Vamos mostrar o Porquê somos contra a USINA DE LIXO

Vamos mostrar o Porquê somos contra a

USINA DE LIXO

Seria muito fácil dizer “não” sobre algo que não conhecemos, portanto fiz um pequeno apanhado do que poderá ocorrer nesta instalação da CTDR Central de Tratamento e Destinação de Resíduos ou como falam ICINERADOR DE LIXO

IMPACTOS PREVISTOS

1-Risco de contaminação do meio aquático – rio Pirapama

2-Risco de assoreamento do rio por erosão pluvial do solo

3-Possibilidade de contaminação do aqüífero por produtos químicos e resíduos

4-Impermeabilização do solo com diminuição da recarga do aqüífero

5-Elevação da concentração de material particulado e efluentes gasosos na atmosfera

6-Movimentação de terra e escavações Alterações nas Condições Estruturais do Solo

7-Alteração do nível de ruídos nas áreas e vias de acesso

8- Possibilidades de desvalorização dos terrenos no entorno da Usina de lixo

Repercussão do projeto junto à comunidade:

Quando a Prefeitura do Recife lançou o projeto denominado Lixo tem Valor  – que contempla o contrato de concessão para destinação e tratamento de resíduos sólidos e de saúde do Recife – ocorreu um debate público, divulgado na imprensa local, no qual pontuavam atitudes de crítica e de defesa da iniciativa. A discussão adquiriu maior visibilidade a partir do pedido de Audiência Pública na Câmara de Vereadores do Recife, ocorrida em 11 de outubro de 2007.Pode  supor  a  emergência de tensões sociais  em  relação à  instalação da Unidade de Beneficiamento da CTDR, tendo em vista a proximidade do terreno selecionado com a APA do Engenho Uchoa. Vale lembrar que a área já foi objeto de mobilizações e conflitos envolvendo o movimento ambientalista do estado de Pernambuco, Prefeitura, ex-proprietários.  Há, desse modo, uma luta que vem desde o final da década de 70, com o objetivo de criar mecanismos eficientes de conservação da mata, como previsto na regulamentação da APA.A localização da Unidade de Cogeração, no Distrito Industrial do Cabo de Santo Agostinho, por si só, constitui um elemento favorável, na medida em que o empreendimento é compatível com o tipo de uso previsto para essa área. Entretanto, é preciso considerar a possibilidade de surgirem críticas quanto ao tipo de tecnologia proposto pelos empreendedores, como sinalizam alguns argumentos veiculados pela mídia Local Principalmente o PORTAL CABO o SITE da Cidade que vem se articulando com movimentos ambientalistas.

Vamos aos fatos concretos:

Das emissões de gases:

1.1 O cloreto de hidrogênio é formado

A maior parte do cloro da massa de lixo é convertido em cloreto de hidrogênio, um gás ácido forte, que sob temperaturas altas atacará a maioria dos metais que encontra. A maior parte do cloreto de hidrogênio pode ser removida com substâncias abrasivas alcalinas antes que o fluxo  de gases deixe a chaminé, mas não necessariamente antes que este gás  ácido danifique alguns dos materiais dos quais o incinerador é construído. Forros de forno, tubos condutores e tubos de caldeira precisam de atenção freqüente e cara.

1.2 O óxido de Nitrogênio é gerado

Sob altas temperaturas de combustão, o nitrogênio e oxigênio combinam-se no ar para formar o óxido de nitrogênio (NO). Por ser este um gás neutro, ele não pode ser removido por ação de substâncias químicas alcalinas, como a cal. Sistemas que envolvem a injeção de amônia ou uréia podem  converter alguma parte do óxido de nítrogênio novamente em nitrogênio, mas estes reagentes de alta energia são caros (eles são  normalmente  usados como fertilizantes) e a remoção do óxido de nitrogênio só é, aproximadamente, 60% efetiva. Qualquer quantidade de óxido de nitrogênio que não é removido, mais tarde é convertido pela luz solar, em dióxido de nitrogênio (NO2) o que contribui para a formação de fumaça fotoquímica e chuva ácida.

