Empregabilidade o que existe de concreto no Cabo de Santo Agostinho

A foto é bonita, contudo os atos são pequenos

Prefeito Lula Cabral recebeu visita dos presidentes do Estaleiro e da Refinaria.

Pode até ser que passou despercebido para alguns, mas para quem busca sob o olhar de construção de um projeto voltado para a cidade. Grifei em vermelho alguns diálogos para poder analisar com profundidade a empregabilidade que existe de concreto no Cabo de Santo Agostinho.

O desenvolvimento do Cabo de Santo Agostinho, como parte do território estratégico de Suape, esteve em pauta nesta quinta-feira (20/05) no Centro Administrativo Municipal Joaquim Nabuco. É que o prefeito Lula Cabral recebeu a visita dos presidentes do Estaleiro Atlântico Sul, Ângelo Bellelis, e da Refinaria Abreu Lima, Marcelino Guedes, para uma reunião cujo objetivo foi conversar sobre as ações desenvolvidas na região e estreitar o relacionamento entre todos.

Dentro dessa perspectiva, a proposta da visita das empresas foi, além de apresentar ao prefeito os projetos desenvolvidos por cada uma, conhecer as ações ele realiza no município – todos interessados em firmar parcerias para desenvolver a região. Convicto da importância da geração de empregos para este feito, o prefeito acredita que os empreendimentos que estão chegando vão beneficiar demais tanto os jovens que precisam de um primeiro emprego quanto aqueles já experientes. Sonho antigo perto de ser concretizado, afirmou Lula.

Já uma realidade que, de acordo com o presidente do estaleiro, Ângelo Bellelis, se confirma atualmente, é a da “sobra” de vagas, já que existe uma enorme demanda por profissionais cujas vagas não são preenchidas por falta de qualificação e experiência. “Inclusive um dos nossos investimentos é capacitar trabalhadores das cinco cidades do entorno de Suape (Cabo, Escada, Ipojuca, Jaboatão e Moreno)”, pontuou Bellelis. Para o presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, Pernambuco precisa aproveitar ao máximo esse momento que vive a região.

Vamos aos Fatos:

O discurso que acompanha tais notícias tem, na noção de empregabilidade, traços marcantes: noção que está sempre acompanhada de expressões como “esperança”, “oportunidade” e “crescimento”, numa clara sinalização de que a incorporação desses empreendimentos na dinâmica econômica do Estado proporcionará o crescimento e desenvolvimento de Pernambuco, e será responsável por gerar milhares de vagas de trabalho para os moradores da região no entorno dos projetos. A disseminação dessas informações provoca impactos na subjetividade da população que parece incorporar a idéia de que esses empreendimentos irão “mudar suas vidas”, e “que o investimento em cursos de qualificação lhes garantirá uma vaga neste amplo mercado que se abre”. Com a instalação desses empreendimentos algumas questões se colocam ao debate:

O processo de organização dos trabalhadores que não vivenciaram as práticas organizativas dos anos 80 do século passado

O debate do desenvolvimento regional, as novas práticas de gestão e organização do trabalho e a relação entre crescimento econômico e desenvolvimento social das localidades envolvidas nos empreendimento

No caso do estado de Pernambuco, o desemprego vem tomando significativas proporções, como apontam os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana do Recife – realizada pela Agência CONDEPE/FIDEM em parceria com o DIEESE e a Fundação SEADE – a taxa de desemprego total cresceu entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010, passando de 17,5% para 17,9%. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto3 passou de 10,7% para 10,6% e a de desemprego oculto4 cresceu de 6,8% para 7,3 %. A despeito da implantação de grandes empreendimentos produtivos no Estado, o que se revela é a manutenção de altas taxas de desemprego

Aqui, chamo atenção para a discussão da naturalização do conceito de cidadania e seu uso indiscriminado e abstrato por parte do governo, empresários e até trabalhadores.

A nosso ver, a temática da Qualificação Profissional dos trabalhadores se insere em uma discussão mais ampla que vem se constituindo em tentativa de construção de hegemonia na sociedade. “Educação para todos e oportunidades” são os eixos que orientam a idéia de inclusão social e de uma cidadania indiferenciada, onde as classes trabalhadoras são interpeladas para se responsabilizarem pelo seu “capital social” e pela sua inserção no mercado de trabalho. Veja a que ponto está este tipo de inclusão social.

