Os equipamentos serão instalados de  forma possibilitar o atendimento de toda a região metropolitana, com aproximadamente 2.856 toneladas por dia de  lixo domiciliar urbano.

Caracterização dos resíduos a serem recebidos

O dimensionamento dos equipamentos e instalações da Central de Tratamento de Resíduos e do aterro para as cinzas resultantes do processo  e materiais não incineráveis proposta, foi baseado em uma caracterização do  lixo domiciliar do Recife recebido pelo Aterro de Resíduos

Sólidos da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes. Dentro da composição encontrada estavam: resíduo sólido urbano, resíduo da construção civil, de feiras livres, mercados públicos, de poda de árvores,  jardinagem entre outros.

Regime de operação:

As unidades de recepção terão capacidade instalada para receber os resíduos, durante 24 horas, 7 dias por semana, 30 dias por mês, ou seja, em turno  ininterrupto de trabalho.

Caracterização quantitativa:

Com base na licitação pública e nas projeções de crescimento realizados através de estudos específicos, estima-se que, no primeiro ano de concessão, a entrada de resíduos sólidos urbanos seja de 1.350ton./dia. No vigésimo ano, essa estimativa é ampliada para 1.675ton./dia, permitindo a ampliação da abrangência do projeto, uma vez que a capacidade instalada de processamento é de 2.856ton./dia.

V. Descrição e Caracterização das Unidades da CTDR

Na Unidade de Beneficiamento será identificada a origem do resíduo coletado, realizada a pesagem e a triagem com o aproveitamento do material reciclável e, enfim, o beneficiamento do material restante.

A triagem e separação do material reciclável serão efetuadas pela Cooperativa de Catadores do município do Recife que passará a ser proprietária dos materiais úteis para reciclagem. A matéria orgânica será compostada para servir de adubo orgânico.

Agora vocês podem notar que o Cabo não terá participação e sim só o Recife e mesmo assim terá a maior parcela poluente em seu Município

Agora vamos analisar os resíduos poluentes gerado por esta usina aqui no Cabo (Dados coletados da própria RIMA)

Efluente Líquido

Durante as operações de descarga, estocagem, rasga-sacos, seleção e triagem, e expedição poderão surgir líquidos vindos dos resíduos coletados e das águas utilizadas para lavagem da unidade. Esses efluentes líquidos serão coletados dentro da unidade, direcionados para um tanque de armazenamento e transportados para Estação de Tratamento de Efluentes a ser implantada na Área 2. Essa estação de tratamento de efluentes pertence à Companhia Alcoolquímica Nacional, que elaborou a proposta para tratamento dos líquidos.

Vocês devem estar calejados de saber que este tipo de tratamento deixa muito a desejar basta analisar que isso é chorume e o seu destino será o Rio PIRAPAMA basta ver o local da foto da Usina abaixo


Fora disso? Água e Esgotos: A concessionária não será atendida pela Compesa, devido à ausência de redes locais, o abastecimento será feito através de poços artesianos e captação no Rio Pirapama.

Tratamento de Gases e Material Particulado

A principal fonte poluente do empreendimento é a Unidade de Cogeração. Poderão ser liberados, no processo de combustão do CDR, componentes tóxicos como gases ácidos, dioxinas e furanos, metais e materiais particulados neutros.

O volume de gases da queima do combustível foi calculada em 227,321m/h.

O  volume  de  gases  da  queima  do  combustível  foi  calculada  em  227,321m/h.  Os equipamentos previstos para o tratamento destes gases foram planejados para reduzir a emissão de poluentes de modo a garantir o atendimento aos  limites de emissão fixados na resolução nº 316 de 29/10/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, CONAMA.

O objetivo do sistema é operar sempre com  limites  inferiores a 80% do permitido.  Para isso, a unidade termoelétrica terá um sistema de monitoramento contínuo da qualidade dos gases, tendo  um  intertravamento  total  que  interrompe  a  alimentação  imediatamente,  até  que  o problema apresentado seja resolvido. O sistema será automaticamente intertravado quando:

?Atingir o limite máximo de emissão de poluentes;

? Redução da temperatura da combustão abaixo dos padrões;

? Queda do teor de oxigênio (O2) na chaminé;

? Mau funcionamento dos monitores e registradores de qualidade dos gases;

? Queda de suprimento de ar da instrumentação.

Os produtos para despoluição dos efluentes gasosos serão adquiridos de fornecedores devidamente licenciados pelos órgãos competentes, que comprovem documentalmente sua situação de regularidade. A estocagem será feita em quantidades mínimas necessárias para o funcionamento da unidade de maneira ininterrupta, sendo realizada em locais de fácil logística em relação aos pontos de utilização. O pessoal será treinado para manusear e estocar estes produtos.

Veja que vamos agredir o que já foi agredido com outros poluentes de tarja preta que é controlado pelo Ministério da agricultura, ai fica a pergunta neste País se procede com tal conduta transparente?

Previsão de consumo médio de produtos para despoluição de efluentes gasosos:

Emissões atmosféricas

Na incineração dos resíduos combustíveis serão produzidos, de forma  estimada, os seguintes gases provenientes da destruição térmica:

Ca- (OH)2 Hidróxido de Cálcio -Pó fino 20 micron – 92% de pureza 172,0 kg/h

Carvão ativado em pó fino 325 ASTM-Mesh com Iodo 600 9,8 kg/h

Nh3 – Amônia em solução aquosa concentração de 25% 16,8 kg/h

H2O2-Peróxido de Hidrogênio em solução aquosa conc. de 25% 11,2 kg/h

FeCl3-Cloreto férrico em solução aquosa concentração de 30%  9,6 kg/h

Co2: 10,00 %

H2O: 16,73%

So2: 00,01 %

O2: 04,23 %

N2: 69,03 %

O que analisou a Rima para implantação da unidade aqui no Cabo.

O Município do Cabo de Santo Agostinho, por meio da Lei Municipal n° 1.975/2001, considera, dentre outras, como áreas de preservação permanente:

? As águas superficiais e subterrâneas;

? As nascentes, “olho d’água”, e as faixas marginais de proteção de águas superficiais;

? A cobertura vegetal que contribua para a resistência das encostas à  erosão e a deslizamentos;

? As áreas verdes nativas da Mata do Zumbi, Mata de Bom Jardim, Mata de Camaçari, Mata de

Contra-Açude Mata Duas Lagoas, Mata Serra do Cotovelo, Mata Serra do Cumaru, Mata do

Sistema de Gurjaú, Mata do Urucu, Bacia do Rio Pirapama.

