Cabo recebe fábrica espanhola para produção de torres de geração de energia eólica

Cabo recebe fábrica espanhola para

produção de torres de geração de energia eólica

A RM Eólica, empresa do grupo espanhol Gonvarri, inaugurou nesta quarta-feira (12/05) uma fábrica de torres para centrais de geração de energia eólica ( produzida através do vento), no Cabo de Santo Agostinho. A unidade, que recebeu um investimento de 37 milhões, é a primeira fábrica do grupo Gonvarri Wind Towers fora da Espanha neste segmento de produção de torres. A fábrica localizada, na Rodovia PE-60, terá capacidade de produzir mil torres por ano.

Os secretários municipais de Desenvolvimento Econômico, Allex Gomes, de Turismo, Cultura, Esporte e Juventude, Fernando Muniz, e a secretária executiva de Meio Ambiente, Berenice de Andrade Lima, prestigiaram o evento representando o prefeito Lula Cabral. Segundo Allex Gomes, a prefeitura, através de um alvará de licença possibilitou a instalação e o funcionamento da fábrica na região.

“É muito satisfatório para o município essa inovação tecnológica, pois a cada dia se estabelece a necessidade de ter energia limpa e sustentável. Pernambuco vem afirmando efetivamente essa iniciativa tomando medidas que precisam encontrar alternativas para a energia, que consequentemente funcionam no crescimento e desenvolvimento do município e do Estado”, afirmou Allex Gomes.

O secretário destacou que muitos jovens do Cabo foram capacitados com cursos profissionalizantes, através de uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), e hoje estão inseridos no mercado de trabalho totalmente inovado. Lembrando que todas essas ações visam garantir a empregabilidade da população cabense que têm sido sempre priorizada pelo prefeito Lula Cabral.

Para o secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Juventude, Fernando Muniz, “A qualidade da energia eólica e a tecnologia avançada qualificará o parque fabril do Cabo”. Antes do início da solenidade houve uma apresentação da banda Toadas do Cabo de Santo Agostinho, que foi instruída pelo gerente de Turismo do município, Tércio Netto.

Participaram da cerimônia o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o presidente da Gonvarri Winds Tower (a área de equipamentos para eólicas do Grupo Gestamp da Espanha), Jon Riberas, o diretor da RM Eólica Pernambucana, Fernando Puente, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e presidente do Porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho, o vice-presidente do Porto de Suape, Sidnei Aires, o secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco, Anderson Gomes, o presidente da Câmara dos Vereadores do Cabo, Gessé Valério, empresários, e outras autoridades.

Texto: Jessica Benevides – Estagiária da Secom/Cabo
Fotos: Jorge Luíz

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2 Responses to “Cabo recebe fábrica espanhola para produção de torres de geração de energia eólica”
  1. Este sim é um emprendimento que deve ser festejado.
    Não dá o devido valor às coisas que podem ajudar manter este planeta habitavel, leia abaixo ou acesse: http://espadapetrea.blogspot.com/ – Do Ceará para o mundo e veja a matéria com fotos.
    Fantástico! – INVENTO DE UM CEARENSE…

    POSTE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA 100% ALIMENTADO POR ENERGIA EÓLICA E SOLAR
    Cem por cento limpeza
    Por GEVAN OLIVEIRA
    Não tem mais volta. As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.

    O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.

    Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. “Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo”, esclarece.

    Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.

    Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um “avião” – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento. À prova de apagão
    Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: “As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar”.
    O inventor explica que a ideia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento.

    Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial”, diz.

    Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na ideia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.

    O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. “Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%”, garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. “Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental”, finaliza Fernandes Ximenes.

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