A proposta de qualificação profissional que é apresentada tanto pelo estado como pelo empresariado, na fase atual do capitalismo, tem como suposto a responsabilização individual pela situação econômica e social dos sujeitos sociais.

Está baseada nas noções de competências individuais, empreendedorismo e autonomia. Nessa direção, incorpora o horizonte de conservação e formação de uma hegemonia dominante. Veja que esta constatação ela é real e verdadeira e mostra a falta de responsabilidade dos que compõem esta metodologia jogando todo um passado educacional nas costa do trabalhador atual de nosso Município.

Quando analisei a visita destes nobres empresariados ao gabinete do prefeito, fiquei a me perguntar quais os verdadeiros incentivos que foram aplicados para a inclusão e qualificação de mão de obra para o complexo de Suape. Fui buscar informe no SENAI Cabo para saber quantas vagas são colocadas gratuitamente para a população do Cabo, pasmem apenas 18% é destinada a gratuidade, desde que, seus pleiteadores passem em um concurso o que já torna deficiente o processo de inclusão social, veja que o restante das vagas são 36% destinado a indústria que contribui para estar autarquia,e o restante é colocado a disposição de quem pode pagar pelos tais cursos, que variam de acordo com o tempo de horas dos cursos, que não são baratos e sim caros, para quem deveria estar praticando a inclusão social dentro deste Município.

Mas tive que buscar outros informes para saber sobre as qualificações que foram feitas através dos Programas Pro – jovem e PROMIMP O Plano Nacional de Qualificação Profissional do Prominp é um grande projeto de qualificação profissional que visa capacitar, gratuitamente, milhares de profissionais em 175 categorias profissionais consideradas críticas para o setor de petróleo e gás, ou seja, categorias com disponibilidade de mão-de-obra bem inferior à demanda do setor.

Já o cabo no ano passado teve a classificação de vários jovens neste projeto e outros promovidos por parceria junto à prefeitura e o SENAI e o Governo do Estado.

Bom até ai nada esta sendo feito de concreto para a inclusão dos trabalhadores do Cabo de santo Agostinho afirmo isso sobre os dados que analisei do Ministério do Trabalho veja que isso são fatos preocupantes, pois eles demonstram que nada esta sendo feito. E esta visão do complexo de Suape esta bem eqüidistante da realidade destes dados veja só:

O seguimento de trabalho que mais contribuiu para a empregabilidade entre janeiro de 2009 a abril de 2010 todos vão achar que seria entorno de Suape, mas não são isso que os dados mostram encontramos um seguimento que quase ninguém comenta o Trabalhador da cultura de cana de açúcar  com 2.447 admissões e contra a de Soldador que seria uma das principais mão de obra para o estaleiro teve apenas 204 admissões veja que analisei também os dados de Ipojuca para ninguém dizer que Suape esteja empregando só pessoa deste município e mais uma vez deu novamente a área da cultura de cana de açúcar  o que contradiz tudo que se tem falado veja os dados abaixo

Ocupações que mais admitiram em ipojucaView more documents from PortalCabo.

Outros dados que foi  levantado

Informações para o Sistema Público de Emprego e Renda do Município do Cabo de Santo Agostinho

Onde podemos constatar que 221 mulheres Cabenses ainda trabalham na lavoura de Cana que é um fato gravíssimo.

Outros dados que levantei foi que Jan/2010 até Abr/2010 foi requerido 2206 seguros desempregos que deste montante são 1737 homens e 469 mulheres

Já o processo de INTERMEDIAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA
Jan/2009 até Dez/2009 através de bancos de dados

Inscrito 16.876 trabalhadores

Vagas capitadas e colocada a disposição 4.601

Encaminhados 12.068

Colocados apenas 996

Agora existem outros dados que vocês podem analisar abaixo

Quais são minhas conclusões e de varias pessoas que trabalham em torno de Suape é que os Profissionais ali contratados são de outros estados e não dos municípios entorno de Suape que deveriam ser os grandes beneficiários deste mega projeto.
Isto é um fato real e inadmissível que temos que engolir? Não temos que cobrar providências claras, convocar os sindicatos dos trabalhadores em questão às associações comerciais fornecedores de mão de obra locais e a  sociedade organizada junto com o Ministério Publico para elabora um plano de ação e combate a estes forasteiros que estão retirando os empregos de seus Munícipes.
E cabe também ao gestor deste Município deixar de ficar de tapinha nas costas destes capitalistas, exploradores de manguezais, do qual querem ficar com a fatia maior do bolo, temos que reparti-lo de forma homogenia com toda a classe trabalhadora da qual esta sendo ludibriada, entorno de qualificações profissionais do qual a realidade do mercado de trabalho é para os que estão de conchavos e interesse próprios de suas autarquias.
E convido a todos que querem se engajar nesta luta deixe seus comentários e se possível telefone para juntos podermos dar um basta nesta situação

Ass Moura

Fonte consultadas

Dados Ministerio do Trabalho

A QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DAS “NOVAS
OPORTUNIDADES” EM PERNAMBUCO

De autoria Angela Santana do Amaral
Francis Azevedo

Comments
8 Responses to “Empregabilidade o que existe de concreto no Cabo de Santo Agostinho”
  1. Antonio Queiroz disse:

    Suape o que queremos
    Práticas convencionais de emprego precisam ser revistas. Conflitos institucionalizados precisam ser esquecidos. Estruturas rígidas precisam ser flexibilizadas. Novas formas de relacionamento devem ser adotadas. Sistemas de seleção reformulados. Vinculações alternativas devem ser praticadas. Discursos ideológicos serem esquecidos. A realidade está rapidamente sendo modificada, e o emprego não é mais o emprego seguro, até a aposentadoria, com inserção num quadro de cargos e salários, pois tudo isso está acabando e para muitos já acabou.
    Hoje há três lutas básicas a serem enfrentadas e para cada uma delas existe uma estratégia para se vencer:

    1. Ingressar no Mercado de Trabalho. O que nosso município vem fazendo?
    2. Preservar o Estagio ou Emprego. O que nosso município pode dar de contribuição?
    3. Reconquistar um Emprego. Para quem esta desempregado, quais as alternativas que o município poderia contribuir?
    Nessas lutas, o certo é que para se conquistar um emprego os processos convencionais de enviar currículo, se registrar em agências de emprego, fazer entrevistas, e procedimentos similares, já não são eficazes. O mesmo acontece com a manutenção do emprego, pois muitas pessoas são dispensadas, ou se demitem, por não terem conseguido se ajustar às características da organização onde trabalhavam.
    Já para estar inserido em Suape os candidatos só tem uma opção, tentar com empresas de Pernambuco o que são uma minoria neste complexo, veja que a maioria das empresas prestadora de serviços são de fora do estado e trazem seus próprios funcionários, fazendo com que o cabo seja apenas dormitórios para este empregados, e quando chegam os seus vencimentos remetem os mesmo para o estado de origem, deixando assim de contribuir para o nosso município, veja que quem esta lucrando com isso e o seguimento imobiliário.
    E nesta analogia temos que lutar para que o atual Gestor e a sociedade organizadas busquem um acordo com o seguimentos administrativos de Suape para que o emprego seja distribuído deforma correta entre os municípios que engloba o entorno de Suape

  2. Dionisio de Ipojuca disse:

    O PORTO DE SUAPE E A REFINARIA DA PETROBRAS ESTALADOS NO PORTO
    Moura suas colocações estão bem elaborada a realidade é esta

    DE SUAPE E DIFICIL DE ENTENDER. quando o presidente LULA esteve em pernambuco disse que as mencionadas era para acabar com a probresa na região, mais vemos que não e isso que estar acontencendo e sim uma gama de burrocracia, os CONTROLADORES dos estado continua a proteger os empregos com finalidade politica ou seja continua as mesma coisa da época do PICARETA DO JARBAS VASCONCELOS a figura mais HEDIONDA no estado de PERNAMBUCO AINDA não se sabe que esta por traz desta condições para o cidadão. ou seja pernambuco parece ser um estado democratico mais e so APARENCIA NO CASO OU MUDA-SE os conceitos para conseguir emprego AQUIR EM PERNAMBUCO ou vai continuar a mesma MERDA.

  3. Sergio Vieira disse:

    Chegou a hora de se discutir com decência o que está acontecendo em Suape. Sob o argumento do progresso e desenvolvimento econômico, vale tudo no jogo bruto de Suape.
    Não importa se Suape destruiu a Praia de Boa Viagem e Piedade, se o tubarão já matou várias pessoas, se o mangue está sendo destruído sem que seja dada uma compensação ambiental, se a Prefeitura de Ipojuca não diz o que faz com o dinheiro. E a do Cabo se cala diante de tais fatos temos que tomar providencias cabíveis e enérgicas pois os fatos e dados mostrado aqui e de extrema importância e coloca a dura realidade que não somos o nosso povo de Pernambuco que esta comendo desta fatia de bolo e sim outras pessoas de outros estados

  4. Enquanto a politicalha aparece mostrando sua preocupação com a empregabilidade dos cidadãos do Cabo e entorno nos projetos Suape uma coisa sabida e certa seria a falta de mão de obra qualificada, o Sr. Antônio Tem razão, precisam serem revistas as formas, os conceitos de empregabilidade
    Suape precisa de profissionais em várias áreas, quantos bons temos, mais falta-lhes o ensino propedeutico o necessário para que se compeenda uma ordem recebida a profissão em si muitos sabem, conhecem e esta perdida por isso.
    Então porque não dar oportunidade a estes e dentro do pacote de emprego ficar estabelecido o compromisso do estudo.
    Por sua vez as empresas de Suape patrocinarão por meio de parcerias com entidades da sociedade organizada cursos básicos para adultos que podem ir da alfabetização até mesmo profissionalizantes.
    Temos, aqui mesmo em Pontezinha exelentes torneiros mecânicos, ferramenteiros, soldadores, mestres de obras que podem dar aulas, muitos aposentados podem em troca de uma ajuda de custo passar para muitos desses jovens seus conhecimentos.
    Um mecânico de manutenção que trabalhou 35 anos na mesma empresa, se remunerado pode muito bem ser instrutor de um curso na sua área, mais não pode trabalhar em Suape, tem o básico, mesmo assim lê as intruções, conhece os esquemas monta e desmonta mais não tem o ensino médio e a buracracia impede o uso desta mão de obra que muitas vezes sabe mais que um jovem formado.
    Se governo e empresas buscarem ajuda em entidades como Assosciações, Conselhos etc. poderão ter parceiros de valor.
    Volto a dizer o povo de Ipojuca e Cabo além do problema estrutural que aumentará constante e rapídamente por falta investimentos no setor amargará não se utilizar de parcerias com entidades civis organizadas.Ficarão vendo a caravana do progresso passar
    Mesmo que os cofres esteja abarrotados isso sem contar com os fatores, ganância, egoismo e a auto promoção dos políticos.

  5. Valdomiro Ferraz disse:

    Não seria a falta de Educação dos Gestores

    As pratica sociais sempre estão atrelada a educação mas educação de quem tem o Poder
    Vejamos se um tal Gestor em sua infância contemplativa tivesse em seus ensinamentos o bem comum a moral cristã seria racional que o seus pensamentos para com a educação e trabalho seria outra e não esta aplicada atualmente pelo Gestores em questões, os dois por assim dizer estão em um patamar tão eqüidistante da realidade de nossos Município que beira ao caus total da burrice vista e aplicada de tapinhas nas costas destes que fazem o ardiloso capitalismos de Suape.
    Os capitalistas odeiam falar de limites para seus anseios empresariais, mas a verdade é que o paradigma do progresso econômico infinito vem sendo um câncer para os trabalhadores em questão veja que do ponto de vista e dados concreto apresentado pelo Portal Cabo nos da esta variável questionável isto nos torna reféns deste capitalismo que só quer aglutinar riquezas. Onde os trabalhadores não foram consultados para tratar destas qualificações e inclusão de empregabilidade em torno de Suape.
    Mas á tempo de recorrer para que isso se torne viável para todos basta unir força entorno de dados concretos que foram colocado aqui e moura você deveria entrar em contato com o setor sindical dos trabalhadores de Suape e aglutinar esforços entorno desta questão
    E quanto aos Gestores vamos deixá-los a ver navios.

  6. Moura! Ótima esta temática da empregabilidade que você traz para o Debate neste momento, principalmente com o reforço destes números sobre o nosso emprego e desemprego. Olha Moura, como você, também fiquei estarrecido em saber que o Prefeito Lula Cabral recebeu a visita dos presidentes do Estaleiro e da Refinaria apenas para tira foto e tratar de amenidades. Gostei dos comentários de Antonio Queiroz, Dionísio, Sergio Vieira, Alberto Figueiredo, Valdomiro Ferraz, e deixo aqui um escrito meu publicado neste Portal, no Platão cabo e Jornal tribuna popular.

    Por JOSÉ LUIZ SOBRINHO*

    O Cabo de Santo Agostinho está diante da melhor oportunidade de desenvolvimento da sua história. É possível, agora, mais do que nunca, encararmos de frente as grandes demandas do nosso povo: trabalho, saúde, educação, habitabilidade, cultura e uma gestão pública ética, democrática, eficiente com participação cidadã e controle social. Recursos financeiros existem, a receita do município não pára de crescer, são fortes os investimentos e incentivos, estadual e federal, por meio de projetos, programas e linhas de créditos especiais através dos bancos públicos federais.

    SUAPE está de vento em popa, a partir de grandes projetos como: Refinaria de Petróleo, Estaleiro e o Pólo Petroquímico. O impacto desses empreendimentos se estende sobre o nosso município que tem a maior parte do território de SUAPE, onde estão estaladas e em funcionamento dezenas de empresas e outras tantas em processo de implementação, na parte de SUAPE e em torno das rodovias.

    É também constante a chegada de novas empresas na área de comércio e prestação de serviços em nossa cidade. Empresários locais arregaçaram as mangas e aos trancos e barrancos implantaram o Shoping Costa Dourada. Do outro lado, está em andamento o Complexo Turístico e Imobiliário de Luxo na praia do Paiva.

    A movimentação é grande na BR-101 e na PE-60 o trânsito é intenso e não pára, muita gente chegando para disputar um emprego de várias regiões do país e até do exterior. Já dá para ter uma idéia das mudanças que estão em andamento e dos impactos positivos e negativos deste crescimento deslocado do preparo atual da nossa população. Por falar em população, acho que nos aproximamos de 200 mil habitantes, precisamos defender e promover com mais força e competência os interesses dessa gente, do nosso patrimônio natural, histórico e da nossa extraordinária riqueza cultural.

    SUAPE está concluindo um novo plano diretor intitulado SUAPE GLOBAL e o nosso SUAPE GLOBAL chama-se Cabo de Santo Agostinho. Imagine você em 2016, quando todos esses grandes empreendimentos estiverem operando e junto com eles uma teia imensa de outros empreendimentos gerando trabalho e construindo riquezas. Pernambuco atingirá um Produto Interno Bruto – PIB, de 70 bilhões de reais, segundo a economista Tânia Bacelar. Nosso Estado vai crescer mais do que o Brasil e a região estratégica de SUAPE, onde estamos, vai crescer mais do que Pernambuco.

    Desejamos que este crescimento seja sustentável, com trabalho decente e que a riqueza possa ser compartilhada por todos, pois crescimento por si só não garante melhor qualidade de vida para a sociedade e é aí que entra em cena a Política, Governo, Oposição e nós, cidadãos, eleitores, eu, você. Vamos refletir: diante de tudo isso qual é o nosso sonho? Nosso projeto? Vamos aceitar a indiferença em relação à maioria da população? Será que para o povão qualquer coisa basta? Qualquer projeto/programa? Qualquer capacitação ou treinamento? Para qualquer emprego? Qualquer atendimento para nossa saúde será que basta? Será que para o povão qualquer coisa serve para moradia? Será que para nós, povão, qualquer coisa serve como cultura? E a política? Há bom! Na política pública não deve ser também qualquer coisa, qualquer político, qualquer prática de clientela. Na política pública nós somos os patrões, vamos exigir um grau mais elevado de compromisso, de competência, de honestidade e de prática democrática no trato da coisa pública, no atendimento das demandas do povão. Acho que é urgente a necessidade de construirmos um projeto de desenvolvimento da sociedade cabense à altura das oportunidades e dos desafios que estão diante de nós.

    *JOSÉ LUIZ SOBRINHO é ex-militante do PT do Cabo de Santo Agostinho.

Trackbacks
Check out what others are saying...
  1. […] This post was mentioned on Twitter by José Luiz, Portal Cabo. Portal Cabo said: Empregabilidade o que existe de concreto no Cabo de Santo Agostinho http://bit.ly/akDUfS […]

  2. […] disso foi a vez de ouvir os participantes do evento do qual não ficamos de fora falamos da Empregabilidade matéria aqui divulgada no Portal Cabo e também busquei saber sua posição referente a USINA DE […]



Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: