Mais rigor na exploração de mananciais

Mais rigor na exploração de mananciais

Medidas para regular a exploração e o uso dos mananciais, a fim de evitar o desperdício, foram apontadas, ontem, no Seminário Gestão dos Recursos Hídricos no Nordeste. O encontro foi promovido pela Comissão de Meio Ambiente da Alepe e, de acordo com a presidente do colegiado, deputada Ceça Ribeiro (PSB), o tema é de interesse mundial, devido à escassez do produto.

O evento foi aberto pelo jornalista e pesquisador Inácio França, autor do livro Um Rio de Gente. A obra relata a história de pessoas que vivem às margens do Rio Capibaribe. “ Por meio de entrevistas, realizadas entre março e setembro de 2009, pude constatar que a poluição do manancial está relacionada a hábitos culturais e religiosos, antes cultivados pela população”, informou. França também enfatizou que o lançamento de produtos químicos; lixo doméstico, industrial e hospitalar; além de sangue de animais abatidos em matadouros são os principais agentes poluidores.

A explanação do coordenador-geral do Programa de Apoio à Agricultura Familiar da ONG Diaconia, Joseíltom Evangelista, focou o acesso das famílias do Semiárido às reservas hídricas. A Organização desenvolve projetos que aproveitam a água das chuvas, por meio do Programa Um Milhão de Cisternas (PIMC). “O líquido é armazenado em cisternas e consumido pela população rural para beber, cozinhar e na agricultura”, informou. Ainda segundo Evangelista, em Pernambuco, foram construídas cerca de 40 mil cisternas, mas, em todo o País, o PIMC já beneficiou um milhão de pessoas. Agora, a meta é beneficiar 1,3 milhão.

A decisão do Governo do Estado de investir cerca de U$ 190 milhões para despoluir o Rio Capibaribe, além de reflorestar e implementar obras de esgotamento sanitário, foi detalhada pelo secretário-executivo de Recursos Hídricos, Almir Cirillo. O montante é proveniente de convênio assinado com o Banco Mundial, há aproximadamente duas semanas. “É dever do poder público fomentar políticas de controle dos recursos hídricos, mas a sociedade é imprescindível no que se refere à conscientização e fiscalização. A população deve denunciar práticas nocivas ao ecossistema”, destacou Cirillo.

Para Ceça, “é necessário unir forças dos Estados nordestinos e defender medidas que visem investimentos na gestão dos recursos hídricos”. “Além disso, esse seminário também serviu como alerta à sociedade para preservar o uso da água”, destacou a socialista. Alunos do colégio NeoPlanos e de escolas públicas e particulares do Paulista também participaram do evento.

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