1.3 Metais tóxicos são liberados

Soa  temperaturas  de  combustão  muitos  metais  tóxicos como  chumbo,cádmio, arsênico, mercúrio e cromo são  liberados dos materiais  razoavelmente estáveis como os plásticos. Além disso, eles são liberados na forma de partículas minúsculas ou gases, de forma  que, se eles  escapam da chaminé, aumenta imensamente a  área de superfície potencial  de  contato entre eles e o ambiente. Eles também penetram profundamente nos pulmões humanos onde são introduzidos  rapidamente na circulação sangüínea. O método tradicional de remoção de metais das emissões é por dispositivo de controle de partículas, tais como os precipitadores eletrostáticos ou filtros  industriais. Os precipitadores eletrostáticos, mesmo  sendo muito resistentes, são menos  eficientes na remoção das partículas mais finas (minúsculas), que nos preocupam. Os filtros industriais são mais eficientes, mas estão sujeitos à quebra ou bloqueio e necessitam de manutenção cuidadosa.

1.3.1 O Mercúrio, um poluente altamente problemático, é de difícil controle

O mercúrio tem sido um metal particularmente problemático. Na temperatura de combustão é um gás e escapa dos controles de partículas simples discutidos acima (precipitadores eletrostáticos e filtros). Como resultado disto, a incineração de lixo tem sido a fonte principal de mercúrio  liberada para o ambiente (2). Muitos incineradores modernos agora  empregam o carvão ativado para absorver o mercúrio. Porém, este é outro  item caro, e a população necessita ser assegurada de que o carvão ativado  está sendo usado continuamente, porque nenhum dos incineradores de  lixo que eu conheço, monitora as emissões de metais tóxicos de forma contínua. A remoção do mercúrio nos propõe muitas outras perguntas: qual é o destino do mercúrio capturado pelo carvão ativado, ou dos resíduos de cinza no ar? O carvão gasto é encaminhado para reativação? E, neste caso, para onde vai o mercúrio? O carvão gasto é queimado no incinerador? E, neste caso, para onde vai o mercúrio, já que ele não pode ficar no incinerador para sempre? Como a presença do carvão ativado afeta a lixiviação e outras características da cinza descartada em aterros? Em climas quentes o mercúrio vai evaporar das cinzas? (veja que o RIMA já fala em uso de Carvão aditivado)

Formação de dioxina pós-combustão

Aqui é que começa o Perigo todo “Não há equipamento disponível no mundo capaz de monitorar continuamente as dioxinas e os furanos”.

Animais: Em 1989, 16 criadores de vacas leiteiras que estavam expostas ao vento que vinha de um incinerador enorme, em Roterdã (Holanda), foram aconselhados a não vender o leite, porque continha três vezes mais dioxina do que em qualquer outro lugar da Holanda. Agora analise do ponto de vista de quem está La para os lados do Rio Pirapama onde á áreas de pastagem e criação de gado, inclusive são áreas agrícolas do Município.

Aumento da preocupação sobre os atuais níveis de dioxinas As emissões de dioxinas têm que ser vistas através da preocupação crescente do população sobre o que acontece com os níveis de dioxina no ambiente, em nossa comida e em nossos tecidos (15). Especial preocupação deve ser dada ao fato de que as doses mais altas destas substâncias químicas que são potentes destruidores do equilíbrio hormonal nos estão chegando através da nossa comida e sendo entregues aos fetos por nascer. Enquanto os porta-vozes das indústrias freqüentemente argumentam que as emissões tóxicas de dioxina são extremamente baixas (especialmente quando comparadas aos poluentes convencionais), o contra-argumento está em notar  que as dioxinas  interferem em diversos sistemas hormonais, nos quais os hormônios funcionam nos tecidos humanos em níveis de partes por trilhão (ppt). Um achado crítico ocorreu em 1992, quando cientistas holandeses descobriram que até mesmo uma exposição mínima às dioxinas foi capaz de interferir com o metabolismo da tireóide de bebês de uma semana de idade. Emissões de dioxina são capturadas facilmente em cadeias alimentares Qualquer liberação de dioxina de um incinerador, seja em grandes quantidades de instalações mal operadas, ou quantidades menores de algumas bem manejadas, é prontamente capturada por animais pastando e peixes. “Imagine os peixes do Rio Pirapama”.