Vale ressaltar que o local onde se localizará a unidade de Cogeração de energia – no Cabo embora situado dentro dos limites da Bacia do Pirapama, não é considerado área verde nativa, uma vez que situado em área industrial, em terreno já totalmente construído e modificado pela ação do homem.

Igualmente, para a implantação do empreendimento, não será necessária qualquer supressão de vegetação do bioma Mata Atlântica, uma vez que o mesmo está previsto para ser instalado em áreas  já degradadas e modificadas pelo homem, não  confrontando, portanto, o empreendimento as disposições da Lei da Mata Atlântica  (Lei Federal n° 11.428/2006).

Demais disso, se fosse o caso de corte ou supressão de vegetação desse bioma, teria o empreendedor que observar todas as restrições e limitações legais impostas pela legislação pertinente.

Avaliação dos Impactos Ambientais DIRETO

A descrição das atividades impactantes do projeto está distribuída pelos componentes ambientais afetados (Meio físico, biótico e antrópico) em cada fase do empreendimento (planejamento, instalação e operação), buscando-se interpretar a importância de cada impacto relevante para a área de influência e, sempre que cabível, à distribuição dos ônus e benefícios sociais

Foram identificados e quantificados 19 impactos, dos quais oito (08) impactos positivos todos ligados exclusivamente ao meio antrópico. Dos 11  impactos negativos dez (10) são observados na fase de Instalação e sete (07) na fase de Operação.

Das dez ações impactantes negativos da fase de Instalação somente um foi considerado permanente (Possibilidade de contaminação do solo e do aqüífero por produtos químicos e resíduos) considerando a impossibilidade de descontaminação dos solos e aqüíferos, caso estes venham a ser contaminados. As demais ações impactantes são temporárias para esta fase, que por si só é uma etapa temporária, cessando quando a obra estiver concluída.

Impactos negativos na fase de Instalação

1. Elevação da concentração de material particulado e efluentes gasosos na atmosfera

2. Alteração do nível de ruídos nas áreas e vias de acesso

3. Movimentação de terra e escavações

4. Risco de contaminação do meio aquático (rios Pirapama e Tejipió)

5. Risco de assoreamento do rio por erosão pluvial do solo

6. Possibilidade de contaminação do solo e do aqüífero por  produtos químicos e  resíduos

7. Alterações nas Condições Estruturais do Solo

8. Possibilidade de interferência dos trabalhadores com a APA – só para Recife

9. Possibilidade de riscos de acidente

10.  Possibilidade de desvalorização dos terrenos no entorno

Impactos negativos da fase de Operação

1. Elevação da concentração de material particulado e efluentes gasosos na atmosfera

2. Alteração do nível  de ruídos nas áreas e vias de acesso

3. Risco de contaminação do meio aquático (rios Pirapama e Tejipió)

4. Possibilidade de contaminação do solo e do aqüífero por produtos químicos e resíduos

5.  Impermeabilização do solo com diminuição da recarga do aqüí fero

6. Possibilidade de interferência dos trabalhadores com a APA – só para Recife

7. Possibilidade de riscos de acidente

Impactos permanentes da fase de Instalação e Operação

1.  Elevação da concentração de material  particulado e efluentes gasosos na atmosfera  Instalação e operação

2.  Alteração do nível de ruídos nas áreas e vias de acesso Instalação e operação

3.  Risco de contaminação do meio aquático (rios Pirapama e Tejipió) Instalação e operação

4.  Possibilidade de contaminação do solo e do aqüífero por produtos químicos e resíduos Instalação e operação

5.  Impermeabilização do solo com diminuição da recarga do aqüífero  Instalação

6.  Possibilidade de interferência dos trabalhadores com a APA – só para Recife   Instalação e operação

7.  Possibilidade de riscos de acidente Instalação e operação

? Dentre os impactos do meio antrópico dois são negativos (Possibilidade de riscos de acidente e Possibilidade de desvalorização dos terrenos no entorno)

Repercussão do projeto junto à comunidade

Quando a Prefeitura do Recife lançou o projeto denominado Lixo tem  Valor  –  que contempla o contrato de concessão para destinação e tratamento de resíduos sólidos e de saúde do Recife – ocorreu um debate público, divulgado na imprensa local, no qual pontuavam atitudes de crítica e de defesa da iniciativa. A discussão adquiriu maior visibilidade a partir do pedido de Audiência Pública na Câmara de Vereadores do Recife, ocorrida em 11 de outubro de 2007.

Pode supor a emergência de tensões sociais em relação à instalação da Unidade de Beneficiamento da CTDR, tendo em vista a proximidade do terreno selecionado com a APA do

Engenho Uchoa. Vale lembrar que a área já foi objeto de mobilizações e conflitos envolvendo o movimento ambientalista do estado de Pernambuco, Prefeitura,  ex-proprietários.  Há, desse modo, uma  luta que vem desde o  final da década de 70, com o objetivo de criar mecanismos eficientes de conservação da mata, como previsto na regulamentação da APA.

A localização da Unidade de Cogeração, no Distrito Industrial do Cabo de Santo Agostinho, por si só, constitui um elemento favorável, na medida em que o empreendimento é compatível com o tipo de uso previsto para essa área. Entretanto, é preciso considerar a possibilidade de surgirem críticas quanto ao tipo de tecnologia proposto pelos empreendedores, como sinalizam alguns argumentos veiculados pela mídia local (Portal Cabo)

Finalizando

A questão da destinação e da forma de tratamento do lixo constitui tema recorrente nos debates acerca do meio ambiente nas sociedades modernas. Sob o prisma da sustentabilidade – ambiental, social e econômica – os aterros sanitários e, sobretudo, os lixões existentes em muitos municípios brasileiros, têm sido alvo de críticas contundentes que assinalam o potencial poluidor dessa alternativa de enfrentamento do problema dos resíduos urbanos.

