Pão e Circo para os Cabenses

Pão e Circo para os Cabenses

Por jairo Lima

Um das práticas muito comuns na Roma Antiga era a Política do Pão e Circo. Com os problemas que estavam acontecendo na parte rural romana, os camponeses começaram a mudar-se para o centro e com isso surgiram problemas comuns à superlotação da cidade. Quando os imperadores notavam que a população estava começando a se estressar e o sentimento de rebelião começava a nascer no povo, eles davam pão, trigo e outros alimentos e, para isso, juntavam todos nos estádios (um dos mais famosos era o Coliseu) para assistir às lutas dos famosos gladiadores.

Enquanto a população assistia a essas lutas, comiam pão, bebiam vinho e se esqueciam dos problemas que estavam enfrentando. Para se ter uma ideia, essa política estava dando tão certo que Roma chegou a ter 175 feriados por ano.

O tempo passou, mas a política continua a mesma. No Cabo de Santo Agostinho essa prática funciona muito bem. Sabemos que o município está entregue às baratas. São buracos por todos os lados, famílias desabrigadas, enquanto os “amigos” do prefeito e de seu secretariado ocupam as casas que deveriam ser dessas pessoas.  São problemas que não têm fim em toda a cidade, desde a Charneca, até Jussaral, problemas e mais problemas.

Voltando à história da política do Pão e Circo, em Roma, a prática era adotada todas as vezes que começava o sentimento de rebelião na população devido aos problemas enfrentados diariamente, no Cabo não é tão diferente e essa prática já virou uma constante. Quando os problemas da cidade estão começando a ficarem insuportáveis o prefeito, Lula Cabral, inventa uma festa para calar a boca da população.

A mais atual festa será o Festival da Juventude. Esse ano a festa ficará por conta de Chiclete com Banana, Paralamas do Sucesso, Cavaleiros do Forró, Jorge Aragão e muitas outras atrações. O grande problema não é a festa, mas os valores que serão gastos para contratar essas bandas, enquanto as pessoas têm que andar pela cidade com medo da violência, tendo que enfrentar os buracos, tendo que enfrentar a falta d’água, a falta de educação, de saúde de qualidade. Até mesmo o Orçamento Participativo, que foi implantado com tanto alvoroço não saiu do papel. As obras escolhidas pela população ainda não começaram e, em toda cidade estão acontecendo manifestações de repúdio ao que eles mesmos chamam de “enrolação” do governo municipal.

São tantos problema na cidade e o prefeito está mais interessado em promover o melhor Festival da Juventude para fazer com que a população se esqueça dos problemas que enfrenta diariamente.

Precisamos abrir bem os olhos porque estamos a poucos meses das eleições e o Cabo não pode mais se deixar levar por uma prefeitura que não tem trabalhado pela população, e que faz festas para que as pessoas se esqueçam dos problemas que enfrentam diariamente, e com isso, votem nele ou no candidato dele nas próximas eleições.

Jairo Lima

É formado em gestão pública e membro da Academia Cabense de Letras

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