caranguejo

Os caranguejos

Os caranguejos são os crustáceos da infra-ordem Brachyura, caracterizados por terem o corpo totalmente protegido por uma carapaça, cinco pares de patas, (pereópodes) o primeiro dos quais normalmente transformado em fortes pinças, e geralmente o abdómen reduzido e dobrado por baixo do cefalotórax. Os pleópodes se encontram na parte dobrada do abdómen e nas fêmeas são utilizados para proteção dos ovos

Os Caraguejo de nossa Cidade Pernambuco e região

O guaiamu (Cardisoma guanhumi)

Caranguejo Cardisoma guanhumi

É um caranguejo da família dos gecarcinídeos, encontrado do estado da Flórida e no nordeste e sudeste do Brasil, quase sempre em locais entre o mangue lamacento e o início da mata, normalmente em terreno arenoso. Grandes, essa espécie de caranguejo possui carapaça azul, com cerca de 10 ou mais centímetros e quelas desiguais, uma grande e outra menor que facilita levar os alimentos à boca, exceção feita à fêmea que normalmente as quelas são de tamanhos iguais. A fêmea, à época de desova assume a coloração do casco e dedos em tons na cor creme ou amarelada. O macho, bem maior, tem a coloração do casco em tom azulado. Também são chamados de caranguejo-mulato-da-terra, fumbamba, goiamu, goiamum e guaiamum.

Aratu
Embora que o termo aratu seja uma designação comum a diversos caranguejos da família dos grapsídeos, costuma-se remeter mais especificamente ao Aratus pisoni, um caranguejo da família dos grapsídeo, de carapaça quadrada e acinzentada, capaz de subir com habilidade nas árvores do mangue, onde se alimenta e se acasala. Tal espécie também é conhecida pelos nomes de aratu-da-pedra, aratu-marinheiro, aratupeba, aratupinima, carapinha e marinheiro.

O Maria-farinha (Ocypode spp.)

caranguejo Maria-Farinha

É um caranguejo da família dos ocipodídeos. Possui carapaça quadrada e coloração branco-amarelada, e é encontrado na costa leste dos Estados Unidos e no litoral do Brasil, vivendo em buracos acima da linha da maré alta, em praias arenosas. Também é conhecido pelos nomes de aguarauçá, cabeleireiro, caranguejo-fantasma, espia-maré, grauçá, guaruçá, guriçá, cerca-mare, vaza-maré e guaiamum.

O siri-azul (Callinectes sapidus)

Caranguejo azul ou siri

Siri-tinga ou simplesmente siri, é um pequeno crustáceo decápodo encontrado nas águas costeiras do Oceano Atlântico e Golfo do México. Em seu nome científico, calli é grego para “bonito”, nectes para “nadador”, e sapidus é latim para “saboroso”. Dr. Mary Rathbun descreveu primeiramente o caranguejo-azul em 1896.

Os predadores naturais do siri-azul incluem enguias, trutas e alguns tubarões. O siri azul é omnívoro e consome tipicamente bivalves, anelídeos, peixes e quase todo o outro artigo que puderem encontrar, incluindo cadáveres.

A Baía de Chesapeake, que banha os estados de Maryland e Virginia, nos Estados Unidos da América, é famosa por seus siris-azuis, e eles são um dos artigos econômicos dos mais importantes colhidos dela. Em 1993 a colheita combinada do siri-azul alcançou o valor de 100 milhões de dólares US, mas este número desceu para 45 milhões no ano 2000.

O CICLO DO CARANGUEJO

Josué sempre voltou ao mangueAssim Josué de Castro descrevia o cenário de sua infância:

“…durante muitos anos moramos numa velha casa colonial com a madeira das janelas toda descascada, fincada à beira do rio, como uma fortaleza trepada em altos batentes, ficando, em tempo de cheia inteiramente cercada de água, com caranguejos subindo pelas grades até o terraço, os mais ousados entrando sala a dentro. Bem do lado da casa começava um bairro de mocambos, verdadeiras cumbucas negras parecendo boiar sobre as águas dos mangues“.

A imagem dos mangues atravessará a vida de Josué, sendo seu primeiro campo de inquietação social, a partir do qual passou a compreender o fenômeno da fome. Percebeu desde a infância a estranha semelhança entre os moradores do mangue do rio Capibaribe e os caranguejos, ambos recobertos de lama, não adaptados à vida na cidade e famintos. Os homens sobreviviam catando caranguejos enquanto os caranguejos se nutriam com os dejetos humanos.Homens se misturam à lama para pegar caranguejo

Em 1935 escreve o conto O ciclo do caranguejo, onde descreve em prosa poética a vida de uma família de habitantes dos mangues de Recife. Originária do sertão nordestino, a família migrou para a cidade fugindo dos efeitos da seca, acreditando nas promessas de uma vida melhor na cidade. Sem condições de sustentar-se, só resta para a família a opção de instalar-se no mangue, onde “o terreno não é de ninguém. É da maré.”

“Agora, quando o cabloco sai de manhã para o trabalho, já o resto da família cai no mundo. Os meninos vão pulando do jirau, abrindo a porta e caindo no mangue. Lavam as ramelas dos olhos com a água barrenta, fazem porcaria e pipi, ali mesmo, depois enterram os braços de lama a dentro para pegar caranguejos. Com as pernas e os braços atolados na lama, a família Silva está com a vida garantida. Zé Luís vai para o trabalho sossegado, porque deixa a família dentro da própria comida, atolada na lama fervilhante de caranguejos e siris”.

Anos mais tarde, desenvolve seu único romance, Homens e caranguejos, de 1966, onde retorna ao cenário de sua infância, fundamental para a formação de seus conhecimentos e de sua personalidade.

Homens pensando e vivendo como caranguejos

“Procuro mostrar neste livro de ficção que não foi na Sorbonne, nem em qualquer outra universidade sábia, que travei conhecimento com o fenômeno da fome. O fenômeno se revelou espontaneamente a meus olhos nos mangues do Capibaribe, nos bairros miseráveis da cidade de Recife: Afogados, Pina, Santo Amaro, Ilha do Leite. Esta é que foi a minha Sorbonne: a lama dos mangues do Recife, fervilhando de caranguejos e povoada de seres humanos feitos de carne de caranguejo, pensando e sentindo como caranguejos”.

Você é daqueles que adora comer um caranguejo na praia. Fica maravilhado quando encontra uma caranguejada com caranguejos de patas enormes. Você provavelmente vai ficar animado ao ver as fotos do maior caranguejo do mundo que popularmente é conhecido como caranguejo do coco mas que se chama mesmo Birgus latro.

Bicho bizarro: O caranguejo do coco

caranguejo do coco

Você já pode imaginar porque ele se chama caranguejo do coco. Ele é tão grande que sobre os coqueiros das praias para pegar cocos inteiros. Com um só golpe da sua garra poderosa ele quebra o coco no meio para se alimentar. A força é tão grande que poderia quebrar qualquer coisa.

Ele é o maior artrópode terrestre conhecido. Ele também é conhecido pelo preferência que tem por objetos brilhantes. Nas regiões onde se prolifera é comum a reclamação de moradores que tem seus objetos furtados dentro de casa por este tipo de caranguejo. Ele possui uma atração especial por objetos que brilham no sol como panelas, objetos de metal, etc.

caranguejo do coco 2

Normalmente ele chega a ter 40cm e 4kg. Existem registros de caranguejos de 1 metro e 17 kg que já foram encontrados. Ele pode viver até 30 anos. Possui uma força enorme que permite levantar objetos de até 29kg, ou seja, poderia levantar uma criança com facilidade.

caranguejo do coco 3

Bicho bizarro: O caranguejo do coco

Esta estranha criatura aí da foto é conhecido como caranguejo do coco. Ele é um caranguejo gigante, que pode chegar a um metro comprimento e chega a pesar 17kg. Eles tem 8 patas e suas maiores características são as fortes pinças capazes de partir um coco ao meio! A criatura consegue escalar o tronco de palmeiras e coqueiros em busca dos frutos. O caranguejo do coco é nativo das ilhas paradisíacas do Oceano Índico. Ele tem hábitos noturnos e é o único caranguejo do gênero Birgus.
Além do coco, que ele costuma devorar, o caranguejo consume frutas, folhas, cascas dos ovos de tartaruga e até mesmo de outros animais.
Este animal é fortemente atraído por objetos brilhantes. É normal que pessoas com propriedades nestas ilhas descubram que jarros de planta e objetos de prata foram roubados pelos caranguejos do coco.

Parece um daqueles aliens nojentos do Half Life…

O caranguejo do coco é usado como iguaria e segundo alguns teria sabor e modo de preparo similar  à lagosta. Não existem dados estatísticos para determinar se o animal corre algum risco de extinção, mas sabe-se que de acordo com a sua dieta, pode eventualmente tornar-se venenoso aos humanos.

Você toparia comer esse caranguejo gigante?

Caranguejo gigante em Fortaleza

A tradicional caranguejada da quinta-feira em Fortaleza ganhou agora novo sabor e tamanho. É o red-crab ou o caranguejo de águas profundas. De uma pata a outra, o crustáceo pode atingir um metro de comprimento.

caranguejo gigante
A nova atração já está à disposição do público há um mês, todas as quintas-feiras, no bosque do Hotel Marina Park. A novidade é que o caranguejo tem um sabor diferente (mais doce) do que o tradicionalmente consumido nas barrascas na Praia do Futuro, o qual é conhecido cientificamente como “Ucides Cordatus” e originário dos mangues.

Outra diferença está no modo de servir. Como possui uma carapaça menos resistente, a carne do caranguejo gigante pode ser servida separadamente com verduras, leite-de-côco e cheiro-verde. A pata e a carcaça são cortadas com tesoura. O red-crab pode chegar a cinco vezes o tamanho da outra espécie. O preço, claro, também muda. São cobrados R$ 12,00 por uma porção com farofa.

Além do atendimento elogiado pela maioria das pessoas, o cliente ainda vai sentir outras diferenças na hora de degustar o prato. Para evitar o mela-mela na hora de comer o crustáceo, o serviço dispõe de avental, travessas para o tamanho do red-crab, canoa para lavar as mãos e cesto de lixo.

De acordo com a gerente de Alimentos e Bebidas do hotel, engenheira de pesca Pauliene Parente, as pessoas ainda ficam curiosas por conta do tamanho do caranguejo. ‘‘Tivemos uma freqüência ótimas nas férias e agora as pessoas estão começando a conhecer e aprovar essa opção de caranguejada’’, diz Pauliene.

caranguejo gigante 2

TECNOLOGIA — Pescado a cerca de seis horas da costa brasileira, o crustáceo só é encontrado a 800 metros de profundidade e resulta de pesquisa do empresário Antônio Gil Bezerra, que adaptou um barco com toda tecnologia para a caça deste tipo de caranguejo. A embarcação tem capacidade para até 12 toneladas e o crustáceo é capturado com um tipo de manzuá usado na pesca da lagosta.

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