Depois de muitos sofrimentos Portadores de Deficiência física do Cabo são Recebido pelo Prefeito do Cabo

Depois de muitos sofrimentos Portadores

de Deficiência física do Cabo são

Recebido pelo Prefeito do Cabo

Antes de falar sobre esta reunião temos que abordar o que ocorreu para que esta reunião fosse pleiteada.

Tudo começou, com um simples texto de Monaliza Brito

Deficientes do Cabo buscam acessibilidade até à cidadania


Acesso à educação é um dos grandes problemas enfrentados por deficientes físicos.
Para entender melhor os problemas enfrentados por cidadãos portadores de deficiência física, em seu dia-a-dia e, dessa forma, alertar às autoridades, o jornal Tribuna Popular conversou com dois deficientes físicos do Cabo de Santo Agostinho, Daniel Xavier de Moura e Maria José da Silva. A reportagem não teve acesso a dados recentes, mas, segundo estatísticas de 1998, 17% da população local apresentam algum tipo de deficiência física. A primeira dificuldade apontada é facilmente identificada por qualquer pessoa, e não prejudica apenas os deficientes. A questão da acessibilidade afeta também outros grupos da população como idosos e gestantes. Tudo parece difícil para quem tem restrições de locomoção: as repartições públicas do município não têm rampa, a maioria dos bancos, escolas, agências do correio, casas lotéricas e estabelecimentos comerciais também não. Transporte acessível, então, é uma questão de sorte. De acordo com Daniel, a empresa São Judas Tadeu, responsável pelas principais linhas que ligam o Cabo ao Recife, conta com apenas dois ônibus preparados para atender pessoas com necessidades especiais. CALÇADAS Outro problema sério no que se refere à acessibilidade é a falta de respeito de alguns moradores com relação ao recuo obrigatório das calçadas. Nos bairros de Ponte dos Carvalhos e Pontezinha, por exemplo, é comum encontrar casas que não respeitam a metragem obrigatória de 1,20m de faixa livre e contínua que deve ser reservada em frente à construção para a calçada, forçando as pessoas a transitarem no acostamento ou mesmo na ru

a. Isso sem falar nas calçadas que existem, mas estão esburacadas, dificultando a passagem de cadeirantes e até mesmo de quem transita com sapatos de salto. “Preparar as calçadas para receberem deficientes não beneficia apenas os deficientes”, conta Daniel. “A acessibilidade de um cadeirante pode ser tomada apenas como referencial. Se um cadeirante circula bem em uma calçada, qualquer pessoa também circula, incluindo idosos, crianças, pessoas com carrinhos de bebês, mulheres que andam de salto”, explica ele. EDUCAÇÃO Maria chamou a atenção para outro problema: a educação pública. Segundo ela, embora a inclusão de deficientes esteja “na moda”, os profissionais não estão preparados para receber esses alunos, em parte por causa de falhas do sistema que afetam a todos, e não se limitam ao município do Cabo. “Em uma sala com 40 alunos, como oferecer atendimento diferenciado a quem precisa?”, questionou ela. “Inclusão não se limita a matricular os alunos, é preciso dar condições aos profissionais para integrar os alunos deficientes na dinâmica da escola”, enfatiza Maria. E há ainda, conforme conta Maria, aqueles que não podem ir até a escola, pois não têm condições físicas de locomoção ou de permanecer sentado durante cerca de quatro horas nas aulas. “Essas pessoas querem estudar e merecem uma oportunidade. Uma opção para elas seria um `professor itinerante’, que desse aulas na casa do aluno”, sugere ela. O acesso aos cursos de arte também é complicado. A escola de música de Ponte dos Carvalhos, por exemplo, tem uma escada que funciona como fator excludente para algumas pessoas.

EM BUSCA DA DIGNIDADE
SAÚDE E quem enfrenta dificuldades para ir à escola, também enfrenta problemas para chegar aos postos de saúde na busca por atendimento médico. Tanto no que se refere ao acesso, quanto no atendimento. “As pessoas não estão preparadas para lidar com deficientes”, desabafa Daniel. Daniel apresentou uma sugestão para avançar

na luta pela defesa dos direitos da pessoa deficiente: “Só quem sabe as necessidades da pessoa com deficiência é o próprio deficiente. É preciso uma maior participação do grupo na discussão de políticas públicas que nos beneficiem. As propostas devem ser discutidas `com’ os deficientes e não apenas `para’ eles”. Para ele, atitudes relativamente simples poderiam fazer uma grande diferença. “Manutenção de calçadas, instalação de sinais de trânsito com alerta sonoro, treinamento em linguagem de sinais para profissionais que prestam atendimento ao público. São pequenos passos que podem ajudar muito a vida de quem possui alguma deficiência e proporcionar uma melhora na qualidade de vida geral, respeitando as especificidades de cada um”, finaliza Daniel. Leia, no box ao lado, uma carta elaborada por representantes dos deficientes do Cabo para os atuais candidatos a prefeito da cidade
Nos bairros de Ponte dos Carvalhos e Pontezinha, por exemplo, é comum encontrar casas que não respeitam a metragem obrigatória de 1,20m de faixa livre e contínua que deve ser reservada em frente à construção para a calçada, forçando as pessoas a transitarem no acostamento ou mesmo na rua.
Carta aos candidatos a prefeito nós que fazemos a associação das Pessoas com Deficiência
de Ponte dos Carvalhos, vimos por meio desta pedir ao próximo prefeito que:

1) Elabore políticas públicas para as pessoas com deficiência;
2) Priorize o atendimento na saúde para os deficientes, disponibilizando também atendimento
domiciliar para aqueles com dificuldades de locomoção que os impeça de se dirigir ao posto de saúde;

3) Disponibilize transporte para tratamento de saúde, lazer, esporte e cultura, a exemplo do que ocorre em cidades como Vitória no Espírito Santo;
4) Proceda com adequação dos espaços públicos para acesso das pessoas com mobilidade reduzida;
5) Treine os servidores públicos em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais);
6) Ofereça o s

istema de alfabetização itinerante (domiciliar) para pessoas com deficiên
cia que as impossibilite de assistir aulas em uma escola comum;
7) Disponibilize 5% dos conjuntos habitacionais construídos pela prefeitura para
famílias com deficientes físicos que não têm moradia;
Crie a Coordenadoria Municipal da Pessoa com Deficiência, fazendo com que a mesma seja ocupada por deficientes;
9) Reserve 10% das vagas de todos os cursos profissionalizantes para pessoas com deficiência;
10) Disponibilize aparelhos ortopédicos através das Secretarias de Saúde e Programas Sociais;
11) Reserve vagas de estacionamento para pessoas com deficiência física;
12) Torne público os orçamentos das Secretarias de Saúde, Educação, e Programas Sociais.

Logo em seg

uida tivemos outras matérias que saiu no Tribuna Popular veja abaixo

DEFICIENTE

As autoridades que lidam com a educação precisam por em suas agendas a urgente e inadiável questão da inclusão das crianças, ado

lescentes e jovens com algum tipo de necessidade de atenção especial. A omissão, o pouco caso e o descaso são flagrantes em

todas as esferas do poder público e em todo o Brasil. Os termos são estes mesmos, porque não se pode admitir ignorância de au

toridade em relação ao tema.

No Cabo de S

anto Agostinho, um pai cansado de pedir providências à Secretaria de Educação no sentido de assegurar melhores condições de ensino a seu filho hiperativo, acabou batendo às portas do Ministério Público.

“Procurei por diversas vezes a Secretaria de Educação, mas só fazem promessa e meu filho está jogado dentro da sala de aula sem nenhum apoio pedagógico.” A declaração de Daniel Xavier ao repórter Rafael Negrão, deste TP – veja reportagem na página 2 desta e

dição – nos corredores do MPPE, demonstram a gravidade da situação.

Um detalhe é muito importante de ser observado. Daniel Xavier é presidente da Associação das Pessoas com Deficiência de Ponte dos Carv

alhos. Ele é cadeirante e como líder estuda e conhece bem a legislação e seus direitos. Por isso foi procurar. Por isso chegou ao Ministério Público.

Sentado em sua cadeira de rodas, Daniel Xavier cita o Artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que garante o direito à educação, visando o pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho asse

gurando-lhe: igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino.

Ouvido pelo TP, O professor e coordenador do Centro de Educação de Estudos Inclusivos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Francisco Lima, disse que a criança hiperativa precisa de um acompanhamento diferenciado dentro da escola, porque mu

itas vezes quando a criança chega à adolescência sem acompanhamento por psicólogos, pedagogos e até mesmo psiquiatr

as, se torna presa fácil para ser um usuário de drogas. E ressaltou ser obrigação do município fornecer uma educação de qualidade para essas pessoas.

O filho de Daniel Xavier estuda na Escola Municipal Paulo Freire, em Ponte dos Carvalhos. Que a iniciativa desse pai possa ajudar muitas outras crianças e adolescentes do Cabo de Santo Agostinho, de Pernambuco e do Brasil.

Ele frisou que a cri

ança hiperativa precisa de um acompanhamento diferenciado dentro da escola, porque muitas vezes quando a criança chega à

adolescência, se torna uma presa fácil para ser um usuário de drogas. “90% das crianças que não são acompanhadas por psicólogos, pedagogos e até mesmo psiquiatras se tornam depressivas. Isso faz com que elas entrem no caminho das dro

gas. É uma obrigação do município fornecer uma educação de qualidade para essas pessoas”, salientou.

ARTIGO: Deficiente eficiente

Por DANIEL X

AVIER*

Todos nós, seres humanos, somos diferentes em alguns aspectos. Uns são gordos, outros magros, alguns são altos, outros baixos, porém, todos têm algo em comum: a dignidade, que alguns teimam em negar.

Nós, da Associaç

ão das Pessoas com Deficiência de Ponte dos Carvalhos, no Cabo de Santo Agostinho, vimos a público declarar que vamos à luta,

pois não podemos aceitar as coisas como estão, pois todos nós temos compromissos com a mudança.

Os deficientes de

hoje estão mudando suas vidas porque atualmente somos sujeitos, protagonistas de nossa história. Não podemos aceitar que o Governo, a família ou qualquer um diga para nós o que podemos ou não fazer.

A dignidade pela qual lutamos exige educação de qualidade, trabalho, lazer, cultura, transporte e mais, muito mais. Tudo isso nos falta e nos faz muita f

alta.

A sociedade e em especial as autoridades não podem continuar nos ignorando. Ofereçam-nos, possibilitem-nos as condições e as oportunidades adequadas e saberemos responder à altura, pois não somos incapazes, apenas temos limitações.

Quanta energia,

quanta vontade de fazer e de contribuir reprimidas pela falta de oportunidades.

Há quatro anos estamos nessa luta aqui em Ponte dos Carvalhos. Todo mês de agosto realizamos a Semana da Pessoa com Deficiência, quando buscamos refletir sobre as nossas condições, as nossas potencialidades, a nossa capacidade (humilhantemente ignorada) de participarmos da construção do nosso bairro, da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país, do planeta.

Sim, do planeta, porque somos cidadãos e cidadãs universais, embora muitos de nós estejamos presos a uma cadeira de rodas, ou limitados em nossas visões, entre outros diversos casos de limitações. Mas, repito, temos apenas limitações e não incapacidades.

Este ano, em nossa Semana de Luta, estamos realizando um concurso com alunos de algumas escolas. O tema é Como Eu Vejo a Pessoa Com Deficiência. Importante a participação do maior número de alunos. Importante também que professores, pais e responsáveis por alunos estimulem a participação.

O encontro está programado para as13h da sexta-feira 21de agosto, no Centro Cultural Mestre Dié, em Ponte dos Carvalhos. Participe. Venha você também conhecer melhor e assim poder melhor refletir sobre a nossa situação. Todos podem colaborar. Do nosso lado, queremos colaborar com tudo e com todos, pois entendemos que somos todos iguais e merecedores das mesmas oportunidades.

*DANIEL XAVIER é presidente da Associação das Pessoas Com Deficiência de Ponte dos Carvalhos – Cabo de Santo Agostinho/PE

Agora sim voce já sabe o porque desta reunião de Daniel Xavier com o Prefeito isso mostra mais uma vez a força midiática e força da sociedade organizada

Prefeito recebe portadores de deficiência e discute melhorias no atendimento dessas pessoas
O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, se reuniu com representantes da Associação de Pessoas com Deficiência de Ponte dos Carvalhos, nesta terça-feira (25/05) à tarde, em seu gabinete. O encontro serviu para que fossem discutidos os anseios das pessoas com deficiência e para que possam ser traçadas metas de melhorias em relação à acessibilidade e serviços voltados para esta parcela da população.
“Vamos buscar parcerias e trazer melhorias para as pessoas com deficiência que moram em nosso município”, explicou o prefeito Lula Cabral. De acordo com o presidente da Associação, Daniel Xavier, a reunião foi muito proveitosa.
“O prefeito nos atendeu muito bem. Fiquei feliz em poder relatar as nossas dificuldades e saber que ele está disposto a ajudar a melhorar os serviços, trazendo políticas públicas de qualidade para os deficientes do Cabo de Santo Agostinho”, enfatizou Daniel.
Além dos representantes da Associação de Pessoas com Deficiência de Ponte dos Carvalhos, participaram da reunião o vice-prefeito José Ivaldo Gomes e a primeira dama do município, Polyana Pessoa.
Texto: Danielle Dutra – Secom | Cabo de Santo Agostinho.
Fotos: Jorge Luiz

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