Um hectare de mangue em Suape vale 4,2 milhões de dólares, diz estudo

Um hectare de mangue em Suape

vale 4,2 milhões de dólares, diz estudo

Fonte: Blog Ciência e meio Ambiente
É do professor da Universidade de Pernambuco Clemente Coelho, especialista em manguezal, a apresentação abaixo. Ele toma por base o documento  “Avaliação Ecossistêmica do  Milênio” (Milennium Ecosystem Assessment), publicado em 2002 pela ONU. Segundo Clemente, cada hectare de mangue suprimido em Suape vale US$ 4,2 milhões por ano. O cálculo envolve serviços ambientais como pesca, turismo, retenção de carbono da atmosfera, contenção de erosão, filtragem biológica e área de pouso de aves migratórias.

Para o pesquisador, o aterro de quase 900 hectares de mangue no Porto de Suape, previsto em projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa, trará não apenas impactos ambientais, mas também sociais, envolvendo populações riberinhas que vivem da atividade pesqueira na área.  Além do mangue, o projeto autoriza a supressão de 17,03 hectares de mata atlântica e 166,06 de restinga, totalizando 1.076,49 hectares de vegetação nativa que darão lugar à ampliação do complexo industrial e portuário, no Grande Recife.

“A supressão levará a um colapso da mesma na região e o desmonte da atividade profissional, reconhecida e regida pelas leis trabalhistas e ambientais. A supressão do manguezal ameaçará sobremaneira a segurança e a soberania alimentar de muitas famílias”, alerta.

Clemente também chama a atenção para o risco de alterações hidrológicas e oceanográficas nesse trecho da costa, acelerando o processo de erosão nas praias e, consequentemente, aumentando os custos de contenção desse processo. “Os prejuízos econômicos serão significativos, além daqueles já contabilizados pelas prefeituras como as do Recife e de Jaboatão, nos últimos anos.”

Comments
4 Responses to “Um hectare de mangue em Suape vale 4,2 milhões de dólares, diz estudo”
  1. Precisa ser muito imbecil, irresponsável, egoista e por pensar apenas em reeleição e progresso uma corja destruirá tudo para aparecer para o mundo como construtor de Suape.
    Todos serão cumplices, de vereadores a presidente da república (que já esta fazendo sua parte) foi só a presidente do IBAMA dizer que só este órgão poderia dar a licença para a corja ganhar dinheiro para o chefão substituir o presidente do IBAMA, a direção do órgão e seus dirigentes mais elevados são paus mandados.
    O número de componentes da corja aumenta todos os dias.
    Esta geração ficará conhecida como a que permitiu a maior destruição de área de preservação permanente no Brasil.
    Vamos ver o que dirão seus filhos e netos
    Parabéns!

  2. JOSÉ RICARDO PAES DE ANDRADADE disse:

    CARO AMIGO ALBERTO, OS FILHOS E NETOS DESTES NADA DIRÃO, POIS ESTARÃO NOS MESMOS PATAMARES. AGORA, O QUE DIRÃO OU MELHOR, O QUE VERÃO OS NOSSOS, OS DOS FAMILIARES QUE ALI VIVEME SOBREVIVEM, AÍ SIM.
    EU PELO MENOS PUDE SENTIR O CHEIRO GOSTOSO E DESFRUTAR DAS DELÍCIAS QUE O MANGUE NOS PROPORCIONA. PERDI AS QUANTAS DA ÉPOCA DE MOLEQUE QUE ÍAMOS AO MANGUEZAL A PROCURA DE CARANGUEIJO, ARATU, ETC… (DONA BETINHA NUNCA SOUBE E NEM SONHOU QUE A GENTE FAZIA ESSAS AVENTURAS). PELO MENOS, ESSAS RECORDAÇÕES ELES NÃO CONSEGUIRÃO ACABAR.

  3. S. O.. S. Ecologia, 4,2 milhões de dólares é o preço estimado para a degredação ambiental em Suape!!!

    As espectativas do desenvolvimento econômico do estado de Pernambuco, atinge pantamares de crescimento, um crescimento que gera divisas e empregos, também gera a tal degredação ambiental que polui e provoca o desequilíbrio ecológico, portanto é necessário repensar e reavaliar projetos nas políticas públicas. Quando um grupo de Parlamentares se juntam para votar em um projeto geralmente pensam mais em sí, a vaidade de ter o seu nome escrito em uma pláca de bronze, sua imágem estampada em jornais onde declara “EU FIZ”, esta afirmação demagógica fére e faz sofrer os menos afortunados ou sejam ; os excluídos que buscam na natureza a sua sobrevivencia e sustentabilidade !!!
    – Qual o preço da dignidade humana???

    Por: João Sávio dos Santos Lima.

  4. Dr. João sabe o respeito que lhe tenho mais o senhor está enganado, os parlamentares quando vão votar um projeto é claro que pensam neles em primeiro lugar “esta afirmativa está correta” mais a placa comemorativa com o “Eu fiz” não é muito levada em conta, na hora de aprovar ou não o que menos pesa é que sofrimentos causarão a outros homens, que agressão irreparável causará a natureza, e que qualidade de vida será deixada para outras gerações, o importante é quanto será recebido para aprovar, não especificamente em moeda pode ser em apoios nas próximas eleições, uma mãozinha amiga para financiar e coisas assim.
    Não podemos, no entanto julgar a maioria por este erro, afinal ser reeleito é uma questão de sobrevivência, pois 90% se perder o cargo perde a imunidade isso é que é mais importante,
    Noventa por cento ainda é chamada de “incelença” e não de rato apenas por esta coisa nojenta que é a “imundidade paralamentar” uma vergonha que agride todos os cidadãos de bem.
    Desculpe contrariá-lo mais esta é a verdade!
    Cordialmente;

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