Sou totalmente a favor da implantação desta usina, mas cabe certas considerações

1 O Lixo do Cabo será tratado nesta usina por que se não for não cabe nos sofremos em benefícios de outros

2– Cabe agora verificar qual o grau comprometimento e transparência ambiental desta empresa nas questões dos resíduos a serem lançado no Rio Pirapama que é o grande abastecedor de água para o complexo Pirapama.

3– Os resíduos evaporadores lançado pela queima dos resíduos sólidos cabe uma verificação não só por órgãos estaduais e municipal, principalmente na questão do matérias pesados que serão lançado sob mínimas partículas no ar, veja que os componentes emitidos no ar são cancerígenos.

4-A proposta de construção da Central de Destinação e Tratamento de Resíduos, para atender a demanda atual e a dos próximos vinte anos da cidade do Recife, certamente representa iniciativa que merece  a  atenção dos  vários  setores  interessados, na medida  em que  contempla  solução tecnológica  inovadora, distinta das experiências praticadas até o momento.

5-Assim, considerando que ainda persiste um relativo nível de desconhecimento da sociedade organizada aqui no Cabo em relação ao Projeto que constitui objeto do presente Estudo de Impacto Ambiental, recomenda-se a realização de uma Reunião ou Audiência Pública, Promovido Pela Câmara Municipal do Cabo com o objetivo de informar à população acerca das características do empreendimento e suas possíveis repercussões socioambientais. Do encontro proposto participariam representantes das entidades que direta ou indiretamente apresentam algum tipo de relação com o projeto da CTDR.

Geração de Energia a partir do Lixo Urbano outros dados

Veja o Video abaixo:

AGORA VAMOS VOTAR VOCE È CONTRA OU AFAVOR

Ass. Moura

Comments
19 Responses to “Lixo no Cabo de Santo Agostinho vai virar Energia ou um agravante ambiental?”
  1. Biro de Pirapama disse:

    Esta questão do lixo Moura ele é bem preocupante na questão ambiental basta ver que se levam anos para a decomposição do mesmo em aterros sanitários

    E uma usina deste porte aqui no Cabo é bem vinda deste que se fomente os tramites necessário para o dialogo claro e transparente e que fique bem claro para todos.

    Também temos que saber se o Município do Cabo como receptáculo deste aporte terá ou poderá destinar seus lixos para esta usina e se será dado também ao Município um desconto para tais serviços tendo em vista que quem ficará com a maior fatia da agressão ambiental será o município do Cabo

  2. vania batista disse:

    Moura você deu o seu Recado certeiro e cabe agora um dialogo entorno deste assunto que é muito complexo, mas ao mesmo tempo benéfico para todos.

    E também Moura o Cabo poderá ter a sua Primeira usina do Brasil geradora de energia através do lixo, veja qual o grau de importância que teremos no contexto ambiental e cabe frisar que só depois da suas devidas instalações é que poderemos saber qual o grau de risco que isso trará para a população do Cabo se houve danos trataremos de fecha La como manda a lei ambiental o qual esta empresa não jogara seus investimentos que são autos por mera brincadeira.

  3. Mata Engenho Uchôa disse:


    Cabo de Santo Agostinho e Recife estão sendo ameaçados pelo projeto de um empreendimento do Consorcio Recife Energia.

    Se o projeto viesse a ser concretizado, a APA Rousinete Taveira Falcão (Mata Atlântica), em Recife, seria agredida pela instalação de um a CTDR e o Cabo de Santo Agostinho seria um centro de poluição irradiada a partir de uma cogeração de eneregia.

    Tanto o Recife como o Cabo de Santo Agostinho solicitaram a CPRH uma Audiência Pública.

    O Recife se manifestou através do Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchoa, que está completando 31 anos. No abaixo assinado que acompanha a solicitação da Audiência Pública está dito que é inceitavel uma CTDR dentro de um Parque Natural. E esse Movdimento espera que a opinião do povo recifense seja respeitada, nessa Audiência Pública, pela CPRH, pois a população tem se manifestado atravès de mobilização de rua. palestras, atos culturais e um abaixo assinado, atualmente com mais de 8.000 (oito mil) assinaturas contra esse absurdo dos absurdos.

    Da sociedade civil do Cabo de Santo Agostinho quem tomou a iniciativa foi a Associação dos Moradores da Charneca e a União dos Empreendedores de Turismo – UNETUR. Sobre a unidade do Cabo de Santo Agostinho, se viesse a ser materializada, tem-se a seguinte parte do texto do RIMA, bastante elucidativo quanto aos danos que seriam causados: TRATAMENTO DE GASES E MATERIAL PARTICULADO – A principal fonte poluente do empreendimento é a unidade de Cogeração. Poderão ser liberados, no processo de combustão do CDR, componentes tóxicos como gases ácidos, dioxinas e furanos, metais e materiais particulados neutros. (Página 23)

    Recife e o Cabo de Santo Agostinho como qualquer cidade do mundo merece resspeito.

    APA Rousinete Taveira Falcão não é lugar de tratamento de lixo e o Cabo de Santo Agostinho não é lugar de incineração de residuos.

    Mata Atlântica SIM! Lixo NÃO!
    Postado por Mov. Mata Engenho Uchôa

  4. Alberto Figueiredo disse:


    Não vou me posicionar, não tenho qualificação técnica para aprovar ou desaprovar projeto de tamanha magnitude mais alguma interrogações, dúvidas, incertezas me preocupam.
    A. Gastamos milhões de reais para que Pirapama completasse o abastecimento d’água da RMR, será que a construção da CTDR não poluirá a água que será usada por milhões de pernambucanos?
    B. Quem fará a fiscalização dos métodos usados para segurança do meio ambiente?
    (Será a CPRH, empresa diariamente contestada até em sua honradez nos relatórios apresentados, comprovadamente visando beneficiar os poderes a não o meio ambiente?)
    C. O que receberá em contrapartida o Cabo já que a parte mais podre do projeto vai ser engolida por nós?
    D. Para não ser chamado de eco-chato, lembro apenas:

    1) O CPRH esta permitindo a destruição de vegetação e ambientes de preservação permanente apresentando EIA/RIMAS, contestadas.
    2) Nossos rios são poluídos qual a eficácia do CPRH
    3) Nossa atmosfera recebe diariamente cargas de poluentes, inclusive veicular, quem está apto a punir os veículos que extrapolam na emissão de gazes? CPRH?
    Então! Como esperar que um projeto destes tenha a vigilância necessária e devidamente
    Qualificada para punir rigorosamente possíveis danos causados ao meio ambiente?

    Por outro lado:
    Se encontramos nos mercados do Cabo alimentos comercializados de forma indevida, farmácia trabalhando de forma irregular, podemos confiar na vigilância sanitária?
    Existe no município (ou existirá) uma unidade capacitada a agir em regime de urgência urgentíssima em caso de acidente? Se houver um vazamento a defesa civil estará apta?

    Não sou contra ou favorável, apenas acho que tudo tem que ser debatido, muito debatido com o povo que depois da implantação da unidade conviverá com seus benefícios e malefícios, não deve ser como quase sempre uma decisão apenas dos políticos, estes como sabemos levam antes de tudo, em conta, quando vão embolsar, depois se devem ou não agradar o que esta um posto acima no poder, depois quando renderá em termos de votos sua aprovação ou desaprovação.
    Portanto se não houver um amplo debate popular, explicações, compromissos assumidos, aval do MP, (CPRH, não precisa, as analises deste órgão já são conhecidas), pareceres de técnicos capacitados e honrados que atestem a segurança do projeto, aval de ONGS ligadas ao meio ambiente no estado, enfim, um debate claro, transparente entre partes que se respeitem e se ouçam.
    Não estamos decidindo um hoje, estamos programando o futuro e já erramos muito.

  5. VERA TEN. disse:


    Moura escolhi este informe no vilabol espero que ele possa antenar a todos nas questões do lixo

    LIXO O QUE FAZER

    Muito se tem discutido sobre as melhores formas de tratar e eliminar o lixo — industrial, comercial, doméstico, hospitalar, nuclear etc. — gerado pelo estilo de vida da sociedade contemporânea. Todos concordam, no entanto, que o lixo é o espelho fiel da sociedade, sempre tão mais geradora de lixo quanto mais rica e consumista. Qualquer tentativa de reduzir a quantidade de lixo ou alterar sua composição pressupõe mudanças no comportamento social.
    A concentração demográfica nas grandes cidades e o grande aumento do consumo de bens geram uma enorme quantidade de resíduos de todo tipo, procedentes tanto das residências como das atividades públicas e dos processos industriais. Todos esses materiais recebem a denominação de lixo, e sua eliminação e possível reaproveitamento são um desafio ainda a ser vencido pelas sociedades modernas.
    De acordo com sua origem, há quatro tipos de lixo: residencial, comercial, público e de fontes especiais. Entre os últimos se incluem, por exemplo, o lixo industrial, o hospitalar e o radioativo, que exigem cuidados especiais em seu acondicionamento, manipulação e disposição final. Juntos, os tipos doméstico e comercial constituem o chamado lixo domiciliar que, com o lixo público — resíduos da limpeza de ruas e praças, entulho de obras etc. — representam a maior parte dos resíduos sólidos produzidos nas cidades.

    Destinação do lixo urbano e hospitalar

    A adequada condução do serviço de limpeza urbana é importante não só do ponto de vista sanitário, mas também econômico-financeiro, social, estético e de bem-estar. Apesar disso, um estudo conveniado da Organização Pan-Americana de Saúde, de 1990, que estimou em mais de oitenta mil toneladas a quantidade de resíduos sólidos gerados diariamente nas cidades brasileiras, constatou que apenas a metade era coletada. A outra metade acabava nas ruas, terrenos baldios, encostas de morros e cursos d’água. Da parte coletada, 34% iam para os lixões (depósitos a céu aberto) e 63% eram despejados pelos próprios serviços de coleta em beiras de rios, áreas alagadas ou manguezais, prática cada vez mais questionada por suas implicações ecológicas. Somente três por cento da parte coletada recebiam destinação adequada ou pelo menos controlada.
    O lixo coletado pode ser processado, isto é, passar por algum tipo de beneficiamento a fim de reduzir custos de transporte e inconvenientes sanitários e ambientais. As opções de tratamento do lixo urbano, que podem ocorrer de forma associada, são: compactação, que reduz o volume inicial dos resíduos em até um terço, trituração e incineração. Boa opção do ponto de vista sanitário, a incineração, porém, é condenada por acarretar poluição atmosférica.
    A disposição final do lixo pode ser feita em aterros sanitários e controlados ou visar à compostagem (aproveitamento do material orgânico para a fabricação de adubo) e a reciclagem. Esses dois últimos processos associados constituem a mais importante forma de recuperação energética. A reciclagem exige uma seleção prévia do material, a fim de aproveitar os resíduos dos quais ainda se pode obter algum benefício, como é o caso do vidro, do papel e de alguns metais.
    A solução defendida por muitos especialistas, porém, envolve a redução do volume de lixo produzido. Isso exigiria tanto uma mudança nos padrões de produção e consumo, quanto a implantação de programas de coleta seletiva de lixo. Nesse caso, os diversos materiais recicláveis devem ser separados antes da coleta, com a colaboração da comunidade.
    Os países industrializados são os que mais produzem lixo e também os que mais reciclam. O Japão reutiliza 50% de seu lixo sólido e promove, entre outros tipos de reciclagem, o reaproveitamento da água do chuveiro no vaso sanitário. Os Estados Unidos (EUA) recuperam 11% do lixo que produzem e a Europa Ocidental, 30%. A taxa de produção de lixo per capita dos norte-americanos, de 1,5 quilo por dia, é a mais alta do mundo. Equivale ao dobro da de outros países desenvolvidos. Nova York é a cidade que mais produz lixo, uma média diária de 13 mil toneladas. São Paulo produz 12 mil toneladas. Entre os líderes mundiais da reciclagem de latas de alumínio destacam-se Japão (70%), EUA (64%) e Brasil (61%), conforme dados de 1996 da Associação Brasileira de Alumínio.

    POLUIÇÃO DO SOLO –

    As principais causas da poluição do solo são o acúmulo de lixo sólido, como embalagens de plástico, papel e metal, e de produtos químicos, como fertilizantes, pesticidas e herbicidas. O material sólido do lixo demora muito tempo para desaparecer no ambiente. O vidro, por exemplo, leva cerca de 5 mil anos para se decompor, enquanto certos tipos de plástico nunca se desintegram, pois são impermeáveis ao processo de biodegradação promovido pelos microorganismos.

    As soluções usadas para reduzir o acúmulo de lixo, como a incineração e a deposição em aterros, também têm efeito poluidor, pois emitem fumaça tóxica, no primeiro caso, ou produzem fluidos tóxicos que se infiltram no solo e contaminam os lençóis de água. A melhor forma de amenizar o problema, na opinião de especialistas, é reduzir a quantidade de lixo produzida, por meio da reciclagem e do uso de materiais biodegradáveis ou não descartáveis.

    MÉTODOS DE ELIMINAÇÃO

    O aterro sanitário é o modo mais barato de eliminar resíduos, mas depende da existência de locais adequados. Esse método consiste em armazenar os resíduos, dispostos em camadas, em locais escavados. Cada camada é prensada por máquinas, até alcançar uma altura de 3 metros. Em seguida, é coberta por uma camada de terra e volta a ser comprimida. É fundamental escolher o terreno adequado, para que não haja contaminação nem na superfície, nem nos lençóis subterrâneos. Além disso, o vazadouro deve ter boa ventilação.
    Os incineradores convencionais são fornos, nos quais se queimam os resíduos. Além de calor, a incineração gera dióxido de carbono, óxidos de enxofre e nitrogênio, dioxinas e outros contaminantes gasosos, cinzas voláteis e resíduos sólidos que não se queimam. É possível controlar a emissão de poluentes mediante processos adequados de limpeza dos gases.
    A fabricação de fertilizantes ou adubos, a partir de resíduos sólidos, consiste na degradação da matéria orgânica por microorganismos aeróbicos. O húmus resultante contém de 1% a 3% de nitrogênio, fósforo e potássio.
    GERAÇÃO DE RECURSOS ENERGÉTICOS
    É possível gerar energia a partir de alguns processos de eliminação de resíduos. Alguns incineradores aproveitam para gerar vapor e produzir eletricidade. A pirólise é um processo de decomposição química de resíduos sólidos por meio do calor em uma atmosfera com pouco oxigênio. Isto gera uma corrente de gás composta por hidrogênio, metano, monóxido de carbono (os três são combustíveis), dióxido de carbono, cinza inerte e outros gases.
    RECICLAGEM
    É muito antiga a prática de reciclagem de resíduos sólidos. Os utensílios metálicos são fundidos e remodelados desde os tempos pré-históricos. Os materiais recicláveis são recuperados de muitas maneiras, como o desfibramento, separação magnética de metais, separação de materiais leves e pesados, peneiração e lavagem.

    Mais sobre Poluição do solo
    A poluição pode afetar também o solo e dificultar seu cultivo. Nas grandes aglomerações urbanas, o principal foco de poluição do solo são os resíduos industriais e domésticos. O lixo das cidades brasileiras, por exemplo, contém de setenta e a oitenta por cento de matéria orgânica em decomposição e constitui uma permanente ameaça de surtos epidêmicos. O esgoto tem sido usado em alguns países para mineralizar a matéria orgânica e irrigar o solo, mas esse processo apresenta o inconveniente de veicular microrganismos patogênicos. Excrementos humanos podem provocar a contaminação de poços e mananciais de superfície. Os resíduos radioativos, juntamente com nutrientes, são absorvidos pelas plantas. Os fertilizantes e pesticidas sintéticos são suscetíveis de incorporar-se à cadeia alimentar.

    Fator principal de poluição do solo é o desmatamento, causa de desequilíbrios hidrogeológicos, pois em conseqüência de tal prática a terra deixa de reter as águas pluviais. Calcula-se que no Brasil sejam abatidos anualmente trinta mil quilômetros quadrados de florestas, com o objetivo de obter madeira ou áreas para cultivo.
    Outra grande ameaça à agricultura é o fenômeno conhecido como chuva ácida. Trata-se de gases tóxicos em suspensão na atmosfera que são arrastados para a terra pelas precipitações. A chuva ácida afeta regiões com elevado índice de industrialização e exerce uma ação nefasta sobre as áreas cultivadas e os campos em geral.

  6. Amanda figuiredo lisboa ambientalista disse:

    O Nosso Lixo é um Luxo

    Mais de 50% do que chamamos lixo e que formará os chamados “lixões” é composto de materiais que podem ser reutilizados ou reciclados. O lixo é caro, gasta energia, leva tempo para decompor e demanda muito espaço. Mas o lixo só permanecerá um problema se não dermos a ele um tratamento adequado. Por mais complexa e sofisticada que seja uma sociedade, ela faz parte da natureza. É preciso rever os valores que estão norteando o nosso modelo de desenvolvimento e, antes de se falar em lixo, é preciso reciclar nosso modo de viver, produzir, consumir e descartar. Qualquer iniciativa neste sentido deverá absorver, praticar e divulgar os conceitos complementares de REDUÇÃO, REUTILIZAÇÃO e RECICLAGEM.

    REDUZIR Podemos reduzir significativamente a quantidade de lixo quando se consome menos de maneira mais eficiente, sempre racionalizando o uso de materiais e de produtos no nosso dia a dia. A título de exemplo, é possível editar e revisar documentos na tela do computador, antes de recorrer a cópias impressas; obter fotocópias em frente e verso; publicar informativos mensais ou semanais ao invés de produzir diversos memorandos; usar quadros de avisos para leitura coletiva, em substituição a circulares; omitir envelopes para correspondências internas; usar mais eficientemente os materiais de nosso cotidiano, como pilhas, pastas de dentifrício, sapatos, roupas, etc. Uma observação considerável: os restaurantes que servem “comida a quilo” estão fazendo o maior sucesso: o mínimo desperdício possível.

    REUTILIZAR O desperdício é uma forma irracional de utilizar os recursos e diversos produtos podem ser reutilizados antes de serem descartados, podendo ser usados na função original ou criando novas formas de utilização. Exemplificando: podemos utilizar os dois lados do papel, confeccionar blocos para rascunhos com papel escritos ou impressos em apenas um dos lados; reutilizar envelopes e clipes; reutilizar latas, sacos e embalagens plásticas para vasilhames, produção de mudas e até mesmo brinquedos; triturar restos de materiais e entulhos de construção para reutilizá-los em construções simples.

    RECICLAR é o termo usado quando é re-feito, por industrias especializadas, o produto de origem industrial, artesanal e agrícola, que foi usado e descartado ao fim de seu ciclo de produção e utilização. A reciclagem vêm sendo mais usada a partir de 1970, quando se acentuou a preocupação ambiental, em função do racionamento de matérias-primas. É importante que as empresas se convençam não ser mais possível desperdiçar e acumular de forma poluente materiais potencialmente recicláveis.

    Como afirmou Lavoisier (1743-1794), “na natureza nada se perde, nada se cria; tudo se transforma.”

  7. Sergio Vieira Gomes ambientalista disse:


    O Lixo e o Meio Ambiente – Panorama Internacional
    Gestão de Resíduos Urbanos

    O lixo produzido pela atividade do homem é hoje uma das mais graves ameaças à sua própria qualidade de vida. Isto tem determinado a tendência mundial pela minimização da geração de lixo, entendendo-se como tal a produção/venda de produtos dos quais restem o mínimo possível de resíduos, o reuso de embalagens, a reciclagem e o aproveitamento energético dos resíduos não recicláveis.

    A reprogramação conceitual de produtos em geral, em especial de suas embalagens, é algo que foge completamente ao controle dos Municípios. Já a reciclagem pode e deve ser incentivada por eles, conscientizando a população e estruturando programas de coleta seletiva, e mantendo núcleos de triagem de recicláveis.

    No entanto, mesmo que se obtenha o maior sucesso nestes programas, a maior parcela dos resíduos gerados, mais de 65%, necessitará de uma destinação final adequada, preferencialmente uma rota que privilegie o aproveitamento da energia contida no lixo. Isto é demonstrado no quadro a seguir:

    As duas principais rotas de destinação final de resíduos em todo o Mundo são os Aterros Sanitários e a Incineração dos Resíduos.

    Os Aterros Sanitários, se concebidos de forma tecnicamente correta, demandarão investimentos e custos operacionais quase tão elevados quanto o de outras rotas de destinação com alta tecnologia aplicada.

    A maior diferença em termos de investimento para implantação é que, enquanto outras tecnologias demandam capital intensivo (praticamente todo o investimento é feito antes do início da operação), no caso dos Aterros Sanitários, o mesmo valor é investido ao longo de toda a sua vida útil e após o seu encerramento, durante o período de monitoramento obrigatório.

    A recuperação do biogás do aterro para geração de energia é técnica adotada há alguns anos nos EUA e Europa. O objetivo da sua adoção no 1º Mundo é muito mais ambiental – redução das emissões de gases do efeito estufa ( o biogás é composto por cerca de 50% de metano) – do que propriamente econômico – geração de energia.

    A energia gerada com o uso deste método é bastante inferior à de outras rotas de destinação final com geração de energia, uma vez que a eficiência máxima de captação do biogás é de cerca de 65% do biogás gerado.
    Aproveitamento energético dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU)
    BIOGÁS DE ATERRO (base metano)

    0,1 – 0,2 MWh /ton RSU
    DIGESTÃO ANAERÓBICA ACELERADA

    0,1 – 0,3 MWh /ton RSU
    INCINERAÇÃO RSU com Geração de Energia

    0,4 – 0,6 MWh /ton RSU
    CICLO COMBINADO RSU + Gás Natural

    0,8 – 0,9 MWh /ton RSU

    Em 1999 o Landfill Directive da Comunidade Econômica Européia União Européia (1999) recomendou a todos os seus membros a redução drástica (75%) do envio de lixo biodegradável (matéria orgânica, papel, etc) para os Aterros Sanitários até o ano de 2006, com metas adicionais para os anos seguintes, objetivando a eliminação dos aterros de biodegradáveis até o ano de 2016. Países como a França, a Alemanha, Áustria, Dinamarca e Holanda já em 2005 haviam atingido os objetivos de 2016. Os demais membros buscam atingir suas metas.

    A incineração de resíduos é uma rota secular de destinação final do lixo – o 1° incinerador foi construído na Inglaterra por volta de 1870 – sendo a técnica mais comumente utilizada para o tratamento térmico de resíduos até os dias atuais. Trata-se da rota tecnológica de destinação de resíduos urbanos mais testada no Mundo e a que obtém a maior redução de peso/volume (cerca de 90%).

    A forte campanha contrária às Usinas de Incineração de resíduos durante década de 80 resultou na adoção de legislações ambientais com limites extremamente rigorosos para as emanações gasosas, nos EUA, nos países da União Européia e no Japão. Como conseqüência, observou-se o encerramento das atividades de centenas de Plantas de Incineração que não apresentavam conformidade com os novos limites de emanações, ao mesmo tempo em que pesados investimentos foram realizados, objetivando a adequação dos sistemas de tratamento dos gases e vapores da incineração. Somente nos EUA, levantamentos mostram que mais de US$ 1 Bilhão foram investidos na adequação de Usinas.

    A Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, assinada e ratificada por dezenas de Países, inclusive pelo Brasil em 2001, na Parte V do Anexo C, indica o tratamento térmico realizado de forma adequada é recomendado como ‘Melhores Técnicas Disponíveis ’, como se observa no texto a seguir:

    “ B. Melhores técnicas disponíveis

    …(b) medidas gerais para redução de liberação: …. No caso de construção de instalações ou modificação significativa, além das medidas de prevenção descritas na seção A da Parte V, poderão ser consideradas as seguintes medidas de redução na determinação das melhores técnicas disponíveis:

    1. uso de métodos melhorados para limpeza de gases tais como oxidação térmica ou catalítica, precipitação de pó ou adsorção;
    2. tratamento de resíduos, água residual, dejetos e lodo de esgotos, por exemplo, por tratamento térmico ou tornando-os inertes ou detoxificando-os por processos químicos;
    3. mudanças de processos que promovam a redução ou eliminação de liberações, tal como a adoção de sistemas fechados;
    4. modificação de projetos de processos para melhorar a combustão e evitar a formação das substâncias químicas relacionadas neste Anexo, por meio do controle de parâmetros tais como temperatura de incineração ou tempo de residência .”?

    O texto da Convenção de Estocolmo não poderia ser restritivo ao uso tecnicamente adequado das tecnologias de tratamento térmico dos resíduos urbanos , uma vez que vários países que assinaram e/ou ratificaram figuram dentre os que utilizam largamente estas tecnologias.

    Recentemente, o Relatório elaborado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), que inclusive foi distinguido com o PREMIO NOBEL DA PAZ 2007, divulgou que é da ordem de 3% a contribuição do biogás dos aterro (50% de metano) para o aquecimento global.

    Como parte do esforço mundial para reverter o grave quadro climático, o Relatório do IPCC recomendou as seguintes medidas relativas à gestão do lixo urbano:

    * Estímulo ao Reuso e à Reciclagem.
    * Captação/Queima do biogás de aterros, para minorar as emissões diretas para a atmosfera do gás metano.
    * Incineração dos resíduos com recuperação de energia, para impedir a formação do biogás de aterro.

    Estudos recentes realizados nos EUA, já apontam as unidades de incineração de resíduos com geração de energia como fontes menos importantes de emissões de poluentes orgânicos persistentes.

    No mesmo documento, uma afirmação interessante: se a mesma quantidade de energia elétrica e térmica gerada atualmente na Alemanha a partir dos resíduos urbanos, fosse gerada por suas centrais de geração de energia tradicionais, haveria 3 vezes mais quantidade de tóxicos no ar, aí se considerando arsênico, cádmio, níquel e outros metais pesados considerados cancerígenos.

    Adequadas às exigentes normas ambientais vigentes na expressiva maioria dos Países, dezenas de novas plantas de incineração com recuperação de calor para geração de energia elétrica ou térmica foram construídas nos últimos 10 anos nos EUA, na Ásia e na União Européia, muitas delas implantadas em áreas urbanas (em Tóquio há 20 unidades) sem qualquer reação negativa das comunidades vizinhas, e com indiscutível economia ambiental e financeira em relação aos cada dia mais distantes aterros sanitários.

    Atualmente, mais de 130 milhões de toneladas de resíduos urbanos são tratados por ano em cerca de 750 unidades de incineração com recuperação de energia implantadas em 35 Países gerando mais de 10000MW de energia elétrica ou térmica. Entre 1996 e 2001, 117 novas plantas de incineração de resíduos urbanos com recuperação de energia foram construídas, com destaque para países em desenvolvimento da Ásia (Coréia do Sul, China, Taiwan, Malásia e Singapura), ampliando em 7,8milhões de toneladas a capacidade anual de tratamento de resíduos urbanos.

    Os Países do 1º Mundo, onde se encontram instaladas e em operação mais de 80% da Usinas de Geração de Energia a partir do Lixo Urbano, entendem ser esta uma das boas opções para substituição da energia de combustíveis fósseis por fontes alternativas renováveis, com indiscutível economia ambiental e financeira em relação aos cada dia mais distantes aterros sanitários.

    Este dados podem ser conferidos e analisado no Site http://www.usinaverde.com.br/lixoemeioambiente.php?cod=2152313A-ACA1-D5D1-D9CF-D81528495D55

  8. Nadia de Jaboatão disse:


    Tenho que concordar, mas com certas ressalvas sobre a Usina de Lixo no Cabo

    1- Será que teremos direito de inspecionar esta fabrica

    2- Será que a aplicação dos 5% do investimento será aplicado aqui no Cabo de forma que todos poderão ver as compensações da agressão ambiental

    3- Estes recursos serão aplicados em que instância (educação ambiental em escolas e comunidades ETC.)

    4- Após 20 anos de funcionamento esta empresa terá que entregar a prefeitura local às devidas instalação do investimento no seu total contexto da aplicação de agora e não sucateada, tornando assim um ônus para futura administração municipal.

    5- Após a instalação da mesma quem deverá trabalhar nesta usina será o pessoas que cata lixo nas ruas do Cabo para sobreviver ou vão vir forasteiros de outros locais

    6- O custo do material processado e a ser pago pela Prefeitura local será mais baixo do que para as outras prefeituras

    7- as crianças que brincam no rio Pirapama estarão seguras e os peixes que iremos consumir deste mesmo rio será que o mesmo não conterá os materiais “inerte ou pesado” (Sulfato de zinco chumbo mercúrio etc.) como assim dizem os especialistas

    Espero Moura que esta usina possa trazer benefícios e não malefícios

  9. vado de Gaibu disse:


    A vinda desta usina de tratamento de lixo para o Cabo está inserido no contexto que hoje o Cabo representa para a nação Brasileira e não podemos deixar de estar antenados ou plugados como dizem alguns

    Seus argumentos aqui Moura colocado no Portal Cabo esta fazendo um grande benefício para o povo do Cabo imagine agora com, mas este tema que é a questão Ambiental propriamente dito O Lixo

    A muito tenho tido esta preocupação nesta questão e agora vejo que os comentários aqui postados são de grande valia e analisei também o vídeo que foi colocado dando uma visão ou aproximando de como será tal usina

    E nesta minha analise simples tenho que concordar a usina é benéfica no contexto do trato do lixo, agora Moura quando foi idealizada a idéia da construção do Porto de Suape muito criticaram acharam que aquilo era um absurdo e hoje Moura esta para chamar atenção de todos até internacionalmente gerando emprego e tecnologia de ponta e agora chega na hora de tratar o que fabricamos ficamos fazendo vários questionamento.

    Sei que temos que ter o devido cuidado com o meio ambiente imagine quantos anos leva uma garrafa PET para ser degradada pelo tempo anos e anos, então se podemos dar um destino melhor então por que não arriscar por que não sermos o Primeiro no Brasil a ter seus resíduos tratados corretamente e ecologicamente corretos.

  10. Bocão disse:

    Vamos dar um destino no lixo corretamente ecológico
    Vamos então deixar de comer, vestir, comprar etc.
    Sou a favor e nada contra que me desculpem os ambientalistas

  11. Alberto Figueiredo disse:

    Isto!
    Debater, cruzar informações, exigir contrapartidas.
    Nádia de Jaboatão apontou algumas questões que devem ser respondidas, debatidas.
    O lixo produzido pelo homem é um grande problema e será um de seus maiores, tudo tem que ser levado em conta no método usado para diminuir os problemas trazidos por ele.
    Vamos continuar, vamos debater, cobrar explicações e contrapartidas, vamos solicitar audiência pública, vamos nos unir, ouvir, entender, pesar, debater tendo consciencia que “lixo” é um problema de todos e como se livrar dele também.

  12. Heraldo Ferraz Cavalcanti disse:


    ESSE FILME, JÁ CONHECEMOS.

    A composteira de Pontezinha é um exemplo do descaso dos órgãos público municipal, fora criada exatamente para reciclagem do lixo e empregos de carteira assinadas aos catadores como diz a matéria abaixo. Entretanto hoje, encontra-se de portas fechada. Segue o que diz a matéria em sua integra.

    Terça, 03/06/2008 – 17h28
    Semana do Meio Ambiente será comemorada com intensa programação nas escolas e ruas do Cabo

    Por Tereza Soares

    Palestras, caminhada, ato público, festival de meio ambiente, oficina de educação ambiental e reflorestamento de áreas fazem parte da programação da Semana do Meio Ambiente do Cabo, que acontece de 02 a 12 de junho no município. O evento envolve a sociedade civil, empresas, escolas privadas, Governos Municipal e Estadual, Comitê da Bacia Hidrográfica do Pirapama, CPRH, DMPN, entre outros atores sociais.

    Fazendo um balanço da questão ambiental do Cabo, o secretário de Meio Ambiente e Saneamento, Raimundo de Souza lembra que o município realizou grandes avanços neste setor nos últimos anos. Dentre as principais evoluções, ele cita a desativação do Lixão da Pista Preta com destino final para um aterro sanitário como uma das mais importantes. A ação recente da prefeitura junto a outros parceiros, resultou no emprego e socialização dos catadores do Lixão, que na sua maioria foram aproveitados e estão empregados com carteira assinada ou foram incluídos em projetos sociais do Governo. O apoio a catadores de cooperativas também fez parte das mudanças decorrentes do fim do lixão.

    Outra importante conquista ainda em relação ao lixo, segundo Raimundo de Souza, foi o recente repasse de recursos do PAC para melhorar a vida dos catadores. “A prefeitura recebeu recursos da ordem de R$ 300 mil do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal para a construção de galpões através da Secretaria de Meio Ambiente e Saneamento, um em Ponte dos Carvalhos na Associação dos Catadores e outro na Composteira em Pontezinha”. Os galpões servirão para as atividades de reciclagem dos catadores.

  13. Sérgio Belo - Unetur disse:


    Caro Amigos e Amigos,

    Não podemos perder a oportunidade dos investimentos que estão vindo para nossa região, temos que aproveitar este crescimento econômico para transformar a realidade das pessoas, principalmente para aquelas menos favorecidas, porem não podemos colocar este projeto como a salvação para a problemática do lixo.
    Não há milagre na questão do lixo, não podemos fazer desaparecer simplismente todo este volume de lixo produzido pela desinformação e falta de investimento em uma destinação mais correta, tais como: Redução, Reutilização e Reciclagem.

    Parabéns a amiga Amanda figuiredo lisboa, pelo que foi exposto em seu comentário o qual faço questão de reproduzir.

    “Na natureza nada se perde, nada se cria; tudo se transforma.”

    REDUÇÃO, REUTILIZAÇÃO e RECICLAGEM.

    REDUZIR Podemos reduzir significativamente a quantidade de lixo quando se consome menos de maneira mais eficiente, sempre racionalizando o uso de materiais e de produtos no nosso dia a dia. A título de exemplo, é possível editar e revisar documentos na tela do computador, antes de recorrer a cópias impressas; obter fotocópias em frente e verso; publicar informativos mensais ou semanais ao invés de produzir diversos memorandos; usar quadros de avisos para leitura coletiva, em substituição a circulares; omitir envelopes para correspondências internas; usar mais eficientemente os materiais de nosso cotidiano, como pilhas, pastas de dentifrício, sapatos, roupas, etc. Uma observação considerável: os restaurantes que servem “comida a quilo” estão fazendo o maior sucesso: o mínimo desperdício possível.

    REUTILIZAR O desperdício é uma forma irracional de utilizar os recursos e diversos produtos podem ser reutilizados antes de serem descartados, podendo ser usados na função original ou criando novas formas de utilização. Exemplificando: podemos utilizar os dois lados do papel, confeccionar blocos para rascunhos com papel escritos ou impressos em apenas um dos lados; reutilizar envelopes e clipes; reutilizar latas, sacos e embalagens plásticas para vasilhames, produção de mudas e até mesmo brinquedos; triturar restos de materiais e entulhos de construção para reutilizá-los em construções simples.

    RECICLAR é o termo usado quando é re-feito, por industrias especializadas, o produto de origem industrial, artesanal e agrícola, que foi usado e descartado ao fim de seu ciclo de produção e utilização. A reciclagem vêm sendo mais usada a partir de 1970, quando se acentuou a preocupação ambiental, em função do racionamento de matérias-primas. É importante que as empresas se convençam não ser mais possível desperdiçar e acumular de forma poluente materiais potencialmente recicláveis.

  14. Verbas do PAC para a composteira de Pontezinha,só se foi compostada!

  15. Parabéns pela excelente abordagem sobre o processamento do lixo!
    Quero, entretanto esclarecer que o projeto “USINA VERDE”, o qual visitei recentemente, desenvolvido pela UFRJ, apresenta uma tecnologia superada e realmente comprometedora do ponto de vista ambiental.
    Dispomos há cerca de mais de 30 anos de tecnologia mais avançada e mais econômica, onde a eliminação de qualquer tipo de resíduo de origem industrial ou urbano é tratado às temperaturas acima dos 7000 graus centígrados.
    A energia resultante absolutamente limpa permite obter mais que dobro na cogeração de Watts/Tonelada.
    Projetos dessa envergadura carecem de consultoria especializada, que estabeleça regras e especificações técnicas nos editais de concorrência, que impeçam desperdícios com o dinheiro público e decisões apressadas tomadas geralmente por gestores incompetentes ou políticos corruptos financiados por empreiteiros de obras.
    Olho neles ! Basta de maracutaias !
    Manekolopp
    Tecnólogo em tratamento de resíduos – Niterói – Rio de Janeiro

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  4. […] bom assessoramento para tais questões o que foi constatado por nos na questão da instalação do CTDR seguem abaixo os modelos a serem adotados por Municípios inclusive com o aporte do Governo Federal […]



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