De olho no mercado de R$ 11 bi

De olho no mercado de R$ 11 bi

Por: Micheline Batista
michelinebatista.pe@dabr.com.br

Quase 2,5 mil pessoas foram ontem ao Centro de Convenções de Pernambuco em busca de uma oportunidade para ser fornecedor da Refinaria Abreu e Lima, que está sendo construída em Suape. Esta primeira fase do 2º Encontro de Negócios da Petrobras mostrou um potencial de negócios de mais de R$ 11 bilhões, que é a soma dos sete contratos fechados com seis consórcios – Odebrecht/OAS, Conduto/Egesa, Egesa/TKK, Camargo Corrêa/CNEC, Construcap/Progen e Queiroz Galvão.


Os pernambucanos Gustavo Teles e Marcos Alexsandro acreditam que estão preparados para serem fornecedores . Foto: Fotos: Fellipe Castro/Esp. Aqui PE/D.A Press

As oportunidades de negócio são inúmeras, tanto para o fornecimento de bens quanto de serviços. Tudo na refinaria é gigantesco, os volumes são imensos. Há demandas em áreas como metalmecânica, construção civil, alimentação, segurança, projetos de engenharia, materiais e serviços, equipamentos. Para se ter uma ideia, no pico das obras, previsto para outubro de 2011, mais de 23 mil pessoas estarão trabalhando nos canteiros. Significa que serão mais de 23 mil fardamentos, mais de 23 mil equipamentos de proteção individual (EPIs), mais de 23 mil refeições que precisarão ser servidas. E esse é apenas um exemplo.

“É interesse da Petrobras que as empresas de Pernambuco sejam fornecedoras, porque sabemos que o fornecimento será mais rápido”, disse o gerente geral da implementação da refinaria, Glauco Legatti. Esse, inclusive, é o principal objetivo do encontro – mobilizar as empresas pernambucanas, especialmente as micro e pequenas. Mas não são poucas as exigências. As interessadas têm que estar em perfeitas condições jurídicas e cumprir à risca a legislação trabalhista, ambiental e de gestão.

As empresas precisam, por exemplo, comprovar a qualificação de sua força de trabalho. Seus funcionários precisam passar ou ter passado por um curso de SMS (segurança, meio ambiente e saúde) de no mínimo 16h, ter plano de saúde e odontológico. Os veículos leves locados não podem ter mais de quatro anos de uso, e assim por diante. “Para um funcionário conseguir entrar no canteiro, cumprindo todas as exigências, leva-se entre 15 e20 dias”, conta o diretor industrial da Abreu e Lima, Sylvestre Calmon.

Gustavo Teles e Marcos Alexsandro, da empresa Máximo Brilho, de Vitória de Santo Antão, acreditam que estão preparados para serem fornecedores dessa cadeia. A microempresa comercializa material e limpeza e quer fornecer para alguma terceirizada que for contratada para executar serviços de conservação e limpeza. “As exigências são grandes e a gente como micro às vezes sofre. Mas a gente pode se enquadrar, sim. A empresa está toda legalizada, tem todas as licenças e certificações”, garante Gustavo.

O superintendente do Sebrae-PE, Nilo Simões, diz que a inserção das micro e pequenas é um grande desafio. O Sebrae organiza o evento. “Historicamente, o número de pequenas empresas nordestinas cadastradas como fornecedoras da Petrobras sempre foi muito pequeno. Nosso papel é orientar, capacitar e intermediar essa inserção”.

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