Empregabilidade

Muito poucos empregos são criados por este volumoso investimento econômico

A maior parte do dinheiro gasto nestes incineradores vai para equipamentos complicados. Afora o número de empregos criados na construção do incinerador, muito poucos empregos permanentes são criados. Um incinerador grande pode empregar aproximadamente 100 trabalhadores. Por outro lado, se a comunidade põe seus esforços em separação na fonte (coleta seletiva), reutilização e conserto, reciclagem e compostagem, um número muito grande de empregos são criados, tanto na manipulação propriamente dita do lixo, quanto nas indústrias secundárias que utilizam o material recuperado.

INVESTIMENTO:

É extremamente frustrante testemunhar o desperdício potencial de enormes quantidades de dinheiro dos contribuintes neste tipo de instalação, enquanto os grandes esforços voluntários e locais para desenvolver programas de reciclagem e compostagem nos bairros (pequenas jurisdições políticas dentro da cidade) definham por falta de apoio financeiro e governamental. Estas verdades são freqüentemente ocultadas dos contribuintes, porque os projetos de incineração freqüentemente são promovidos como sendo financiados pela iniciativa privada. A isto se soma  o exagero da propaganda enganosa que divulga a  idéia de “lixo-para-energia” e muitos acreditam que a população não estará pagando por estas  instalações, quando de fato, aparte de um retorno relativamente secundário da venda de energia (discutida adiante), o grosso do reembolso do investimento (mais lucros) tem que vir da taxa de uso, que sai do bolso da população.

Não á Geração de Energia:

Necessita-se de uma visão mais ampla Partindo-se de uma perspectiva nacional ou global, um incinerador é uma instalação de perder energia e não uma instalação de produzir energia. Infelizmente, este conceito freqüentemente é esquecido pelos que tomam as decisões no município, que vêm uma produção local líquida de energia quando comparada ao aterro. Uma visão mais ampla é necessária para ver a perda de energia que a incineração representa.

Simplesmente considere que, toda a vez que a comunidade local queima alguma coisa, a comunidade maior tem que substituir o objeto queimado com todos os custos enormes de energia gastos na fabricação e processamento primários. Somente reutilizando, reciclando e fazendo compostagem é que permite, parcialmente, reduzir os custos energéticos (e a poluição) da fabricação e processamento primário.

OPOSIÇÃO PÚBLICA

Nos EUA a incineração é a tecnologia mais impopular depois da energia nuclear. Desde 1985, nos EUA, foi negada ou deixada a espera a instalação de mais de 300 incineradores de lixo. Em 1985, a Califórnia planejou instalar 35 incineradores, mas foram construídos só 3 e o  restante foi  cancelado. Em 1985, Nova Jersey planejou instalar 22 incineradores, mas foram construídos somente 5. Em novembro de 1966, o sexto incinerador, planejado para o município de Mercer, foi finalmente impedido de ser instalado depois de muitos anos de discussão. Desde 1994, há mais incineradores sendo fechados do que sendo postos em funcionamento.

Não é somente nos EUA que a incineração tem se mostrado tão impopular. Houve forte oposição para propostas de incineradores novos na Austrália, Bélgica, Canadá,França, Alemanha, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Polônia, Espanha, Reino Unido e muitos outros países, tanto do Norte como do Sul.

Os perigos de ignorar a opinião pública Principalmente a População do Cabo de Santo Agostinho

Muito freqüentemente os tomadores de decisão decidem construir um incinerador antes de consultar a população de forma ampla. Eles normalmente confiam em grandes companhias de consultoria para revisar as opções existentes. Como tais companhias têm a maioria dos seus especialistas com conhecimentos na área de engenharia, elas têm uma tendência natural para as soluções de alta tecnologia e dão pouco crédito para as soluções nas quais a organização e a educação tenham um papel dominante. Firmas de relações públicas são usadas para inventar estratégias que tentam negar a oposição“irritante” da população. Porém, normalmente, tratar deste modo a população tem-se provado desastroso. O que é reputado como uma solução de “conserto rápido” não é rápido, se a população se organiza para se opor.

Construindo a comunidade

Nós precisamos achar a força para pôr as relações humanas e a construção da comunidade como meta das nossas vidas, em vez do que é posto pela televisão.Educando nossos cidadãos para reduzir, reutilizar, reciclar e fazer compostagem, não é uma solução total mas é um ótimo começo. Por outro lado, todo incinerador de lixo construído atrasa esta discussão e desperdiça a oportunidade para mover as nossas comunidades e a nossa espécie na direção certa para lutar contra o consumo em excesso e o aquecimento global que ele gera.

Cinco princípios sob nosso Lixo e seu destino correto:

Se o lixo municipal for deixado ao encargo das empresas de consultorias, que cobram caríssimos, pode se criar um negócio extremamente complicado. Entretanto, se nós olharmos o lixo em nossos lares, é um material relativamente simples. Em essência, a maioria do material é aquilo  que nós pagamos um bom dinheiro ontem e nós não queremos hoje. O lixo é feito misturando todo esse material junto. Pode ser desfeito com a separação na fonte. Este é o primeiro passo vital para resolver a crise do lixo.

Com separação na fonte nós podemos obter objetos reutilizáveis, materiais que podem ser reciclado de volta à indústria, materiais que podem ser compostados (preferentemente  em  nossos  quintais), alguns tóxicos  domésticos e uma organização doméstica. Com os fabricantes, e especialmente a indústria de embalagens, que produzem misturas de materiais cada vez mais complicadas, alguns objetos, uma vez separados, ainda são problemas. Porém, ao invés de permitir que estes materiais mal projetados nos forcem à construção de incineradores caros, estes materiais “descartáveis” deveriam forçar a uma pesquisa para um desenho industrial melhor. No meu ponto de vista, os cinco princípios, ou imperativos, que nós precisamos aplicar para resolver a crise do lixo de uma maneira ambientalmente correta e economicamente efetiva em custo-benefício, são:

1. Mantenha a solução simples.

2. Mantenha a solução no local.

3. Integre a solução com a economia local.

4. Integre a solução com o desenvolvimento da comunidade local.

5. Tenha certeza de que a solução é sustentável.

Na minha visão, quando você constrói um incinerador em sua comunidade, você está anunciando para o mundo que você não foi bastante inteligente, politicamente ou tecnicamente, para recuperar seus recursos descartados, considerando que você é responsável pela comunidade local e pelas gerações futuras.

E tudo isso vai ocorrer à revelia de nosso interesse, pois a Prefeitura Local já concedeu anuência do solo sem se quer analisar ou consultar a população deste Município isto nos torna refém deste mega projeto.

Já O CPRH vai formalizar audiência Publica a ser realizada em 08 de julho de 2010 às 9h no Clube das Águias em Piedade, Jaboatão dos Guararapes dizendo a Toda a População Cabo que aqui não se discuti e sim tem que aceitar de goela abaixo e note que a maior área a ser agredida é no Cabo de Santo Agostinho.

A Lei nº 4.771/65, conhecida como o Código Florestal Brasileiro, disciplina, em seu art. 1º, § 2º, as denominadas Áreas de Preservação Permanente, nos seguintes termos:

“Para os efeitos desse Código, entende-se por: (…)

II – área de preservação permanente: área protegida nos termos dos arts. 2º e 3º desta Lei, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de “preservar os recursos hídricos”, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e “assegurar o bem estar das populações humanas;”

E se balizando sob nossa Carta Magna, em seu capítulo VI “Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, “impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”

Portanto é de nossa obrigação defender e preservar o ambiente em que vivemos que nesta segunda feira dia 21 de Junho O Portal Cabo Junto com O Partido PSOL. CABO e demais organizações que quiserem participar. Devido aos grandes impactos que esta USINA de LIXO fará ao meio ambiente e a população do Cabo. Estaremos colhendo 70.000 assinaturas para que possamos demover esta atrocidade em nosso município.

Ass. Moura

Comments
2 Responses to “Vamos mostrar o Porquê somos contra a USINA DE LIXO”
  1. Katia Farias disse:

    Temos motivos suficientes para não querermos essa usina no quintal de nossa casa. É demagogia falar em preservação do meio ambiente e destruir de forma burra parte de nossa mata atlântica. Não podemos nos conformar com essa atitude pré-definida e nos lamentarmos no futuro.

  2. JOSÉ RICARDO PAES DE ANDRADE disse:

    Vejam matéria sobre a instalação da usina de lixo em campo Grande – MT .

    03/05/2004 – 12:30
    Usina do lixo será bomba poluente por 22 anos, diz doutora da UFMS

    Foto: Edivaldo Bitencourt

    Sônia Hess fala sobre os perigos que uma usina de lixo pode trazer

    A empresa vencedora da licitação da usina termoelétrica de lixo não terá como informar on-line as emissões de poluentes, como determina o edital da prefeitura de Campo Grande. Além disso, segundo a professora de Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Sônia Hess, existem vários pontos contraditórios no edital, que desrespeita determinações do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e do Ministério de Meio Ambiente.
    Com dois pós-doutorados em Química, na Universidade de Campinas (Unicamp) e na Itália, Hess faz um alerta importante: os gases emitidos pela usina, mesmo com filtros de última geração, causam doenças graves, como câncer, congênitas e cardíacas. Ela não entende as razões que levaram a prefeitura a querer implantar a usina, principalmente, porque não existem estudos de impacto ambiental, como determina a resolução 316 do Conama, para definir a melhor tecnologia a ser usada pela usina.
    Sônia Hess alerta que Campo Grande está prestes a ser condenada a viver por 22 anos com uma bomba no meio ambiente, causando contaminações ambientais, incluindo animais e seres humanos.
    Monitoramento
    A PhD contesta o item 3.1.17 do edital de licitação, que obriga a empresa a criar e manter “on-line” um site na internet, com a finalidade de informar sobre os componentes das emissões atmosféricas, inclusive com data e hora. Sônia Hess afirma, categoricamente, que a empresa não pode cumprir esse item. “É impossível determinar a presença de mercúrio e metais pesados emitidos em tempo real”, atesta a professora.
    Num item mais à frente, no 3.1.19 do edital, ela encontra uma contradição, na qual a empresa será obrigada a analisar o total de material emitido a cada dois meses. Hess explica que os produtos cancerígenos se acumulam no organismo, sendo impossível analisar o seu impacto a cada dois meses. Na avaliação da pesquisadora, a sociedade estará desprotegida, já que não existem meios de evitar o lançamento de produtos no ar.
    Reciclagem
    A pesquisadora também alerta que o edital não prevê a reciclagem e o reaproveitamento do lixo, apesar de prever a coleta seletiva. Nesse caso, segundo Hess, a coleta seletiva só beneficiará a empresa, que não poderá queimar vidro, pedras e materiais tóxicos.
    No edital, a prefeitura também não obriga a empresa a coletar o lixo considerado tóxico, como lâmpadas, pilhas, tintas, solventes e agrotóxicos. Outro ponto é o entulho, que também não ficará sob responsabilidade da empresa.
    Fórum
    O Fórum de Meio Ambiente, em parceria com o Ministério Público Estadual, está levantando os pontos do edital para contestar na primeira semana de maio. Segundo o presidente da Ecoa – Ecologia e Ação, Alessandro Menezes, os ambientalistas são contra a usina. Ele disse que a unidade será a primeira do País porque não é recomendada pelos órgãos de proteção ao meio ambiente.

    Fonte: Jornal Correio do Estado

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: